CEBRAPAZ NÚCLEO RIO

Centro Brasileiro de Solidariedade aos povos e luta pela Paz

Posts com Tag ‘Quarta frota’

Cebrapaz Núcleo Rio de Janeiro convoca sua Plenária Estadual

Publicado por Márcia Silva em 06/29/2009

Bandeira do Município do Rio de Janeiro

Bandeira do Município do Rio de Janeiro

Bandeira do Estado do Rio de Janeiro

Bandeira do Estado do Rio de Janeiro

O Centro de solidariedade aos povos e luta pela paz – CEBRAPAZ- Núcleo Rio de Janeiro realizará sua Plenária Estadual como atividade preparatória para a Segunda Assembléia Nacional cujo evento ocorrerá também na cidade do Rio de Janeiro entre 24 e 26 de julho.

O Debate político que enriquecerá a plenária estadual já tem confirmado as presenças do presidente da OAB / RJ Dr. Wadih Damous e o vereador da cidade do Rio de Janeiro, Roberto Monteiro.

Convidamos a todos para participarem pois serão discutidos temas como: Crise internacional, integração da América Latina e a reativação da quarta frota estadunidense. No presente ato, será lançado o quarto caderno do Cebrapaz, cujo o tema é a quarta frota, com matérias de diversos pesquisadores, fruto de um debate ocorrido na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo-FESPSP com membros da direção do Cebrapaz .

Serviço:

Local:  Sede da OAB / RJ – Av. Marechal Câmara, 150, 4º andar

Data:    16 de julho de 2009 – quinta- feira

Horário:   19:00h

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Campanha pede adesão contra o projeto de reativação da Quarta Frota

Publicado por Márcia Silva em 04/15/2009

Adital –

Com as recentes informações que anunciam a reativação da Quarta Frota – a Marinha de Guerra dos Estados Unidos – em mares dos países latino-americanos, muitos têm sido os protestos e manifestações contrárias a intenção dos Estados Unidos.

“Atualmente a Quarta Frota encontra-se subordinada ao “Comando Sul dos EUA”, e tem como atracadouro a base naval de Mayport no norte da Flórida. Ela se somará a outras cinco frotas navais espalhadas por regiões estratégicas do mundo que proporcionam apoio logístico e militar para as aventuras bélicas do imperialismo estadunidense”.

Quem explica é Rubens Diniz, diretor do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz).

O Centro, juntamente com outras entidades, realiza uma campanha que busca apoio mundial contra a Quarta Frota.

Nesta entrevista a ADITAL, Rubens Diniz aprofunda mais o assunto.

Adital – Mesmo com reações contrárias dos próprios governos, o retorno da Quarta Frota vem se tornando uma realidade. O que significa sua reativação?

Rubens Diniz - Para nós do Cebrapaz a reativação da Quarta Frota tem objetivos muito bem definidos. Esta vinculada diretamente com as recentes descobertas realizadas pelo Brasil de grandes reservas de petróleo em águas da plataforma continental, o chamado “pré-sal”.

Os argumentos dados pelas autoridades estadunidenses de que a Quarta Frota irá “cumprir missões de ajuda humanitária” não passam de um engodo. Por que prestar auxílio humanitário com navios de guerra?

O que fica claro é que a reativação da Quarta Frota em uma região de paz como é a América Latina tem como objetivo a intimidação dos governos e dos povos desta região. Não devemos esquecer que os motivos das últimas guerras de agressão realizadas pelos EUA tiveram como objetivo o controle de fontes energéticas, (concretamente o petróleo), e o domínio de fluxos e rotas comerciais. Além disto, tem como objetivo manter a primazia da hegemonia norte-americana e evitar a consolidação de um pólo contrário aos seus interesses no continente.

Adital – Acredita que o momento político e de mudanças pelo qual passa o continente latino-americano tenha influenciado nesta tentativa de retorno?

Rubens Diniz - Sim, a reativação da Quarta Frota é uma forma dos EUA de responder através do uso do poderio bélico à nova realidade política existente na região. A reativação da Quarta Frota é um desdobramento da chamada “Doutrina Bush”, arcabouço de ideias que fundamentava a estratégia dos ataques preventivos e que buscava em última instância evitar o surgimento de novos pólos de poder que pudessem concorrer com os EUA.

A situação na América Latina saiu do controle dos EUA nos últimos anos. Fruto das lutas sociais e dos governos progressistas e anti-imperialistas, a região tem avançado na consolidação de um bloco regional que busca maior autonomia frente ao imperialismo estadunidense. A convergência de iniciativas como o Mercosul, a UNASUL e a ALBA e a constituição de políticas como o Banco do Sul, Conselho Sul-americano de Defesa fazem da região um verdadeiro “Continente Rebelde”. A doutrina do pan-americanismo foi posta em cheque pela nova realidade política da região.

Adital – Há uma campanha pela soberania e contra a Quarta Frota em curso? Que resultados esta campanha tem demonstrado?

Rubens Diniz – Sim, temos desenvolvido uma campanha em conjunto com distintos movimentos sociais, reafirmando a defesa de nossa soberania e exigindo a desativação da Quarta Frota. Através da Coordenação dos Movimentos Sociais – CMS, o Cebrapaz tem impulsionado uma campanha que neste primeiro momento tem como objetivo informar o que é a Quarta Frota e conscientizar dos perigos que ela traz para nossa soberania e das ameaças à paz de nossa região.

Criada no ano de 1943, em pleno período da Segunda Guerra Mundial pela marinha de guerra dos EUA, a Quarta Frota tinha como objetivo, naquele momento, proteger a região de possíveis ataques marítimos das forças do eixo nazi-fascista. Sua desativação ocorreu em 1950, após o fim da Segunda Guerra Mundial.
O Cebrapaz tem realizado seminários, feito publicações com o intuito de produzir subsídios à luta contra esta máquina de guerra. Em nosso site www.cebrapaz.org.br é possível encontrar distintos materiais e a agenda das iniciativas que tomamos sobre o tema.

Além disto, no mês de julho o Cebrapaz ira realizar seu congresso nacional, na cidade do Rio de Janeiro, ele será antecedido de assembléias estaduais aonde estaremos debatendo o que representa a Quarta Frota e as formas de atuarmos pela sua desativação.

Adital  – É possível que uma mobilização em nível continental possa dar conta do que representa o retorno nos navios de guerra? Como isso pode acontecer?

Rubens Diniz – Acreditamos que somente com a participação popular, dos movimentos sociais organizados em toda a região é que poderemos criar condições para que a Quarta Frota seja desativada. Nossa estratégia tem sido participar de todas as reuniões de cúpulas presidências da região no espaço da Cúpula dos Povos, de encontros como o Fórum Social Mundial, com o intuito de impulsionar um movimento continental contra a Quarta Frota

Adital – Existe algum tipo de movimento integrado entre os países contra a Quarta Frota?

Rubens Diniz – Nossa atuação a nível regional tem sido feita a través do Conselho Mundial da Paz (CMP), da Campanha pela Desmilitarização das Américas (CADA) e da Aliança Social Continental. Somente com a ação organizada de movimentos das mais distintas naturezas é que poderemos impor uma derrota ao imperialismo e desativar a sua frota de guerra que se encontra por nossas águas.

Os povos da América latina têm um profundo apego à paz, ao respeito, à soberania. Nosso desafio e transformar a indignação existente contra estas armas de guerra em ação organizada. Sabemos, contudo, que o imperialismo não é invencível e que pode ser derrotado.

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Cebrapaz participa de Conferência Internacional sobre a OTAN na Argentina

Publicado por Márcia Silva em 03/19/2009

do site cebrapaz

Por Daniele Nascimento*

Nesta quinta (19) e sexta-feira (20) Buenos Aires será sede da Conferência Internacional sobre a OTAN, a 4ª Frota Estadunidense e as Malvinas. O encontro na capital argentina é fruto de um sentimento de insatisfação em relação às comemorações do 60º aniversário de criação da OTAN, organizadas pelo governo dos Estados Unidos e seus aliados militares para o próximo dia 04 de abril.

Segundo os organizadores da conferência, a Cúpula da América Latina e Caribe, realizada em dezembro, em Salvador, Bahia, também serviu de inspiração para o encontro, ao ponto em que reuniu diversas iniciativas governamentais importantes para a região como o MERCOSUL, a UNASUR, a Reunião Inicial Conjunta dos Países Sul-americanos, do Caribe e América Central (SICA, na sigla em espanhol), Grupo do Rio (que incorporou Cuba), e serviu como instrumento de resistência e integração dos povos pela independência de toda a região.

O encontro também visa contestar o papel assumido pelos Estados Unidos e pela OTAN, com o apoio da Coroa Britânica, durante a Guerra das Malvinas, que provocou a morte de centenas de pessoas, possibilitou a continuidade da ocupação colonial e permitiu a construção de uma grande pista de aterrissagem nas região, além de uma base militar para receber armamento nuclear, transformando as ilhas em uma espécie de fortaleza militar estrangeira para o controle do Atlântico Sul.

“Frente à comemoração que o governo dos Estados Unidos e seus aliados militares pretendem realizar no próximo 04 de abril, para comemorar o 60º aniversário de criação da OTAN, denunciamos este instrumento bélico e convocamos a luta pela paz no Atlântico Sul e pelo pleno reconhecimento da soberania argentina nos arquipélagos das Malvinas, Georgias, Sándwich do Sul e dos mares adjacentes usurpados”, declara a comissão organizadora do encontro em sua convocatória oficial.

Acompanhe abaixo a programação da conferência:

Quinta, 19 de março de 2009.

Ato de abertura
18h – Inscrição e credenciamento
18h30 – Boas vindas de Miguel Monserrat, co-presidente da APDH

Conferência Inaugural
19h – “O 60º Aniversário da OTAN, a ação da 4ª Frota nas Malvinas e no contexto mundial” (será designado um painel de convidados especiais)

Sexta, 20 de março de 2009.

PRIMEIRO PAINEL DE DEBATE
10h – A OTAN, sua nova estrutura e a ampliação de seu campo de ação a nível mundial. Contará com 04 palestrantes, 01 Coordenador do debate (a ser definido)
11h30 Pausa para lanche

SEGUNDO PAINEL DE DEBATE
11h45 – A 4ª Frota dos EUA frente à América Latina – 04 palestrantes, 01 Coordenador de debate (a definir)
13h15 – Pausa para almoço

TERCEIRO PAINEL DE DEBATE
15h15 – Malvinas e o Atlântico Sul – 04 Palestrantes e 01 Coordenador de debate (a definir)
16h30 Pausa para o lanche

CONCLUSÕES
17h45 – a) Projeção do documento da “OTAN”
18h45 – b) “Declaração de Buenos Aires”; c) Plano de ação

ENCERRAMENTO
19h30 – Discurso de encerramento – Palestrante: a definir
20h – Coquetel

NOTAS: Será produzido um vídeo sobre a realização da conferência, com reportagens sobre as personalidades participantes.

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*Jornalista

 

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Presidente do CMP participa da Jornada Internacional de Lutas contra os 60 anos da OTAN

Publicado por Márcia Silva em 03/19/2009

do site do Cebrapaz
cartaz.60anos da OTAN

Com o lema “OTAN – Inimiga dos Povos e da Paz” o Conselho Mundial da Paz (CMP), organiza uma jornada internacional contra os 60 anos da OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte, principal instrumento das aventuras belicistas do imperialismo.

A Presidente do CMP, Socorro Gomes, participará dos encontros , que contarão com uma série de atividades em várias partes do mundo, organizadas pelo CMP em conjunto com outras organizações.

As atividades estão inseridas dentro da Jornada Mundial de Mobilizações de 28 de março a 04 de abril, aprovada pela Assembléia dos Movimentos Sociais durante o Fórum Social Mundial, em Belém.

A jornada inicia no dia 18 de março em Buenos Aires com a Conferência Internacional “A OTAN, Malvinas e a Reativação da Quarta Frota dos EUA”. 

“Esta será a contribuição da América Latina à jornada contra a OTAN”, afirma Socorro Gomes. “Será uma importante oportunidade para atualizarmos nossa análise sobre os recentes acontecimentos no cenário internacional, além de uma oportunidade para demonstrar o nosso repúdio à OTAN e a presença da Quarta Frota da Marinha de Guerra dos EUA em nossa região”, conclui.

As atividades prosseguem em Belgrado, Sérvia, com a Conferência Internacional sobre os dez anos do bombardeio a Belgrado, feito pela OTAN no dias 23 e 24 de março, e terminam no dia 04 de abril com uma mobilização internacional em Estrasburgo, onde acontecerá a Cúpula da OTAN.

Durante o seu trajeto, a presidente do Conselho Mundial da Paz realizará reuniões de trabalho na Grécia, sede do CMP e uma visita em solidariedade ao Chipre, onde terá uma intensa agenda de atividades e encontros com autoridades, entre elas o presidente Dimitrios Christofias.

Clique aqui para ler a convocatória do Conselho Mundial da Paz à jornada e saver os detalhes da programação das atividades ao redor do mundo.

OTAN – instrumento do imperialismo
Criada em 1949 em pleno auge da “Guerra Fria”, a OTAN sempre foi um instrumento a serviço dos interesses do imperialismo estadunidense, seja na contenção e ameaça aos países socialistas nos seus primeiros anos de existência, seja no marco de sua reorganização nos anos 90, quando desempenhou importante função, como força militar no quadro de reordenamento do mapa político no cenário de um mundo unipolar.

A OTAN ao longo de seus 60 anos de existência comete diversos crimes contra a humanidade. Exemplos disso foram os criminais bombardeios realizados durante 78 dias na Sérvia, com o intuito de esquartejar a Iugoslávia e expandir militarmente a área de influência dos EUA até as fronteiras da Rússia.

Atualmente, a OTAN busca desempenhar um papel de aliança militar com projeção mundial, uma espécie de “xerife do mundo” a serviço do imperialismo.

A Aliança participa da ocupação no Afeganistão, realiza ações que buscam criar o chamado “Grande Oriente Médio”, um reordenamento do mapa político da região, além de ser o aparato bélico das ações que visam o controle das fontes e rotas de fluxo de energia ao redor do mundo.

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Cebrapaz fortalece o movimento contra a guerra

Publicado por Márcia Silva em 03/18/2009

do site do CEBRAPAZ

FSM: Para presidente participação do Cebrapaz fortalece o movimento contra a guerra

Por Daniele Nascimento*

Em entrevista concecida à redação do Cebrapaz, Socorro Gomes, presidente do Cebrapaz e do Conselho Mundial da Paz (CMP), fala sobre questões debatidas na Tenda da Paz durante a realização do último Fórum Social Mundial, realizado em Belém do Pará.

Veja abaixo a íntegra da entrevista de Socorro Gomes.

E:Como você avalia a participação do Cebrapaz no Fórum Social Mundial?

SG:Na minha opinião, a participação do Cebrapaz foi muito importante. Fortaleceu-se o movimento contra a guerra, pelo fim imediato das ocupações, a determinação de lutar pelo desmantelamento das armas nucleares; e a grande manifestação de apoio e solidariedade ao povo palestino. A dor, a indignação e o total repúdio à política sionista de Israel na Palestina. Os abaixo-assinados peticionando o julgamento de Israel por crimes de Guerra foram assinados por milhares de participantes do Fórum Social mundial… A militância dialogou com outras entidades de outros países, participou das Assembléias contra a guerra e a militarização das relações entre os países. Realizamos conferências sobre as bases militares no mundo e lançamos um manifesto contra a quarta frota, uma afronta á soberania dos nossos países e uma tentativa dos Estados Unidos de semear o Terror e impedir o avanço da resistência antiimperialista na A. latina e Caribe.

O Cebrapaz procurou destacar a campanha contra a guerra imperialista como essencial para a própria sobrevivência da humanidade e a importância da militância pela paz.

Na Tenda da Paz realizamos um abaixo-assinado, um documento solicitando a petição formal junto ao Tribunal Penal Internacional para julgar Israel por crimes de guerra, debates – tivermos três eventos grandes – um em solidariedade à Colômbia, a necessidade e importância da paz e da democracia na nossa região (para o qual contamos com a presença de 500 pessoas), outro sobre o momento de extrema fragilidade que tivemos devido às ameaças imperialistas à paz, representadas pelas bases militares no mundo, e também do papel desempenhado pela OTAN na Europa, os Estados Unidos em toda a região e, principalmente, a 4ªFrota, que é uma ameaça grave a todos os países aqui da região.

E: Qual o principal legado deste Fórum de Belém?

SG: Pessoas, movimentos e lideranças conheceram um pouquinho do Brasil e da Amazônia, de seu povo, sua cultura, sua história.

Esta integração de movimentos de organizações e pessoas do mundo, discutindo a crise capitalista, a necessidade da construção de um mundo justo, de paz e fraterno e saudável e, portanto, foi positivo.

O Cebrapaz lançou um abaixo-assinado que pede a condenação de Israel pelas agressões contra a Palestina.

E: Qual a receptividade com que o mesmo foi recebido durante o Fórum?

SG: No lançamento do abaixo-assinado, na tenda da Paz, o Cebrapaz, abrigou uma série de movimentos e organizações (abrigamos a União de Mulheres Brasileiras, UNEGRO, CONAM, FEDIM, Federação Mundial da Juventude), enfim neste dia do lançamento da petição pela condenação de Israel a tenda ficou lotada e milhares de pessoas assinaram. Agora inclusive vamos disponibilizar a petição no sítio do Cebrapaz para várias pessoas assinarem. Diversas entidades no mundo também estão buscando o abaixo-assinado para que todos possam assinar.

E: Qual a saída viável para o conflito na Faixa de Gaza?

SG: A primeira é parar o genocídio, a chacina, o massacre que Israel vem fazendo contra o povo palestino. Também é necessário suspender os bloqueios e discutir, dialogar para que o povo palestino tenha, conforme estabelece a resolução da ONU, direito ao seu território, com liberdade e democracia, num Estado Palestino que tenha como sua capital Jerusalém Oriental.

O povo palestino vem sendo perseguido, humilhado e saqueado há décadas e o que ocorre na Faixa de Gaza não é de forma nenhuma uma guerra, trata-se de um massacre. Israel tem cometido inúmeros crimes, violando tratados internacionais, revelando-se um Estado terrorista, genocida que já assassinou mais de 1500 pessoas, sendo que dentre elas 1/3 são de crianças, numa demonstração inequívoca de sua determinação de varrer do mapa o território de um povo, e a humanidade não pode aceitar isso assim, sem fazer nada. Israel precisa ser julgado e condenado por seus crimes, pois são crimes contra toda a humanidade.

O ato mais importante organizado neste no FSM pelo Cebrapaz, em parceria com o CMP, foi o ato sobre a luta contra a militarização e as bases estrangeiras.

E: Na sua opinião, a América Latina está preparada para enfrentar a ameaça da 4ªFrota?

SG:As discussões de todos os países e movimentos presentes no FSM demonstram que há uma elevação no nível de consciência e indignação sobre essa questão. Diante disso, há tendência de crescimento das manifestações contra a 4ªFrota, porque o objetivo dessa 4ªFrota é justamente conter a luta dos povos da nossa região e saquear os recursos naturais de países e povos soberanos, aliás, esse sempre foi o objetivo do imperialismo estadunidense.

Por isso, é fundamental a luta contra a 4ªFrota. Nós estamos passando um abaixo-assinado que também será divulgado na internet, nos manifestamos contra a instalação da IV Frota.

E:A eleição de Barak Obama pode alterar os objetivos ou a ação da 4ªFrota?

SG: A eleição de Barak Obama foi uma derrota à política de guerra do Governo Bush, portanto, ele foi eleito graças ao sentimento do povo americano por mudança. Quanto a se ele vai mudar alguma coisa ou não, isso vai depender de atitudes como fechar a base de Guantânamo e entregá-la aos seus donos, o povo cubano; suspender de imediato o apoio a Israel na sua política genocida e retirar as tropas americanas dos territórios ocupados, ou seja, parar a guerra colonialista no Oriente médio… Quanto ao desmantelamento da IV Frota é fundamental que ele faça isso, pois seria uma demonstração de que ele não é hostil a América Latina, aos seus povos e seus governos.

Uma das características dos governos americanos é o uso de sua incomparável força bélica para a consecução de seus objetivos: domínio e saque de povos e países. Conforme já afirmaram vários governantes americanos, eles pretendem dominar o mundo. Mas não são invencíveis, isso já está mais do que provado, e sua política de guerra e terror pode ser derrotada. A melhor forma de derrotar o imperialismo é a luta dos povos e a América Latina está dando este exemplo. Através do avanço da consciência, da organização e da luta surgiram governos independentes que buscam integração soberana aqui na região com o objetivo de construir o seu destino, de maneira independente.

A América Latina tem se posicionado de forma quase uníssona que não aceita mais o domínio dos EUA, essa é uma demonstração de que é possível derrotar o imperialismo e construir um mundo de paz, esse é o objetivo dos militantes da paz.

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*jornalista

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Cebrapaz debaterá a reativação da Quarta Frota Estadunidense

Publicado por Márcia Silva em 03/18/2009

O Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz) debaterá, no dia 14, na Alerj, as conseqüências da reativação da Quarta Frota Estadunidense.

O debate terá a presença da presidente do Cebrapaz e do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, e do professor de Relações Internacionais da UFF, Bernardo Kocher.

A Quarta Frota ganhou notoriedade durante a Segunda Guerra Mundial, ao caçar submarinos nazistas nas águas do Atlântico Sul. Foi desmontada em 1950, mas agora foi reativada oficialmente e, em breve, vai começar a realizar exercícios no limite das águas territoriais da América Latina e do Caribe.

Recentemente, Socorro Gomes disse que “o anúncio da recriação da Quarta Frota, destinada a realizar missões navais agressivas nas regiões do Caribe, América Central e América do Sul, é uma grave ameaça à paz, à segurança e à soberania dos povos da nossa região.

Com o restabelecimento da Frota, os EUA fomentam a militarização do continente, a corrida armamentista e a ameaça nuclear, já que ela é equipada com porta-aviões nucleares. Tal medida merece nosso mais veemente repúdio.

É o que se espera dos governos progressistas, dos movimentos populares e das lideranças patrióticas de toda a região”. O debate acontecerá às 18h30, no auditório da Alerj (prédio anexo) e conta com o apoio da Assembléia Legislativa, do Cebrapaz, do CMP e do Núcleo Interdisciplinar UFRJmar.

Coordenação do Núcleo Cebrapaz Rio de Janeiro

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