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Histórico saludo entre presidentes Obama y Chávez en Trinidad y Tobago

Publicado por Márcia Silva em 04/24/2009

(Prensa Presidencial/YVKE/VTV)

El presidente norteamericano se acercó a su homólogo venezolano y le expresó un cálido saludo, antes del inicio formal de la V Cumbre de las Américas

Antes de dar inicio a la sesión inaugural de la V Cumbre de las Américas, el presidente de Estados Unidos, Barack Obama, se acercó al jefe de Estado venezolano, Hugo Chávez, para ofrecerle un saludo.

Ambos mandatarios se dieron la mano en un histórico saludo, luego de varios años de tensiones durante la administración Bush, cuando las relaciones entre Washington y Caracas se habían deteriorado.

El presidente Chávez le expresó al presidente Obama su deseo de que las relaciones entre ambas naciones cambien. “Con esta misma mano, hace ocho años, yo saludé a Bush. Quiero ser tu amigo”, expresó el presidente venezolano al recibir el saludo del estadounidense.

Por su parte, el presidente Obama expresó su agradecimiento al líder venezolano.

El presidente Chávez ha reiterado en varias ocasiones que lo único que espera es que Estados Unidos respete a Venezuela y su soberanía.

Chávez: Agradezco que se haya acercado a darnos la mano:

Al salir de esta primera sesión de la cumbre, Chávez fue interrogado por periodistas sobre qué se dijeron ambos mandatarios en su saludo, dado que no ha sido divulgado ningún video de ese breve encuentro.

Relató Chávez que Obama fue quien se acercó a él para saludarlo: “¿Qué nos dijimos? Nos dimos la mano como todos caballeros, como debe ser. Era previsible. Yo estoy seguro de que el Presidente Obama, al igual que yo, no tenemos complejo de ningún tipo para estrecharos la mano. Yo agradezco su gesto de haberse acercado directamente a darnos la mano. ¡Yo no podría rechazar un gesto de tal delicadeza”.

“Aproveché y le dije lo mismo que le dije a Bush hace 8 años, dándole la misma mano en una Cumbre de las Américas también, allá en Canadá: ‘I want to be your friend’” (quiero ser tu amigo).

Dijo que el saludo “fue un buen momento” y que Obama, a diferencia del anterior presidente de los Estados Unidos, “es un hombre muy inteligente, joven; es negro. Es un político de experiencia a pesar de su juventud. Creo que hay que tomar nota del gesto y de la palabra”. Dijo que tiene diferencias con Obama, pero que “no voy a abundar en diferencias en este momento. Prefiero abonar mi buena fe, que es la fe de millones de nosotros, que aspiramos que se ponga fin a la era del imperio del Estados Unidos”

“Ver para creer”:

Espera que Obama “sea el primer presidente de un nuevo Estados Unidos, y que, como él habla de la Historia y el pasado, dejemos así en el pasado al Imperio de los Estados Unidos, y que nazca un mundo nuevo, el mundo pluripolar, el respeto a la libertad y la soberanía de los pueblos”.

Pero añadió: “De todos modos, ver para creer, como dijo Daniel Ortega”.

“Obama dice que no podemos dejarnos atrapar por la historia. Pero eso es relativo, porque depende de como tú veas la historia y cómo la concibas. La historia es hoy”. Indicó que Daniel Ortega “se anticipó a las palabras de Obama” cuando habló del intento de invasión a Cuba a través de Bahía de Cochinos, el 11 de abril de 2002 en Venezuela o el bloqueo a Cuba.

Sobre dicho bloqueo, el presidente venezolano dijo que “todo el mundo pidió (a Estados Unidos) que lo levantara. Obama debe hacerlo. No tiene excusa si no lo hace. Todo el mundo lo apoya para que lo haga. Estoy seguro que hasta el pueblo de EEUU lo apoya para que lo haga. No tendría excusa ante la historia, tiene una gran oportunidad”.

Sobre otros presidentes, manifestó que Cristina Fernández “dio cosas interesantes” y que agradecía a Daniel Ortega por su “arenga revolucionaria” y por mencionar a Venezuela y el golpe del 11 de abril de 2002.

Llegada a Puerto España:

Más temprano, al llegar a Puerto España, el Presidente Chávez había dicho que la misma mostraba, a diferencia de otras del pasado, ”una corriente de renovación muy positiva”. ”Estamos llegando con toda la buena disposición de estrenar una nueva era en este continente, de independencia, respeto, desarrollo, de lucha de verdad contra la pobreza, de respeto a la soberanía de los pueblos”, dijo.

Recordó que estas cumbres nacieron en 1994 con el propósito de crear el Area de Libre Comercio de las Américas (ALCA), un proyecto promovido por Estados Unidos y que, según el presidente, iba a ser un mecanismo ”para tratar de imponernos el coloniaje”. ”La derrotamos”, agregó. ”Ahora no sólo es que viene un nuevo presidente de Estados Unidos sino que todos los presidentes o casi todos son nuevos: hay una renovación muy positiva, yo soy el único viejo aquí”.

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Por que “As Veias Abertas”

Publicado por Márcia Silva em 04/22/2009

do blog do Emir

Por que Hugo Chavez escolheu esse livro para

dar de presente ao presidente dos EUA?

Porque é um dos livros essenciais para entender a América Latina e os próprios EUA. “ Há dois lados na divisão internacional o trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: se especializou em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta.”


Um livro que se fundamenta na compreensão da nossa América nos dois pilares que articulam nossa violenta inserção subordinada no mercado capitalista internacional: o colonialismo e os dos maiores massacres da história da humanidade – a aniquilação dos povos indígenas e a escravidão. O capitalismo chegou a estas terras espalhando sangue, revelando ao que vinha. Não a trazer civilização fundada nas armas e no crucifixo, mas opressão, discriminação, exploração dos recursos naturais e dos seres humanos.

O processo de colonização, que mudou de forma com a exploração imperial, é o fundamento do tema central e do nome do livro: “É a América Latina a região das veias abertas. Desde o descobrimento até nossos dias, tudo se transformou em capital europeu ou, mais tarde, norte-americano, e como tal se acumulou e se acumula até hoje nos distantes centros do poder. Tudo: a terra, seus frutos e suas profundidades, ricas em minerais, os homens e sua capacidade de trabalho e de consumo, os recursos naturais e os recursos humanos. O modo de produção e a estrutura de classes de cada lugar foram sucessivamente determinados, de fora, por sua incorporação à engrenagem universal do capitalismo”.

As Veias demonstram claramente como “…o subdesenvolvimento latino-americano é uma consequência do desenvolvimento alheio, que nós, latino-americanos, somos pobres porque é rico o solo em que pisamos, e que os lugares privilegiados pela natureza se tornaram malditos pela história. Neste nosso mundo, mundo de centros poderosos e subúrbios submetidos, não há riqueza que não seja, no mínimo, suspeita.”

“Com o passar do tempo, vão se aperfeiçoando os métodos de exportação das crises. O capital monopolista chega a seu mais alto grau de concentração e o domínio internacional dos mercados, os créditos e investimentos, torna possível a sistemática e crescente transferência ds contradições: a periferia paga o preço da prosperidade dos centros, sem maiores sobressaltos.” “Já se sabe quem são os condenados que pagam as crises de reajuste do sistema. Os preços da maioria dos produtos da América Latina baixam implacavelmente em relação aos preços dos produtos comprados dos países que monopolizam a tecnologia, o comércio, a indústria e o crédito.

O presidente dos EUA disse, com razão, que a reunião de Trinidad Tobago demonstrará seu significado pelos efeitos concretos que tenha. Nenhum efeito será mais importante do que as conseqüências que ele – e tantos outros mandatários latino-americanos – tirem da leitura as “Veias Abertas da América Latina”. As verdades de suas páginas foram confirmadas ao se transformar o livro em prova irrefutável do caráter subversivo de quem fosse pego com um exemplar na sua casa, durante as ditaduras militares latino-americanas.

Mas a força de suas verdades é o que responde pelo fato de ele seja o livro latino-americano que merece estar em qualquer lista de leituras indispensáveis, feitas ou por fazer. No melhor presente que um latino-americano pode dar ao presidente dos EUA, a todo e qualquer norte-americano, a todos os latino-americanos, pelo que decifra da nossa história e a nossa identidade, do nosso passado e do nosso presente.


Texto: Emir Sader / Postado em 22/04/2009 ás 00:52

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Alba acusa capitalismo e rejeita declaração da Cúpula das Américas

Publicado por Márcia Silva em 04/17/2009

do portal vermelho

A reunião da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) terminou nesta sexta-feira (17) não só rejeitando o documento final da 5ª Cúpula das Américas, a ser realizada em Trinidad e Tobago, mas pedindo uma transformação radical do modelo capitalista para salvar a Terra.

Assinam o documento os chefes de estado e de governo da Bolívia, Cuba, Dominica, Honduras, Nicarágua e Venezuela, países membros da Alba. A posição da Alba foi expressada em um documento divulgado ao término da reunião intitulado ”Documento dos países da Alba em relação com a 5ª Cúpula das Américas”, lido pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez.

A rejeição ao projeto do documento final da Cúpula das Américas se baseou em duas premissas.

A primeira, que o documento ”não dá resposta à crise econômica global” que, na opinião da Alba, ”constitui o maior desafio ao qual a humanidade enfrenta em décadas”.

E a segunda, que ”exclui injustificadamente Cuba” sem levar em conta o consenso geral de todos os países latino-americanos e do Caribe contra o bloqueio e a discriminação que os Estados Unidos mantêm contra esse país caribenho.

”São as duas grandes objeções que fazemos ao documento” disse Chávez antes de tornar públicas as ”proposições” que, segundo a Alba, devem ser ”debatidas a fundo”.

A posição da Alba começa afirmando que na raiz dos atuais problemas do mundo, tanto os econômicos, como os alimentícios e os ambientais, está o sistema capitalista.

Explica que isso se deve a que o capitalismo subordina tudo à obtenção de lucro, sem importar o custo que em nível humano e ecológico a Terra e seus habitantes sofram. Respalda esta colocação com a afirmação que atualmente estão sendo destruídos um terço mais dos recursos que o planeta pode regenerar, o que leva a projetar que em 2030 fariam falta dois planetas para manter este ritmo de depredação.

Também destaca que a crise já aumentou em 100 milhões o número de famintos no mundo e em cerca de 50 milhões o de desempregados. Coloca, por isso, a necessidade de ativar um modelo alternativo ao capitalismo, que se baseie na solidariedade, na complementaridade e na harmonia com a Terra, e não no saque de seus recursos.

Após esta exposição de princípios, o documento se fixa em aspectos concretos e diz que os resultados da última reunião do Grupo dos Vinte (G20, que reúne países mais desenvolvidos e principais emergentes) em Londres não levam a uma solução dos problemas do mundo.

Assinala que instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI), que foram potencializados nessa reunião, deveriam desaparecer porque foram fatores importantes na gestação e desenvolvimento da crise econômica mundial.

O documento insiste em que reforçar instituições que estão na gênese do problema agravará uma crise cuja solução só é viável dentro de uma ”nova ordem econômica mundial”. Adverte, além disso, que essa nova ordem não deve ser resultado das decisões tomadas por um grupo de países privilegiados, como os do G20, mas resultado de um debate no qual participem todos os membros da Organização das Nações Unidas (ONU).

Lembra, também que esses países privilegiados têm uma dívida ecológica com o mundo, já que são responsáveis por 70% da poluição atmosférica que sofre o planeta. Por outro lado, considera que iniciativas para substituir os combustíveis fósseis por ”agrocombustíveis” requerem uma análise profunda, porque poderiam provocar escassez de alimentos que são básicos para grandes setores da humanidade.

Nessa linha, defende que a saúde, a educação, a água e as telecomunicações sejam declarados Direitos Humanos, disponham de acesso universal e não sejam ”mercantilizados”. A declaração dedica seus últimos pontos a aspectos relacionados diretamente com os Estados Unidos. Assim, reivindica a mudança da política migratória de Washington e exige a demolição do muro levantado em parte de sua fronteira com o México, porque ser emigrante ”é um direito humano, não um delito”.

Reivindica também do novo Governo americano, que responda às expectativas de mudança que despertou no mundo e abandone a ”longa e nefasta tradição” de intervencionismo em outros países. O pedido se estende a outras práticas como as ”operações encobertas, a guerra midiática e o financiamento de grupos desestabilizadores”.

Essa colocação se junta à exigência de que a ”legítima luta contra o narcotráfico” não seja utilizada por Washington como uma nova ”desculpa” para intervir em outros países. No caso de Cuba, lembra que no dia 16 de dezembro, todos os países latino-americanos e do Caribe pediram o fim do bloqueio a essa ilha.

Finalmente, o documento expressa que as mudanças propostas na declaração final da 5ª Cúpula das Américas não vão ser aceitas e convoca os povos da região e do mundo para se organizar e mobilizar para consegui-los.

Leia abaixo (em espanhol) a íntegra do documento:

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