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Centro Brasileiro de Solidariedade aos povos e luta pela Paz

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Obama vem aí; para movimentos sociais é “persona non grata”

Publicado por Márcia Silva em 03/15/2011

do portal vermelho

Os movimentos sociais brasileiros consideram o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, persona non grata no Brasil e repudiam a sua presença no país. Durante sua primeira visita ao Brasil, Obama fará um discurso na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, no próximo domingo (20). O evento terá início a partir das 11h30. O discurso do presidente americano será traduzido.

Obama chegou à presidência dos Estados Unidos em 2008 depois de uma propaganda eleitoral que pregava “mudanças”, em oposição ao belicismo e à desastrosa administração na economia realizada por seu antecessor, George W. Bush.

De acordo com o consulado americano, durante sua visita, Obama passeará pelo Cristo Redentor e na favela Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. Obama deve se reunir, em Brasília, com a presidente Dilma Rousseff, participará de um almoço no Itamaraty e de um jantar no Palácio do Planalto, acompanhado da mulher, Michelle, e das filhas Malia e Sasha.

O voo que traz Obama ao Brasil está programado para aterrissar na Base Aérea de Brasília às 8h de sábado (19). Após desembarcar, o primeiro compromisso de Obama será um encontro com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, às 10h.

Em entrevista ao Portal Vermelho, a ativista Socorro Gomes, presidente do Conselho Mundial da Paz e do Centro Brasileiro de Solidariedade e Luta pela Paz (Cebrapaz), disse que a visita do mandatário estadunidense será marcada pelo enérgico repúdio que os movimentos sociais manifestarão à presença de Obama no Brasil.

Segundo ela, “os movimentos sociais como o Cebrapaz e as entidades que integram a Coordenação dos Movimentos Sociais [CMS) devem manifestar o repúdio à visita de Obama ao Brasil. A nossa mídia diz que Obama vai fazer e acontecer no Brasil, mas na realidade ele vem para cá para impor a agenda do imperialismo na região”.

Leia a seguir a íntegra da entrevista:

Portal Vermelho: O que o Cebrapaz pretende fazer durante a visita de Obama ao Brasil?
Socorro Gomes: Os movimentos sociais, como o Cebrapaz e as entidades que integram a Coordenação dos Movimentos Sociais [CMS) devem manifestar o repúdio à visita de Obama ao Brasil. O que os Estados Unidos têm feito na América Latina é um mau exemplo. A nossa experiência mostra que os EUA não nos veem como amigos, mas como terra para explorar, dominar e saquear. Querem saquear recursos naturais, controlar os nossos mercados e dominar nossos povos [da América Latina].

Por isso os povos latino-americanos buscaram outro caminho de independência e soberania. Nossa história foi escrita com muito sangue e sofrimento, com ditaduras, invasões militares, complôs patrocinados pela CIA, assassinatos de presidentes. Nossa história testemunha a truculência e a força bruta do imperialismo americano em nosso território.

Quais são os verdadeiros motivos da viagem?
Socorro: Obama fala em paz, em Direitos Humanos. Mas sua administração não cumpriu com as promessas feitas em sua campanha eleitoral, que dizia serem “sagradas”. O desmantelamento da prisão de Guantânamo é promessa não cumprida e que não vai se cumprir em seu mandato. Ele tem total descompromisso com a paz. Não se discute sequer a situação de Guantânamo, uma área militar ocupada contra a vontade do povo cubano.

Obama vem ao Brasil para falar de Direitos Humanos e Paz, mas ao mesmo tempo dá total apoio ao regime israelense quando invade, ocupa e promove a colonização de territórios palestinos.

Hoje, os Estados Unidos articulam uma intervenção militar contra a Líbia, demonstrando completo desrespeito à soberania dos povos.

Na América Latina, aprofundou a ingerência militar. Honduras, Panamá e Colômbia são exemplos gritantes disso. A manutenção da Quarta Frota da Marinha de Guerra americana, criada por Bush em junho de 2008, também desmente Obama e configura-se numa grande ameaça à soberania e à paz no continente latino-americano.

O que Obama vem fazer aqui é discurso retórico, descompromissado com suas atitudes, que têm ido no rumo contrário à paz e ao Direito Internacional. O regime americano mantém 50 mil soldados na ocupação do Iraque, além da ocupação do Afeganistão, que Obama declarou ser a “sua guerra”. O Nobel da Paz caminha no sentido contrário ao da paz e da amizade entre os povos.

Entre outros assuntos, Obama deve abordar as relações que o Brasil tem com Venezuela e Cuba de forma a pressionar por outro caminho…
Socorro: As nossas relações com outros povos são relações de países soberanos, que prezamos muito, e não aceitamos ingerências sobre elas. Com a Venezuela temos interesses comuns, como o Mercosul, como a Unasul. Participamos de uma serie de foros conjuntos e procuramos construir um caminho comum soberano, sob um novo paradigma. De respeito e de complementaridade, diferente das relações de força dos EUA com as nações do nosso continente.

Um fato curioso e que desperta o interesse da nossa mídia, desviando a atenção dos assuntos importantes, é que a embaixada dos Estados Unidos vai dar gadgets eletrônicos àqueles que fizerem as melhores frases de boas vindas ao presidente Obama. Você vê nisso alguma semelhança com o que os colonizadores fizeram no descobrimento do Brasil?
Socorro: Esse é o tipo de relação que o imperialismo tem com os nossos povos, é uma tentativa de humilhar o nosso povo, repete a estratégia dos colonizadores, que davam miçangas, vidros coloridos e espelhos, ao mesmo tempo em que levavam em troca as nossas riquezas, como o ouro, o diamante e o pau-brasil.

Da redação

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Cebrapaz analisa quadro internacional com preocupação

Publicado por Márcia Silva em 04/10/2010

do portal do Cebrapaz

08/04/2010
Às vésperas de mais uma Conferência da ONU que vai tratar da revisão do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNT), os movimentos pacifistas demonstram preocupação quanto à situação internacional. O alerta foi feito pela presidente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Socorro Gomes, para quem é grave os Estados Unidos anunciarem que poderão usar armas nucleares em circunstâncias “extremas” para defender seus interesses e dos aliados.“A prioridade é a prevenção da proliferação nuclear do assim chamado terrorismo nuclear, à base de fantasiosas versões de que as redes terroristas teriam capacidade de produção e manuseio da bomba atômica”, criticou Socorro Gomes, que também preside o Conselho Mundial da Paz (CMP).

Palestrante do Seminário “A Revisão do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares”, realizado nesta quarta (7), no Senado, a ex-deputada federal diz que no plano estratégico dos EUA anunciado na terça (6) pela secretária de Estado, Hillary Clinton e pelo secretário de Defesa, Robert Gates, a única concessão que a nova estratégia faz é excluir o uso das armas nucleares como resposta a ataques com armas convencionais, químicas ou biológicas.

“Mais uma vez o governo da superpotência imperialista recusou-se a declarar que não será o primeiro a usar armamentos nucleares”, lamentou a presidente do Cebrapaz. Para ela, as potências imperialistas usam o seu desmedido poder para promover a chantagem nuclear, perpetrar guerras, intervenções militares, ameaçar os países mais fracos e impor resoluções e tratados sem os consagrados critérios do equilíbrio e igualdade. “O Tratado de Não-Proliferação é um destes”, considerou.

Apelo de Estocolmo

Como pacifista, ela diz que o movimento tem como princípio a defesa da eliminação de todas as armas nucleares. “Há 60 anos o Conselho Mundial da Paz lançava o Apelo de Estocolmo, que guarda impressionante atualidade. O documento, que se tornou célebre, percorreu o mundo e recolheu a assinatura de 600 milhões de pessoas, dizia com simplicidade e clareza: Exigimos a proibição absoluta da arma atômica, arma de agressão e de exterminação em massa das populações”, lembrou.

Também fazia parte do documento o estabelecimento de um rigoroso controle internacional para assegurar a aplicação da proibição e a consideração de que o primeiro governo que utilizasse arma atômica, não importava qual o país, cometeria um crime contra a humanidade e deveria ser tratado como criminoso de guerra.

Ainda sobre o TNT, ela acha que poderia haver avanços não fossem as contradições. Um dos principais pontos é que houve um congelamento do monopólio das armas nucleares e “aborda-se de maneira apenas formal as questões do desarmamento e do uso da energia nuclear para finsd pacíficos.”

Fonte: Vermelho

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Celso Amorim apoia Cebrapaz na luta pelo desarmamento nuclear

Publicado por Márcia Silva em 03/27/2010

do portal do cebrapaz

24/03/2010
“O desarmamento nuclear não é só poético. Pode ser efetivado. E não há desculpas para não fazer. Conte conosco”. Com esta declaração, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, recebeu o convite de Socorro Gomes, presidente do Conselho Mundial da Paz e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), para participar do seminário “A Revisão do Tratado de não Proliferação de Armas Nucleares”, que acontece no próximo dia 7 de abril, no Senado.

socceaminarNesta quarta-feira (24), o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), Socorro Gomes e o vice-presidente da entidade, Paulo Guimarães, estiveram em audiência com o ministro para anunciar o propósito de realizar o evento para ampliar a discussão sobre o assunto com a sociedade.

Socorro Gomes lembrou que o seminário antecede a reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) que tratará do tema em maio, em Nova Iorque.

O ministro opinou que o mundo pode realizar o desarmamento nuclear. Ele lembrou que “isso terá um custo, mas para manter as armas o custo é maior”. Ele diz que existem planos técnicos de separação das ogivas dos foguetes, o que dificultaria uma guerra súbita. Disse ainda que é necessário o desmonte das armas táticas que estão instaladas na Europa.

Para Celso Amorim é necessário cumprir o Artigo 6 do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), que exorta os países nucleares a levar a cabo negociações a fim de eliminar completamente as armas nucleares.

Também lembrou que os 13 passos para alcançar o desarmamento nuclear, acordados pelos Estados Parte do Tratado na Conferência de Revisão de 2000, não foram cumpridos. Socorro Gomes mencionou o Apelo de Estocolmo, lançado pelo Conselho Mundial da Paz há 60 anos.

Na época, o documento mobilizou o movimento pacifista angariando 600 milhões de assinaturas, sendo 4 milhões no Brasil. Ela disse que o apelo é atual e que não pode haver não-proliferação sem desarmamento, destacando que os instrumentos para a não-proliferação já existem, o que faltam são medidas para o desarmamento. Ao mesmo tempo, destacou que a não-proliferação não pode servir de achaque contra os países que querem desenvolver a tecnologia nuclear para fins pacíficos.

A presidente do CMP e do Cebrapaz também lembrou que os Estados Unidos continuam sendo o maior entrave para o desarmamento nuclear. Ao mesmo tempo que quer impedir outros países de desenvolver a tecnologia, os EUA aprovaram um aumento do orçamento militar, que servirá para manter e modernizar suas armas nucleares.

O senador Inácio Arruda destacou a importância de ampliar odebate sobre o assunto com a sociedade para respaldar a posição brasileira e criticou aqueles que se opõem à política externa do governo Lula, “uma política de sucesso”, afirmou.

O Seminário sobre a Revisão do Tratado de não Proliferação Nuclear, promovido pela Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE) em parceria com o Cebrapaz, a Fundação Alexandre de Gusmão e a UNB, será realizado em dois painéis: “O desarmamento e a não proliferação nuclear frente à Conferência de revisão do TNP” e “O desenvolvimento científico e tecnológico da energia nuclear e seu papel no cenário internacional”.

O seminário reunirá nomes e instituições ligadas ao tema como o embaixador Sérgio Duarte Queiróz, Alto Representante para as Questões de Desarmamento nas Nações Unidas, Odair Dias Gonçalves, presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e Jackie Cabasso, coordenadora para os EUA da organização Prefeitos pela Paz e ativista da luta pela abolição das armas nucleares, entre outros.
Fonte: Vermelho

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Cebrapaz e Itamaraty organizam seminário sobre armas nucleares

Publicado por Márcia Silva em 03/10/2010

do site do cebrapaz

O Centro Brasileiro de Luta pela Paz (Cebrapaz) organiza, em abril, o seminário “A Revisão do Tratado de não Proliferação de Armas Nucleares”, em conjunto com o Senado Federal, a Universidade de Brasília (UnB) e a Fundação Alexandre Gusmão (Funag), ligada ao Ministério das Relações Exteriores. O seminário antecede a reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) que tratará o tema em maio, em Nova York. Em paralelo, organizações realizam atividade pela eliminação das armas nucleares no mundo.

A presidente do Centro Brasileiro de Luta pela Paz (Cebrapaz) e do Conselho Mundial da Paz (CMP), Socorro Gomes e o senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), participam hoje de reunião com o presidente da Funag, o embaixador Jerônimo Moscardo. O tema é a audiência pública promovida pelo Senado, pela UnB, pela fundação e pelo Cebrapaz, marcada para 7 de abril. A audiência terá formato de seminário e o tema é A Revisão do Tratado de não Proliferação de Armas Nucleares.

Socorro Gomes explica que o papel deste seminário será “gerar subsídios para o processo de conferência que ocorrerá em maio, em Nova York”. A presidente do CMP participará da reunião da ONU, levando a opinião do movimento pela paz de uma política mundial de abolição das armas nucleares. A brasileira participará também da atividade paralela, até porque a entidade organizadora é o centro de luta pela paz dos EUA, o US Peace Concil, filiado ao CMP.

Presença importante já confirmada no seminário de abril é a coordenadora para os EUA da organização Prefeitos pela Paz e ativista da luta pela abolição das armas nucleares Jackie Cabasso, que participa da organização da atividade pela eliminação das armas nucleares que será realizada em Nova York.

A próxima reunião do Senador Inácio Arruda e da presidente do Cebrapaz, Socorro Gomes, já está marcada. Será com o Ministro das Relações Exetriores, Celso Amorim, no dia 24 de março.

De São Paulo, Luana Bonone

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PRESIDENTE DO CEBRAPAZ PRESTA SOLIDARIEDADE AO POVO HAITIANO

Publicado por Márcia Silva em 01/16/2010

do portal do Cebrapaz
Somando-se às reações de “consternação e inconformismo” ao terremoto de terça-feira (12) no Haiti, o Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz) enviou condolências às famílias das vítimas brasileiras na tragédia. Em nota assinada por sua presidente, Socorro Gomes, a entidade prestou ainda “solidariedade aos haitianos — um povo que, há mais de dois séculos, está em luta permanente contra a dominação”.
Segundo o texto, “autoridades do mundo inteiro” — com destaque para o governo brasileiro — se engajaram na ajuda humanitária para “reconstruir o Haiti e ajudar as vítimas do terremoto e suas famílias, bem como o conjunto do povo”.

Confira abaixo a íntegra da nota do Cebrapaz.
É com consternação e inconformismo que povos de todo o mundo recebem notícias sobre o terremoto que devastou nesta terça-feira (12/1) o Haiti, sobretudo a capital Porto Príncipe. Os rastros da tragédia incluem dezenas de milhares de mortos (talvez mais de 100 mil), 3 milhões de pessoas afetadas e uma vasta destruição na já escassa infraestrutura do país caribenho — o mais pobre e sofrido da América.

As perdas humanas incluem pelo menos 15 brasileiros, sendo 14 militares que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), além da fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, símbolo da luta pelos direitos humanos. Neste momento de pesar, o Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz) envia condolências às famílias dessas vítimas.

Prestamos também nossa solidariedade aos haitianos — um povo que, há mais de dois séculos, está em luta permanente contra a dominação. Em 1804, o Haiti se tornou o primeiro país da América Latina a proclamar sua independência, numa histórica insurreição de negros e mulatos, sob a liderança dos ex-escravos Toussaint l’Ouverture e Jean-Jacques Dessalines. Desde então, sobressai o exemplo da resistência haitiana ante o imperialismo.

Apelamos para que autoridades do mundo inteiro não poupem esforços para ajudar a reconstruir o Haiti e ajudar as vítimas do terremoto e suas famílias, bem como o conjunto do povo. Nesse sentido, sobressaem os gestos da comunidade internacional, como o do governo brasileiro, que anunciou o envio ao Haiti de US$ 15 milhões e 28 toneladas de alimentos, além de oito aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

Socorro Gomes
Presidente do Cebrapaz

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É promissora a perspectiva da luta pela paz

Publicado por Márcia Silva em 11/13/2009

Intervenção na Reunião do Comitê Executivo do Conselho Mundial da Paz – Damasco, Síria, 22 a 25 de outubro de 2009

Queridas companheiras, queridos companheiros.

            É com grande alegria que instalamos a Reunião do Comitê Executivo do Conselho Mundial da Paz, a primeira desde a memorável Assembléia de Caracas, realizada em abril do ano passado. Muito nos honra que esta reunião tenha lugar em Damasco, capital da República Árabe Síria, auspiciada pelo Conselho Sírio da Paz e contando com o apoio generoso do povo sírio e do seu governo, liderado pelo presidente Bashar Assad. A Síria destaca-se no mundo árabe como um país que defende firmes posições em defesa da paz e da justa solução para o conflito árabe-israelense, especialmente a questão palestina e é uma trincheira na luta contra os planos sionistas e imperialistas na região. Desde logo, ao abrir os trabalhos desta reunião, manifestamos a plena solidariedade do Conselho Mundial da Paz ao povo e ao governo da Síria em sua justa e legítima luta pela recuperação das Colinas de Golan, território sírio usurpado pela agressão militar israelense de 1967 e até hoje sob ocupação.

            Estimados Camaradas,

            O período transcorrido desde a Assembléia de Caracas é sumamente rico em acontecimentos de importância para a nossa luta pela paz, por um mundo justo e solidário, livre do domínio e da hegemonia das grandes potências imperialistas. Leia o resto deste post »

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Socorro Gomes: continuam graves as ameaças à paz mundial

Publicado por Márcia Silva em 10/24/2009

do portal vermelho

Começou na quinta-feira (22), em Damasco, a reunião do Comitê Executivo do Conselho Mundial da Paz, sob a presidência da brasileira Socorro Gomes. Auspiciada pelo Conselho Sírio pela Paz, a reunião conta com a presença de quase todos os 40 integrantes do comitê executivo. Na pauta, a conjuntura internacional, o desenvolvimento da luta pela paz no mundo, a solidariedade entre os povos e a oposição às potências imperialistas

A presidente do CMP, Socorro Gomes, fez o informe de abertura, abordando multilateralmente os temas em pauta. A reunião prossegue até o dia 25, domingo. As delegações presentes, num gesto de solidariedade ao povo da Síria, visitarão a região das Colinas de Golan, território sírio usurpado pelos agressores israelenses na guerra de 1967.

Leia abaixo o pronunciamento de Socorro Gomes na abertura do encontro: Leia o resto deste post »

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CMP participa de conferência trilateral de países norteamericanos pela paz

Publicado por Márcia Silva em 10/20/2009

do portal do cebrapaz

A Segunda Conferência Trilateral dos países que integram o Tratado de Livre Comércio com a América do Norte (Nafta) e a Asociação para a Segurança e a Prosperidade (SSP) ocorreu entre 2 e 4 de outubro em Toronto (Canadá) e é continuidade da conferência ocorrida em Puebla (México), em 2004, onde os países decidiram se reunir a cada quatro anos para trocar experiências sobre formas de lutas pela paz na região, com planos de ações concretas que ajudem os povos a enfrentar a exploração imperialista.

 A Conferência Trilateral foi realizada na sala da Associação de ucranianos canadenses. Compareceram as delegações do Congresso Canadense pela Paz, do Conselho pela Paz dos Estados Unidos e do Movimiento Mexicano pela Paz e o Desenvolvimento (Mompade). Como convidados, participaram também uma delegação do Conselho pela Paz e Justiça - organização dos Estados Unidos que é membro do Conselho Mundial da Paz (CMP) -, a companheira Maria do Socorro Gomes, presidente do CMP e do Centro Brasileiro de Luta pela Paz (Cebrapaz), assim como a delegação do Movpaz de Cuba, integrada pelo seu presidente José Ramón Rodríguez Varona, na qualidade de coordenador regional do CMP.

Clique aqui para ver a íntegra do discurso de Socorro Gomes

Entre as atividades da programação se incluíram uma análise global da situação dos três países, entitulado “Realidade atual, desafios dos Movimentos pela Paz de Canadá, Estados Unidos e México” além de vários grupos de debate, entre eles o que tratou de “Integração econômica imperialista na América do Norte e a Soberania: tendências atuais, desafios e alternativas”, o debate “As guerras imperialistas e os movimentos anti guerra”, o painel “A crise econômica atual, o multilateralismo, as alianças militares no mundo e no contexto da América do Norte”, o painel “Desarmamento nuclear, comércio de armas, princípios, práticas e perspectivas”; além de uma atividade cultural dedicada ao 60° aniversário da fundação do Conselho Mundial da Paz, assim como a discussão e aprovação da Declaração Final da conferência, que incluiu um painel sobre “As lutas dos movimentos antiimperialistas e propostas de ação”.

“A paz é o caminho, não existe outra alternativa à sobrevivência humana” 
Se expressaram posições muito consequentes com as questões dos trabalhadores, imigrantes, indígenas, com as causas dos refugiados de guerra, contra a proliferação de todo tipo de armamentos – e não somente os nucleares -, dando consequência aos resultados da 62ª conferência das ONGs reunidas na Cidade do México em setembro, onde o Mompade teve destacada participação, tanto nos preparativos como em seu desenvolvimento. Destacaram-se a condenação à presença de bases militares estrangeiras e à presença da Quarta Frota na América do Sul; a condenação ao golpe de Estado em Honduras; a solidaridade expressa com o povo irmão palestino, que sofre a ocupação israelense, assim como os povos do Afganistão e Iraque, que sofrem a ocupação de forças dos Estados Unidos e outros países aliados em nome da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Podemos dizer que as conclusões obtidas nos debates é que este tipo de integração existente entre os três países de América do Norte não tem resultado em bem-estar dos povos e apenas tem enriquecido os mais ricos e empobrecido uma grande quantidade de pessoas, sobretudo no México, que é o país que mais sofre com esta integração.

A Conferência Trilateral dos países que integram o Nafta tem sido uma boa contribuição à consecução dos acordos da Assembléia Mundial efetuada em Caracas em abril de 2008. Observa-se ainda uma grande preocupação dos delegados presentes ante a crise atual, os efeitos que tem sobre os trabalhadores, imigrantes, indígenas, jovens, idosos e crianças, setores mais vulneráveis de suas sociedades, que padecem e sofrem, pois caem sobre si todos os males que acarretam as crises econômicas, do meio ambiente, de falta de valores humanos, que lamentavelmente vivemos hoje em uma grande parte dos países do mundo.

A luta pela paz deve ser nossa batalha diária, devemos ampliar nossos horizontes, trabalhar com os jovens de todos os setores, incluindo os militares, devemos mudar de acordo com as mudanças do mundo e nos ajustarmos às condições de cada dia. A paz é o caminho, não existe outra alternativa à sobrevivência humana.

Fonte: Síntesis (Boletim do Movpaz cubano) 

Tradução livre: Luana Bonone

Fonte: www.vermelho.org

Atualizado em ( 17/10/2009 )

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O papel da luta pela paz na disputa pelo desfecho da crise

Publicado por Márcia Silva em 05/22/2009

do portal vermelho

Em entrevista ao Vermelho, a presidente do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz) e do CMP (Conselho Mundial da Paz), Socorro Gomes, fala sobre os desafios da 2º Assembléia Nacional do Cebrapaz — a se realizar de a 24 a 26 de julho, na cidade do Rio de Janeiro.

Os eixos do encontro de julho e um balanço dos cinco anos de existência da entidade foram explorados pela ativista. Ao comentar a crise do capitalismo, Socorro destaca que a disputa por um desfecho favorável aos trabalhadores passa por fortalecer a luta pela paz.

Por Carla Santos
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Socorro Gomes fala em assembléia do CMP

Passados cinco anos da fundação do Cebrapaz (10 de dezembro de 2004), qual é o balanço que você faz da atuação da entidade?

Socorro Gomes: O Cebrapaz teve uma atuação intensa nesse período. Participou com solidariedade na luta contra as guerras: a invasão americana do Iraque, o genocídio do Estado de Israel ao povo palestino e outras campanhas de diversos povos do mundo. Realizamos o julgamento de George W. Bush (ex-presidente dos EUA) pela prática de crimes contra a humanidade. Continuamos combatendo as bases militares estrangeiras em países soberanos. A principal campanha da entidade no momento é contra a reativação da Quarta Frota* dos EUA no sul do nosso continente. A iniciativa busca intimidar e espionar o processo de integração que ocorre entre os países latinos americanos. Certamente ela veio com a intenção de barrar esse processo, impedir o avanço dos povos e nações da região pela construção de caminhos alternativos, soberanos e antiimperialistas.

A 2º Assembléia tem quatro eixos: solidariedade aos povos e a luta pela paz; Integração Latino Americana; Combate à Quarta Frota e a Cultura da Paz. O que levou a escolha desses quatro eixos? Qual a importância dessas bandeiras para o movimento de solidariedade brasileiro?

Socorro Gomes: A solidariedade é essencial. É obrigação de povos, militantes e pessoas prestar solidariedade aos países ocupados e invadidos, como é o caso da Palestina, do Iraque, do Afeganistão. O único objetivo dessas invasões é saquear e se apropriar de territórios e seus recursos naturais. É através da solidariedade que fortalecemos a corrente pela paz. Para conquistá-la, sabemos que precisamos remover os autores da guerra, derrotar o imperialismo.

A integração dos povos é um instrumento fundamental para isso. O Mercosul, a Unasul, a Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas), o Conselho de Segurança da Região Sul são exemplos de instrumentos de integração. É necessário desenvolver a consciência da necessidade da paz. A guerra é uma ameaça à existência da humanidade, à cultura da paz. Entendemos que a consolidação do Cebrapaz passa por esses eixos por seu dever. Eles fazem parte da Carta de Princípios fundadora da entidade.

A população ainda não sabe muito sobre a reativação da Quarta Frota, mote da mobilização da 2º Assembléia. Como o Cebrapaz pretende ampliar a identidade dessa bandeira com a sociedade brasileira?

Socorro Gomes: O Brasil, que já é rico em biodiversidade, recursos minerais e água potável, recentemente descobriu petróleo na área conhecida como pré-sal. Faz parte da estratégia americana o controle dos recursos naturais mundiais. Já são 835 bases militares espalhadas pelo mundo. Queremos os desmantelamento dessas bases, em especial a que está aqui, a Quarta Frota, justamente porque ela é uma ameaça a essas conquistas. A Quarta Frota está aqui, entre outros motivos, para saquear as riquezas que são dos brasileiros. É uma questão de soberania. Para ampliar o conhecimento sobre essa ameaça, o Cebrapaz já realizou conferências e diversos debates. Com a 2º Assembléia, teremos a oportunidade de discutir o assunto aonde ele ainda não chegou. Além disso, estamos lançando um livro sobre o tema. No dia 24 de junho, véspera da realização da 2º Assembléia, faremos uma Conferência Magna sobre a Quarta Frota.

Vivemos um cenário de crise econômica, guerras deflagradas ou apoiadas pelos EUA e resistência ao neoliberalismo na América Latina. Esses, entre outros, fatores indicam grandes mudanças no quadro político do mundo?

Socorro Gomes: Em todas as grandes crises do capitalismo, o imperialismo sempre busca saídas que indicam mais exploração dos trabalhadores e avanço contra a soberania dos países. Até agora os especialistas do sistema apontam como saída para a crise a concentração do poder econômico. Várias fusões entre grandes empresas estão em curso. A “estatização” de instituições financeiras veio para salvar as empresas que estão falindo e garantir que elas estejam saudáveis para depois serem novamente entregues ao capital. Outras medidas são o desemprego, a destruição das conquistas sociais que foram objeto de luta por anos dos trabalhadores, como a precarização do trabalho. Tudo indica que os detentores do poder não estão tomando medidas para proteger o povo ou estabelecer uma nova ordem mundial. Ainda não podemos descartar a agudização dos conflitos e o próprio perigo da guerra. Diante desta realidade, aumenta a importância do fortalecimento da cultura da paz. Para nós, o essencial é que o mundo seja desmilatarizado, a Assembléia das Nações seja democrática e que cada país escolha de forma soberana o seu futuro. Só os povos em luta, a elevação da consciência e a cultura pela paz levarão ao caminho da liberdade.

* A Quarta Frota foi criada em 1943 para patrulhar submarinos nazistas nas águas da região da América Latina, mas foi desativada em 1950. Após a descoberta do pré-sal, os EUA anunciaram em 2007 a reativação da Quarta Frota. Veja no quadro abaixo a localização das frotas militares dos EUA pelo mundo:

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Senadora Piedad Córdoba visita o Brasil

Publicado por Márcia Silva em 05/04/2009

do site do CEBRAPAZ

Na última semana, a presidente do Conselho Mundial da Paz (CMP) e do Cebrapaz, Socorro Gomes, participou de uma recepção dedicada à Senadora Piedad Córdoba, do Partido Liberal da Colômbia, que esteve no Brasil para uma visita de três dias.

A parlamentar veio agradecer às autoridades brasileiras pela colaboração nas operações de libertação de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e pedir apoio em novas operações de resgate de presos, por uma saída humanitária ao conflito.
Para Córdoba, a ajuda brasileira “vai muito além da mera logística, pois o Governo Lula também pode desempenhar um papel muito importante em termos da confiança necessária para que se realize uma operação desse porte”, afirmou a Senadora.

Socorro Gomes (à esquerda) e a senadora Piedad Córdoba.

Piedad esteve no Senado, onde foi recebida pelo presidente José Sarney e pelo Presidente da Câmara, Michel Temer. A senadora afirmou que o povo colombiano quer garantias para poder participar do processo político da nação e que tem interesse que participem dessas operações não só o Brasil, como a Venezuela e toda a América Latina.

Piedad Córdoba começou a carreira política como líder comunitária nos bairros de Medellín. Foi vereadora, deputada e eleita senadora por três pleitos consecutivos pela ala progressista do socialdemocrata Partido Liberal Colombiano. Vem sendo reconhecida pela suas posições a favor das minorias étnicas e sexuais, da juventude e das mulheres. No final de 2007 foi nomeada mediadora, pelo Governo, para conseguir a libertação dos reféns seqüestrados pela guerrilha das FARC. Desde então, a Senadora Córdoba desempenha um papel central nos esforços para chegar a um acordo humanitário.

Defendendo a superação do conflito através da construção de um diálogo voltado para a paz como único caminho existente, a senadora conseguiu atuar junto ao grupo “Colombianos por la paz”, que lidera, pela libertação de seis reféns em poder das FARC.

Indicada ao Prêmio Nobel da Paz de 2009, suas posturas inovadoras e seu amplo respaldo, tanto entre as classes menos favorecidas quanto entre os acadêmicos, a colocam como uma das mulheres mais importantes do início do século XXI.

Fonte: Assessoria de imprensa do gabinete

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