do portal do cebrapaz
| 26/02/2010 | |
| A organização argentina Movimento pela Paz, Soberania e Solidariedade entre os Povos (Mopassol) condenou a recente escalada militar do Reino Unido na região das Ilhas Malvinas. O protesto da entidade foi divulgado nesta quinta-feira (25), através de uma nota assinada por sua Mesa Diretiva.A declaração faz um apelo também a entidades irmãs: “Na luta pela paz na região, em defesa da soberania nacional e de nossos recursos naturais, para conquistar a descolonização de nossas Malvinas e dos outros arquipélagos usurpados no Atlântico Sul, entendemos que é vital que as organizações populares se pronunciem nesse sentido, condenando energicamente os atropelos da Coroa Britânica e os planos agressivos da Otan, assim como a presença da IV Frota de Guerra dos Estados Unidos em nossos mares”.
Confira abaixo a íntegra da nota do Mopassol. O Movimento pela Paz, Soberania e Solidariedade entre os Povos (Mopassol) condena energicamente o novo ato de usurpação cometido pela Grã Bretanha em nossas Malvinas e conclama as forças populares a se pronunciarem ativamente em defesa de nossa soberania e dos recursos naturais que pertencem ao povo argentino. Ao negociar com grandes empresas estrangeiras a concessão de licenças de exploração de petróleo num territótio atualmente em disputa de soberania — como vem acontecendo também a respeito da pesca —, a Coroa Britânica realiza uma ação ilegal e fragrantemente violadora das resoluções das Nações Unidas sobre os arquipélagos dos mares do Atlântico Sul. Essas resoluções instam ambas as partes a iniciar negociações para resolver a disputa, pondo fim a uma ocupação colonial que persiste desde o século 19, enquanto se privam de qualquer ação unilateral que torne o conflito mais agudo. Mas a Inglaterra se nega sistematicamente a cumprir esse mandato da comunidade internacional e continua realizando ações francamente agressivas, das quais uma das mais graves é a construção, na Ilha Soledad, da base aeronaval de Mount Plasant, uma grande fortaleza militar com mais de 2 mil efetivos permanentes, à cuja manutenção a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) dedica 7% de seu orçamento global. Uma semelhante inversão, por parte da organização militar sob o mando dos Estados Unidos — que encabeça há 60 anos as aventuras bélicas contra os povos da Terra —, deixa bem às claras para que lhe serve a fortaleza Malvinas: não para defender os 2.500 kelpers que povoam as ilhas, mas, sim, para custear os planos imperialistas de domínio do mundo e seguir saqueando a nossos povos. Nessas circunstâncias, o Mopassol reafirma sua convicção — expressada em numerosos documentos dos últimos 30 anos — de que é necessário seguir lutando pelo desmantelamento da Fortaleza Malvinas e pela abolição de todas as bases militares estrangeiras instaladas na região; exigir o cumprimento das resoluções da ONU que tendem a fazer do Atlântico Sul una zona de paz e cooperação; e apoiar as negociações pacíficas encaminhadas para resolver o conflito. Leia o resto deste post » |





