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Centro Brasileiro de Solidariedade aos povos e luta pela Paz

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Cebrapaz fortalece o movimento contra a guerra

Publicado por Márcia Silva em 03/18/2009

do site do CEBRAPAZ

FSM: Para presidente participação do Cebrapaz fortalece o movimento contra a guerra

Por Daniele Nascimento*

Em entrevista concecida à redação do Cebrapaz, Socorro Gomes, presidente do Cebrapaz e do Conselho Mundial da Paz (CMP), fala sobre questões debatidas na Tenda da Paz durante a realização do último Fórum Social Mundial, realizado em Belém do Pará.

Veja abaixo a íntegra da entrevista de Socorro Gomes.

E:Como você avalia a participação do Cebrapaz no Fórum Social Mundial?

SG:Na minha opinião, a participação do Cebrapaz foi muito importante. Fortaleceu-se o movimento contra a guerra, pelo fim imediato das ocupações, a determinação de lutar pelo desmantelamento das armas nucleares; e a grande manifestação de apoio e solidariedade ao povo palestino. A dor, a indignação e o total repúdio à política sionista de Israel na Palestina. Os abaixo-assinados peticionando o julgamento de Israel por crimes de Guerra foram assinados por milhares de participantes do Fórum Social mundial… A militância dialogou com outras entidades de outros países, participou das Assembléias contra a guerra e a militarização das relações entre os países. Realizamos conferências sobre as bases militares no mundo e lançamos um manifesto contra a quarta frota, uma afronta á soberania dos nossos países e uma tentativa dos Estados Unidos de semear o Terror e impedir o avanço da resistência antiimperialista na A. latina e Caribe.

O Cebrapaz procurou destacar a campanha contra a guerra imperialista como essencial para a própria sobrevivência da humanidade e a importância da militância pela paz.

Na Tenda da Paz realizamos um abaixo-assinado, um documento solicitando a petição formal junto ao Tribunal Penal Internacional para julgar Israel por crimes de guerra, debates – tivermos três eventos grandes – um em solidariedade à Colômbia, a necessidade e importância da paz e da democracia na nossa região (para o qual contamos com a presença de 500 pessoas), outro sobre o momento de extrema fragilidade que tivemos devido às ameaças imperialistas à paz, representadas pelas bases militares no mundo, e também do papel desempenhado pela OTAN na Europa, os Estados Unidos em toda a região e, principalmente, a 4ªFrota, que é uma ameaça grave a todos os países aqui da região.

E: Qual o principal legado deste Fórum de Belém?

SG: Pessoas, movimentos e lideranças conheceram um pouquinho do Brasil e da Amazônia, de seu povo, sua cultura, sua história.

Esta integração de movimentos de organizações e pessoas do mundo, discutindo a crise capitalista, a necessidade da construção de um mundo justo, de paz e fraterno e saudável e, portanto, foi positivo.

O Cebrapaz lançou um abaixo-assinado que pede a condenação de Israel pelas agressões contra a Palestina.

E: Qual a receptividade com que o mesmo foi recebido durante o Fórum?

SG: No lançamento do abaixo-assinado, na tenda da Paz, o Cebrapaz, abrigou uma série de movimentos e organizações (abrigamos a União de Mulheres Brasileiras, UNEGRO, CONAM, FEDIM, Federação Mundial da Juventude), enfim neste dia do lançamento da petição pela condenação de Israel a tenda ficou lotada e milhares de pessoas assinaram. Agora inclusive vamos disponibilizar a petição no sítio do Cebrapaz para várias pessoas assinarem. Diversas entidades no mundo também estão buscando o abaixo-assinado para que todos possam assinar.

E: Qual a saída viável para o conflito na Faixa de Gaza?

SG: A primeira é parar o genocídio, a chacina, o massacre que Israel vem fazendo contra o povo palestino. Também é necessário suspender os bloqueios e discutir, dialogar para que o povo palestino tenha, conforme estabelece a resolução da ONU, direito ao seu território, com liberdade e democracia, num Estado Palestino que tenha como sua capital Jerusalém Oriental.

O povo palestino vem sendo perseguido, humilhado e saqueado há décadas e o que ocorre na Faixa de Gaza não é de forma nenhuma uma guerra, trata-se de um massacre. Israel tem cometido inúmeros crimes, violando tratados internacionais, revelando-se um Estado terrorista, genocida que já assassinou mais de 1500 pessoas, sendo que dentre elas 1/3 são de crianças, numa demonstração inequívoca de sua determinação de varrer do mapa o território de um povo, e a humanidade não pode aceitar isso assim, sem fazer nada. Israel precisa ser julgado e condenado por seus crimes, pois são crimes contra toda a humanidade.

O ato mais importante organizado neste no FSM pelo Cebrapaz, em parceria com o CMP, foi o ato sobre a luta contra a militarização e as bases estrangeiras.

E: Na sua opinião, a América Latina está preparada para enfrentar a ameaça da 4ªFrota?

SG:As discussões de todos os países e movimentos presentes no FSM demonstram que há uma elevação no nível de consciência e indignação sobre essa questão. Diante disso, há tendência de crescimento das manifestações contra a 4ªFrota, porque o objetivo dessa 4ªFrota é justamente conter a luta dos povos da nossa região e saquear os recursos naturais de países e povos soberanos, aliás, esse sempre foi o objetivo do imperialismo estadunidense.

Por isso, é fundamental a luta contra a 4ªFrota. Nós estamos passando um abaixo-assinado que também será divulgado na internet, nos manifestamos contra a instalação da IV Frota.

E:A eleição de Barak Obama pode alterar os objetivos ou a ação da 4ªFrota?

SG: A eleição de Barak Obama foi uma derrota à política de guerra do Governo Bush, portanto, ele foi eleito graças ao sentimento do povo americano por mudança. Quanto a se ele vai mudar alguma coisa ou não, isso vai depender de atitudes como fechar a base de Guantânamo e entregá-la aos seus donos, o povo cubano; suspender de imediato o apoio a Israel na sua política genocida e retirar as tropas americanas dos territórios ocupados, ou seja, parar a guerra colonialista no Oriente médio… Quanto ao desmantelamento da IV Frota é fundamental que ele faça isso, pois seria uma demonstração de que ele não é hostil a América Latina, aos seus povos e seus governos.

Uma das características dos governos americanos é o uso de sua incomparável força bélica para a consecução de seus objetivos: domínio e saque de povos e países. Conforme já afirmaram vários governantes americanos, eles pretendem dominar o mundo. Mas não são invencíveis, isso já está mais do que provado, e sua política de guerra e terror pode ser derrotada. A melhor forma de derrotar o imperialismo é a luta dos povos e a América Latina está dando este exemplo. Através do avanço da consciência, da organização e da luta surgiram governos independentes que buscam integração soberana aqui na região com o objetivo de construir o seu destino, de maneira independente.

A América Latina tem se posicionado de forma quase uníssona que não aceita mais o domínio dos EUA, essa é uma demonstração de que é possível derrotar o imperialismo e construir um mundo de paz, esse é o objetivo dos militantes da paz.

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*jornalista

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FSM: Cebrapaz firma-se como referência na luta antiimperialista

Publicado por Márcia Silva em 03/18/2009

De Belém, José Reinaldo Carvalho*

FSM.marcha

O Cebrapaz, organização membro do Conselho Mundial da Paz, teve destacada presença no Fórum Social Mundial, realizado em Belém de 27 de janeiro a 01 de fevereiro, confirmando-se como uma importante referência da luta antiimperialista no Brasil e na América Latina.

Este ano a Tenda da Paz foi dedicada à solidariedade ao povo mártir e heróico da Palestina. Uma exposição fotográfica mostrou os horrores do massacre perpetrado pelo Estado de Israel contra a Faixa de Gaza. Lado a lado com as chocantes fotos do  genocídio em curso, foram expostas também imagens do holocausto dos judeus pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), revelando que sionismo e fascismo são faces da mesma moeda.

A Tenda do Cebrapaz foi visitada por dezenas de milhares de pessoas. Durante os dias do Fórum Social Mundial o Cebrapaz recolheu neste espaço milhares de assinaturas para uma petição endereçada ao Tribunal Penal Internacional para que Israel seja punido por crimes de guerra contra a humanidade.Um ato público com a presença de centenas de pessoas foi realizado na Tenda, com a presença de Socorro Gomes, presidente do Cebrapaz e do Conselho Mundial da Paz, do embaixador da Palestina Ibrahim Al Zeben e lideranças do movimento sindical e social.

A Tenda do Cebrapaz foi um espaço de congraçamento entre os núcleos estaduais, destacadamente o do Paraná, que distribuiu materiais, participou da coordenação dos trabalhos e vendeu camisetas com belas estampas com motivos da luta pela paz e contra o imperialismo, o do Ceará, que compareceu com milhares de folhetos publicados pelo senador comunista Inácio Arruda sobre a Conferência Mundial da Paz realizada em Caracas em abril do ano passado, e o de Belém do Pará, cujos abnegados militantes organizaram a Tenda da Paz.

O Cebrapaz distribuiu também na Tenda e em outros espaços do Fórum Social Mundial milhares de cópias de um folheto denunciando a Quarta Frota da Marinha de Guerra dos Estados Unidos na América Latina e Caribe.

A Tenda da Paz foi também um permanente ponto de encontro de militantes e organizações de luta pela paz e outros movimentos sociais brasileiros, latino-americanos e mundiais, destacadamente: União Brasileira de Mulheres, União de Negros pela Igualdade, União da Juventude Socialista, Federação Democrática Internacional das Mulheres, Federação Mundial das Juventudes Democráticas, Conselho Mundial da Paz.

Atos combativos, de unidade e de massas
Além do ato em solidariedade à luta do povo palestino, o Cebrapaz protagonizou dois outros importantes atos antiimperialistas durante o Fórum Social Mundial em espaços na Universidade Federal do Pará, onde se realizaram muitas das atividades do FSM de Belém. O mais importante deles foi organizado pelo próprio Cebrapaz e o Conselho Mundial da Paz sobre a luta contra a militarização, as bases militares e a Quarta Frota.

Diante de centenas de pessoas que superlotaram um dos auditórios da Universidade, tomaram a palavra sobre este candente tema, além da presidente e do secretário geral do Conselho Mundial da Paz, a brasileira Socorro Gomes e o grego Athanasios Phafilis, representantes do Movimento pela Paz (MOVPAZ) de Cuba, do Conselho pela Paz dos Estados Unidos, do Movimento pela Paz e a Solidariedade da Argentina (MOPASSOL), do Conselho da Paz do Vietnã, da Rede Mundial Não às Bases (NO BASES) – representada por seu coordenador-geral e seu dirigente africano – da Campanha pela Desmilitarização das Américas e Movimento contra as Bases Militares no Equador e da Campanha Estadunidense contra a Escola das Américas (centro de formação baseado na ideologia militarista do imperialismo norte-americano), da ACJ Equador e do Movimento pela Paz da Grécia (EEDYE). Também neste ato esteve presente uma representação da Autoridade Nacional Palestina.

O outro ato em que o Cebrapaz teve destacada presença foi dedicado ao tema “A Luta pela Paz na Colômbia”, realizado na Tenda dedicada aos 50 Anos da Revolução Cubana, sob os auspícios da Secretaria de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores do Brasil. O ato foi organizado pelo Cebrapaz e o Fórum de São Paulo e contou com as presenças da presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, do dirigente do MOPASSOL da Argentina, Juan Roque, e da senadora colombiana Glória Inês, do Polo Democrático Alternativo.

A presença do Cebrapaz e do Conselho Mundial da Paz no Fórum Social Mundial foi marcante. Propiciou o contato com milhares de pessoas, a distribuição de materiais e a unidade de ação com outros movimentos. Foi mais um passo para a consolidação do Cebrapaz e a implantação do Conselho Mundial da Paz na América Latina.

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*Jornalista, Diretor de Comunicações do Cebrapaz

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