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Centro Brasileiro de Solidariedade aos povos e luta pela Paz

Posts com Tag ‘José Reinaldo Carvalho’

Diretor do Cebrapaz testemunha situação dos palestinos e ataca Israel

Publicado por Márcia Silva em 05/25/2009

do portal do cebrapaz


gaza&israel

Recentemente, uma delegação do Fórum de São Paulo visitou a Palestina com o propósito de estreitar as relações com forças políticas locais e se solidarizar com o seu povo. A experiência deixou ainda mais clara a situação alarmante em que vive a população, oprimida e submetida aos desmandos israelenses.

Os recentes ataques de Israel a Gaza foram “um verdadeiro genocídio”, na opinião de José Reinaldo Carvalho, secretário de relações internacionais do PCdoB e membro da direção nacional do Cebrapaz. Ele informa que Gaza continua sob bloqueio e que a situação na região é tensa, apesar da trégua.

Além de José Reinaldo, a comitiva foi constituída por Valter Pomar, secretário de Relações Internacionais do PT e Graziela Garcia, da Comissão de Relações Exteriores da Frente Ampla do Uruguai. A iniciativa partiu de um convite do Conselho Legislativo Palestino – equivalente ao Parlamento da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Entre os dias 4 e 6 de maio, os visitantes foram recebidos, além do CLP, pelo ministro de Relações Exteriores e da Informação da ANP, Riad Malki; pelo chefe do Departamento de Assuntos de Negociação da OLP, Saeb Arekat; pelo titular do Ministério para Assuntos dos Prisioneiros, ligado à ANP, Ashraf Ajrami, por Rafiq Hussein, chefe de gabinete do presidente palestino Mahmud Abaz, além de deputados da OLP. José Reinaldo também se reuniu com Bassan Sali, secretário-geral do Partido do Povo Palestino (antigo partido comunista), antigo Partido Comunista.

Os representantes do FSP visitaram regiões históricas e consideradas sagradas pelos cristãos, muçulmanos e judeus e o túmulo do ex-presidente da OLP e da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat. “Mas não pudemos visitar Gaza por razões alheias à nossa vontade; hoje é impossível entrar na região”, devido ao bloqueio israelense, lamentou Carvalho. Na entrevista a seguir, ele fala sobre as impressões dessa viagem e sobre o conflito entre israelenses e palestinos.

Palestina sob tensão
“Há um forte clima de tensão em todo o território palestino já que recentemente houve uma guerra de extermínio de Israel contra o povo palestino na Faixa de Gaza. Foi um verdadeiro genocídio. A situação está suspensa, mas não resolvida porque houve apenas uma trégua. Gaza continua bloqueada pelo exército israelense e o que acontece naquela região impregna toda a Palestina, o mundo árabe, o Oriente Médio e influi na situação internacional”. Leia o resto deste post »

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Cúpula das Américas: AL e EUA, interesses antagônicos

Publicado por Márcia Silva em 04/21/2009

do portal Vermelho

Entre o espetáculo em torno do que é cosmético, produzido pela colossal máquina de ilusionismo da mídia imperialista sofregamente replicada pelas mídias locais latinoamericanas e a dura realidade, é preciso dizer com simplicidade e clareza: nada mais antagônico do que os interesses dos países e povos latino-americanos, incluindo os governos progressistas em muitos países da região, e os do imperialismo estadunidense.

Por José Reinaldo Carvalho*

Estamos vivendo tempos realmente novos na América Latina e no mundo. A onda democrática-popular e independentista que percorre a região, a crise profunda do sistema capitalista com epicentro nos Estados Unidos, as derrotas sofridas pelo imperialismo norte-americano na tentativa de impor manu militari o seu projeto de domínio sobre o Oriente Médio, o desgaste da imagem dos Estados Unidos em todo o mundo provocado pelos desmandos e tropelias do governo Bush, que despertou um inaudito movimento anti-americano, no sentido antiimperialista do termo, fazem com que o stablishment dos EUA dê início a uma mudança de tática visando a recompor-se das derrotas, com o objetivo final de assegurar os mesmos planos de sempre de dominação mundial.

Faz parte da nova tática a afirmação do novo presidente dos Estados Unidos como um líder mundial portador de idéias renovadoras e protagonista de práticas há muito tempo sepultadas seja pelo Departamento de Estado, seja pela própria diplomacia presidencial, como homem do diálogo, do multilateralismo, do respeito ao direito internacional e disposto à cooperação e às parcerias.

Não há como negar que Barak Obama é um político diferenciado no quadro estadunidense e que seu perfil se distingue, sobretudo quando se o compara com os últimos presidentes dos Estados Unidos – Reagan, Bush pai e filho e o democrata Clinton. Seu discurso e seus gestos sinalizam uma postura distinta em face dos grandes temas internacionais e que pelo menos na formulação, nas iniciativas e nos métodos faz esforços para se diferençar da Doutrina Bush, muito embora os elementos essenciais dessa doutrina ainda não tenham sido tocados, pois são ligados menos às conjunturas do que aos interesses permanentes da superpotência.

A cúpula das Américas, realizada no último final de semana em Trinidad e Tobago, foi exaustivamente usada para firmar a nova imagem dos Estados Unidos perante a região. De concreto a reunião resultou muito pouco. O documento final não ganhou a unanimidade, rechaçado que foi pelos países integrantes da Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas). Sem abordar com frontalidade a injustiça flagrante que é a exclusão de Cuba, sem sequer mencionar o criminoso bloqueio imposto à revolucionária Ilha e ao passar por cima da gravidade e do caráter da crise do capitalismo, perde-se em generalidades sobre prosperidade e novas abordagens para a questão energética.

Quando se tratou de anunciar uma ajuda financeira como sinal de cooperação, os Estados Unidos foram bem menos generosos do que tem sido com os bancos: o valor da tal ajuda corresponde a 0,028% da que foi concedida a estes. Os sorrisos, as fotos, os apertos de mão, as trocas de gentilezas, afagos e demonstrações de simpatia emolduraram o anúncio da “nova era de cooperação”. Não faltaram exageros e demonstrações de servilismo por parte de alguns para com a superpotência e deslumbramento com o novo líder.

Para os povos da América Latina e do Caribe, o novo momento político é uma vitória de suas lutas históricas.O novo grito de independência, afirmação de democracia, soberania e direitos dos povos é que obriga os Estados Unidos a se apresentarem nesta cúpula com um discurso e gestos diferentes do que marcou a história das suas relações com a região ao longo do século 20 e nesta primeira década do século 21.Estas relações nunca foram cifradas por verdadeira cooperação, por parte dos Estados Unidos, mas por um brutal intervencionismo que cobrou rios de sangue aos povos desde o Rio Bravo à Terra do Fogo.

Os povos latinoamericanos e caribenhos seguirão seu caminho e prosseguirão a luta emancipadora, por transformações profundas na sociedade, por uma verdadeira e libertadora integração, pelo desenvolvimento independente, por uma América livre da dominação imperialista estadunidense. Sem cair em vãs ilusões, vão explorar à exaustão o novo momento, consolidar as vitórias alcançadas e abrir novos horizontes para as suas lutas.

A tarefa é gigantesca e mal começou, há dez anos, quando o presidente Hugo Chávez ganhou pela primeira vez as eleições presidenciais na Venezuela, abrindo caminho para a sucessão de vitórias democráticas, entre as quais a eleição e a reeleição de Lula no Brasil. Mas não é uma caminhada isenta de acidentes nem de retrocessos temporários.

A luta contra a Quarta Frota, instrumento de ameaça e intervenção, a vigilância em relação às manobras antidemocráticas das classes dominantes internas que sempre contam com o apoio de órgãos da inteligência norte-americana e a altivez em face dos julgamentos sobre o que é ou não democrático, fazem parte das tarefas dos movimentos sociais, dos partidos de esquerda e dos governos progressistas da região neste novo momento político.

A luta contra o bloqueio a Cuba é uma dessas tarefas. Obama se antecipou com habilidade e restaurou uma situação anteriormente vigente quanto às viagens e remessas de dólares por parte de residentes nos Estados Unidos a seus familiares cubanos. O bloqueio é odioso, injusto, iníquo. Por isso é uma vitória do povo cubano que a luta pelo seu fim tenha entrado como agenda não escrita na cúpula das Américas.

É positivo que Obama tenha feito uma flexão, mas não é tolerável que pretenda estabelecer condicionamentos. O fim do bloqueio sem que Cuba mude o regime que seu povo escolheu através da Revolução e sem abrir mão dos seus princípios, da sua soberania e da sua autodeterminação será uma vitória que mais dia, menos dia se incorporará às atuais conquistas dos povos latinoamericanos e caribenhos.

*José Reinaldo Carvalho é jornalista, Secretário de Relações Internacionais do Partido Comunista do Brasil e diretor do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz).

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DEBATE SOBRE A PALESTINA NA TELEVISÃO

Publicado por Márcia Silva em 04/09/2009

o site do cebrapaz

O Cebrapaz convida a todos e a todas para assistirem a um debate sobre a Palestina, a ser exibido no próximo domingo (12), no Programa Brasil Nação, transmitido pela TV Educativa para o Estado do Paraná e para toda a América Latina.

Durante o programa, gravado no último dia 5 de abril, os debatedores Omar Nasser, jornalista da Associação Beneficiente Muçulmana do Paraná, o sociólogo e arabista Lejeune Mirhan, presidente do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo e membro da direção nacional do Cebrapaz, José Reinaldo Carvalho, jornalista e diretor de Comunicação do Cebrapaz, e Ualid Rabah, diretor da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL), deram uma aula sobre a Palestina.

Serviço
Data: domingo, 12 de abril de 2009.
Horário: 21h30
Emissora: TV Educativa do Paraná

Transmissão do programa:

O programa Brasil Nação, produzido pela TV Educativa do Paraná é exibido em todo o país, por meio do sinal de Parabólica 1320MHZ, polarização horizontal, transmitido em sinal aberto VHF em todo o Paraná, e também por meio da emissora Cidade Livre de Brasília, canal 8 da NET e canal 115 da SKY.

Além de ser uma rede estadual, a Paraná Educativa pode ser sintonizada em toda a América Latina por antena parabólica, e também em outras partes do mundo, através da exibição simultânea via internet (http://www.pr.gov.br/rtve). Além disso, o programa também é transmitido simultaneamente pelas Rádios Paraná Educativa AM e FM.

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A esquerda na América Latina é tema de 2º debate do Vermelho

Publicado por Márcia Silva em 04/09/2009

do portal vermelho

A esquerda na América Latina é tema de 2º debate do Vermelho

No próximo dia 16, quinta-feira, o portal Vermelho, em parceria com a agência Carta Maior, a Boitempo Editorial e a Fundação Maurício Grabois, realiza em São Paulo o debate “Os caminhos das esquerdas na América Latina”. O evento terá como debatedores Emir Sader, secretário-geral do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso) e de José Reinaldo Carvalho, dirigente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz).


Sader é um dos debatedores

Marcado para as 19h, o debate será seguido de coquetel de lançamento do novo livro de Sader, A nova toupeira, que retrata as mudanças em curso na América Latina e os desafios da esquerda no continente, entre eles a superação das falidas políticas do neoliberalismo.

O nome do livro faz um paralelo entre a toupeira – animal com problemas de visão, que circula embaixo da terra sem fazer alarde e surge onde menos se espera – e o capitalismo. Segundo Sader, ”tal imagem remete às incessantes contradições intrínsecas do capitalismo, que não deixam de operar, mesmo quando a ‘paz social’ – a das baionetas, a dos cemitérios ou a da alienação – parece prevalecer”.

A nova toupeira procura entender em que medida o neoliberalismo permanece hegemônico, analisando a natureza dos atuais governos latino-americanos e propondo um debate fundamental para a compreensão das questões políticas de nosso tempo.

Conforme trecho do livro, “o continente americano é o de maior grau de desigualdade no mundo – e, portanto, de injustiça –, situação que só se acentuou com a década neoliberal, mas os duros golpes sofridos pelo campo popular, tanto com as ditaduras quanto com as políticas neoliberais, não faziam pressagiar uma mudança tão rápida e profunda. Buscaremos compreender as condições que permitiram uma virada tão radical e transformaram o paraíso neoliberal em oásis antineoliberal num mundo ainda dominado pelo modelo neoliberal, assim como o potencial e os limites dessa virada, num marco continental e mundial”.

Sobre os debatedores

Emir Sader é cientista político e professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), secretário-executivo do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso) e coordenador-geral do Laboratório de Políticas Públicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Entre outras publicações, organizou ao lado de Ivana Jinkings, Carlos Eduardo Martins e Rodrigo Nobile a Latinoamericana – enciclopédia contemporânea da América Latina e do Caribe, vencedora do 49º Prêmio Jabuti, na categoria livro de não-ficção e publicou o livro Contraversões – civilização ou barbárie na virada do século, em co-autoria com Frei Betto.

José Reinaldo Carvalho é jornalista, secretário de Relações Internacionais do PCdoB e dirigente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz). Entidade da sociedade civil, de caráter plural, democrático, patriótico, solidário e humanista, o Cebrapaz, criado em 2004, tem como uma de suas prioridades a defesa da paz mundial, com justiça social, distribuição de renda e de riqueza, democracia, soberania nacional e desenvolvimento. Em 2003, José Reinaldo lançou, em parceria com o sociólogo Lejeune Mato Grosso, o livro Conflitos internacionais num mundo globalizado – Palestina, Iraque, Venezuela e hegemonia americana e foi um dos responsáveis pela organização, em 2008, do 10º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, ocorrido em São Paulo.

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