CEBRAPAZ NÚCLEO RIO

Centro Brasileiro de Solidariedade aos povos e luta pela Paz

Posts com Tag ‘EUA’

Nota do Cebrapaz sobre o acordo militar entre o Brasil e os Estados Unidos

Publicado por Márcia Silva em 04/14/2010

DO PORTAL  DO CEBRAPAZ

 
14/04/2010
O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz – Cebrapaz considera que a assinatura do acordo militar entre os governos dos Estados Unidos e do Brasil não favorece a paz, a desmilitarização, a solidariedade entre os povos nem a integração soberana em nosso continente.Apesar das proclamações formais, o imperialismo estadunidense continua sendo o inimigo número 1 dos povos latino-americanos, contra os quais pratica invariavelmente uma política ameaçadora, agressiva e intervencionista.

O lançamento da Quarta Frota da marinha de guerra dos Estados Unidos, o apoio aos golpistas hondurenhos, a instalação de sete novas bases militares na região, em território colombiano, a tentativa de estrangular a Revolução cubana, a ofensiva para desestabilizar a Venezuela bolivariana, os governos da Bolívia, do Equador e do Paraguai, mostram que não são pacíficas as intenções dos Estados Unidos na região.

O histórico das relações entre essa potência hegemonista e a América Latina é marcado, desde o início do século 20, por desigualdades, dominação, agressões e golpes. 

O Cebrapaz apoia as políticas de integração da América Latina, que incorporam também políticas de defesa comum, no âmbito da Unasul e do Conselho de Defesa Sul Americano, claramente opostas ao pan-americanismo hegemonizado pelos Estados Unidos.

O Cebrapaz reafirma sua convicção de que é através do avanço da integração latino-americana e da defesa de uma maior autonomia da região, em face dos interesses dos EUA, que fortaleceremos a América Latina como Zona de Paz.

São Paulo, 14 de abril de 2010

Enviado em Cebrapaz Nacional | Etiquetado: , , | Deixar um comentário »

O Brasil não tem por que se iludir com os EUA

Publicado por Márcia Silva em 04/13/2010

do portal vermelho

José Reinaldo Carvalho*

O Brasil e os Estados Unidos assinaram nesta segunda-feira, 12, um acordo de cooperação na área de defesa. Em oito artigos, o acordo prevê troca de informações e experiências no campo militar – utilização de equipamentos e compartilhamento de conhecimento na área de tecnologia de defesa. O acordo estabelece ainda a participação conjunta em treinamentos e exercícios militares e estipula a realização de visitas recíprocas de delegações militares de alto nível.

O texto inclui a aplicação da “cláusula de garantias” exigida pela Unasul – União das Nações Sul-Americanas, que prevê a não intervenção, a integridade e a inviolabilidade territorial. O acordo exclui a construção de bases ou quaisquer outros tipos de instalações militares de um país no outro, assim como o acesso às existentes. O fato foi comunicado a todos os países componentes da Unasul – Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

Segundo os dois governos o acordo prevê a colaboração entre o Brasil e os Estados Unidos para a área de defesa e o “combate ao terrorismo”.

Acordo não se justifica

Estranha notícia. Brasil e Estados Unidos tiveram no passado um acordo militar, entre 1952 e 1977, quando foi denunciado pelo general-presidente Ernesto Geisel, no quadro de escaramuças diplomáticas entre a ditadura militar brasileira e os Estados Unidos, quando o Brasil optou por construir usinas nucleares em parceria com a Alemanha.

Ao longo das últimas três décadas, principalmente os anos 1980 e 1990, os Estados Unidos exerceram descabidas pressões sobre o Brasil para desativar sua defesa e se abrigar sob a “proteção” da grande potência no quadro de sua política de segurança hemisférica. Pressões ainda maiores e mais intoleráveis foram e são exercidas para que o Brasil adira ao protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação das Armas Nucleares e renuncie ao domínio da tecnologia nuclear.

A cláusula de garantias do acordo assinado hoje e a declaração formal de que não haverá a construção de instalações militares não são suficientes para justificar a assinatura do acordo, nem o Brasil e os brasileiros sentem-se mais seguros com isso. O Brasil tem um sistema de defesa próprio que prescinde desse tipo de cooperação. Além disso, o nosso país foi um dos iniciadores, ao lado da Venezuela, do Conselho de Defesa da América do Sul, o que nos torna militarmente mais seguros no quadro das relações hemisféricas. Quanto ao “combate ao terrorismo”, trata-se de conceito genérico e impreciso, que tem sido usado como pretexto pelo imperialismo estadunidense para justificar intervenções e agressões contra nações soberanas.

EUA – intervencionistas e agressivos

O Brasil e os países vizinhos e irmãos da América Latina e do Caribe devem reforçar seus sistemas de defesa precisamente para se precaverem das ameaças emanadas da potência militar estadunidense, que recentemente relançou a Quarta Frota, instalou sete bases militares na Colômbia, sustentou um golpe de Estado em Honduras e acalenta planos intervencionistas e de desestabilização de países revolucionários e antiimperialistas com os quais o Brasil mantém fraternais relações de solidariedade.

O Brasil não tem por que se fechar ao mundo e deve estabelecer a mais ampla e multilateral cooperação internacional, baseada na solidariedade, no direito e nos interesses nacionais. Mas tem que se resguardar dos intentos dos Estados Unidos de neutralizar e atrair nosso país à sua área de influência no seu jogo estratégico pelo domínio do mundo. Não podemos deixar de levar em conta o triste histórico de intervenções e até crimes cometidos pelo imperialismo norte-americano em nossa região. Não há possibilidades de relações simétricas e amistosas entre o imperialismo e os povos e nações que lutam por sua independência. É alta a confiança do povo brasileiro no governo do presidente Lula, comprometido com a segurança e a soberania da nação. Mas quanto ao imperialismo não nutrimos a menor ilusão.

*Editor do Portal Vermelho

Enviado em Brasil, EUA | Etiquetado: , , | Deixar um comentário »

O que outros países fariam com os “dissidentes cubanos”?

Publicado por Márcia Silva em 03/24/2010

do blog na práxis

Confira este vídeo, falando sobre a legislação de alguns dos países que criticaram Cuba em relação à prisão de pessoas que colaboram com potência estrangeira.

Enviado em Uncategorized | Etiquetado: , | Deixar um comentário »

Socorro: apesar da cortina de fumaça, os povos despertam e lutam

Publicado por Márcia Silva em 02/20/2010

do portal do cebrapaz

 
19/02/2010
Em pronunciamento proferido nesta quinta-feira (18), na Reunião do Secretariado do Conselho Mundial da Paz, a brasileira Socorro Gomes, presidente da entidade, alertou para o atual “quadro de agravamento dos problemas econômicos e sociais no mundo”, em um “momento em que se prenunciam novos conflitos”.Socorro, em contrapartida, assinalou que “os povos, apesar da cortina de fumaça cada vez mais densa, despertam e lutam. Do Oriente Médio à América Latina, da Europa, da África aos Estados Unidos, os povos estão em luta, o que consolida as nossas convicções de partidários da paz e lutadores por um mundo livre das guerras, e da opressão imperialista”.

Confira abaixo a íntegra do pronunciamento de Socorro:
Estimados companheiros e companheiras do Conselho da Paz do Nepal
Estimados companheiros e companheiras do Secretariado do Conselho Mundial da Paz

Em primeiro lugar, gostaria de expressar em nome do Conselho Mundial da Paz os agradecimentos ao Conselho da Paz do Nepal por organizar em seu país a reunião do Secretariado do Conselho Mundial da Paz, em tão boas condições. Os nossos agradecimentos se estendem ao povo do Nepal, hospitaleiro e acolhedor, e às instituições democráticas de seu país. Congratulamo-nos com as vitórias do povo nepalês e desejamos êxitos na construção da República democrática e na caminhada para o desenvolvimento e o progresso social.

Esta reunião se realiza num quadro de agravamento dos problemas econômicos e sociais no mundo e num momento em que se prenunciam novos conflitos.

Apesar da profusão de notícias e análises sobre o mundo já estar vivendo a fase dita “pós-crise”, nas últimas semanas eclodiu o que se pode chamar o segundo ciclo da crise global, desta vez em países da União Europeia que chegaram a uma situação falimentar relativamente à dívida pública e ao déficit fiscal. As duas maiores economias da União Europeia sofreram acentuada recessão em 2009. A economia da França encolheu 2,2% e a da Alemanha 5%. O ônus de tal crise recai sobre os trabalhadores e as camadas mais pobres da população, que sofrem de maneira mais direta e dramática as conseqüências das medidas governamentais, entre elas a redução dos salários, o desemprego, a precarização dos serviços públicos, o corte dos direitos trabalhistas e previdenciários. Saudamos as lutas dos trabalhadores que se mobilizaram nos últimos dias em greves e manifestações. Os dramas sociais da crise e as lutas que provocam são efeitos inevitáveis das políticas aplicadas pelas mesmas forças imperialistas que investem grandes recursos na militarização do planeta. Recentemente, o governo dos Estados Unidos anunciou um gasto militar para o ano em curso da ordem de 708 bilhões de dólares, numa situação em que o país apresenta um déficit fiscal de 1 trilhão e 500 bilhões de dólares, equivalente a mais de 10 por cento do Produto Interno Bruto.

Companheiras e companheiros,

É neste ambiente que mais uma vez a humanidade ouve o rufar dos tambores de guerra. Numa reafirmação do seu propósito de manter o monopólio sobre as armas nucleares e dominar a região do Golfo Pérsico e do Oriente Médio, os Estados Unidos elevaram o tom das ameaças ao Irã e iniciaram uma escalada militarista na região que pode redundar em conseqüências funestas para a paz mundial e a segurança internacional. Ao tempo em que adotam novas e mais brutais sanções contra o país persa, empreendem intensa campanha diplomática e política para que a ONU ou países de per si façam o mesmo no plano bilateral. No aspecto militar, o governo de Barack Obama anunciou a instalação de um sistema anti-mísseis em quatro países do Golfo Pérsico e reforçou o chamado patrulhamento da costa iraniana por navios também habilitados a interceptar mísseis através de dispositivos militares de dissuassão e cerco. Não restam dúvidas de que tais ações constituem uma das mais brutais investidas de caráter político-militar nos últimos 12 meses. As promessas de paz e cooperação vão ficando para trás e cedendo lugar ao aspecto principal da política externa estadunidense: ameaças, intervencionismo e agressão.

Isto se expressa claramente no Afeganistão. Transformado pela atual Administração norte-americana no principal cenário da chamada “guerra ao terrorismo”, o país encontra-se sob a ocupação de cerca de 150 mil soldados dos exércitos dos Estados Unidos e da Otan. O aumento dos efetivos militares e das despesas com a guerra de ocupação atestam que são falsos os anúncios de que estaria em curso a preparação da retirada. Mancomunadas com um governo fantoche no cometimento de crimes de genocídio contra a população civil, as tropas invasoras defrontam-se com uma resistência nacional e popular cada vez mais intensa que lhes inflige pesadas baixas. Tanto no Afeganistão como no Iraque, que também permanece sob ocupação militar e onde se desenvolve ampla e encarniçada resistência, é mais atual do que nunca a exigência das suas populações, com o apoio dos partidários da paz em todo o mundo, de retirada imediata e completa de todas as tropas invasoras. As duas guerras iniciadas na era Bush e ainda em curso sob a nova Administração, transformaram-se num pesadelo estratégico dos Estados Unidos.

Recentemente, novo foco de conflitos voltou a eclodir na região denominada Chifre da África sob o pretexto de “luta contra terrorismo” e de “extirpar as células terroristas que se abrigam e atuam no Iêmen e a partir desse país se irradiam a outros países e regiões do mundo”, como apregoam os propagandistas do imperialismo. Em dezembro do ano passado os Estados Unidos realizaram bombardeios no Iêmen, provocando a morte de grande número de civis. Agora vêm à luz notícias de que o programa militar e de segurança do Pentágono para o Iêmen foi aumentado de 4,6 milhões de dólares para 67 milhões de dólares no ano passado. O Iêmen foi “elevado” à categoria de “prioridade”, segundo declarou o assistente do presidente Obama para a Segurança Nacional . Observa-se uma intensificação da atividade militar ao longo de mais de três mil quilômetros por todo o Oceano Indico. Em agosto do ano passado a Otan lançou sua segunda operação naval nas costas da Somália sob a denominação de “Escudo do Oceano”, com a participação de navios da Grã Bretanha, Grécia, Itália, Turquia e Estados Unidos. A operação prossegue, sem prazo para terminar.

O fato é que a região do Oceano Indico vem ocupando um crescente papel nas estratégias globais do imperialismo norte-americano. O Pentágono utiliza o estado de insegurança na região, muitas vezes provocado pelas próprias ações das potências imperialistas e de regimes títeres, como pretextopara policiar e intervir nas águas do Oceano Indico. . Com dificuldades para aplicar o plano estratégico do grande Oriente Médio, o imperialismo estadunidense volta-se também para a região do Oceano Indico, onde está decidido a alavancar o seu poderio naval.

As atenções do imperialismo norte-americano voltam-se também para o continente africano. Empobrecida pelo colonialismo, saqueada em seus recursos naturais, abandonada à própria sorte, a África possui, entretanto, imensas riquezas naturais, inclusive petróleo e minérios os mais diversos. Num intento que claramente visa a ocupar posições estratégicas e lançar-se num empreendimento neocolonialista, o imperialismo estadunidense decidiu criar o Africom, o Comando Africano. Trata-se de instalar na África unidades do exército dos Estados Unidos, altamente equipadas, permanentemente estacionadas no continente a fim de garantir, se necessário através da força, os interesses dos Estados Unidos na região. Uma vez mais, o objetivo proclamado é o “combate ao terrorismo”. Não passa, porém, de mais um conjunto de bases militares no exterior e de uma força de intervenção.

Companheiras e companheiros,

Há pouco mais de um mês a humanidade comoveu-se com a tragédia do povo haitiano, acometido por um terremoto de inauditas proporções que ceifou as vidas de mais de 200 mil pessoas e provocou enormes prejuízos materiais, dizimando praticamente a infra-estrutura já precária de um país empobrecido pelo colonialismo, pela dominação imperialista estadunidense e a pilhagem de elites domésticas ditatoriais e corruptas mancomunadas e submissas à potência do norte. Enquanto em vários países e no próprio Haiti estendiam-se as manifestações de solidariedade, em menos de 24 horas depois do sismo, militares dos Estados Unidos assumiam controle do aeroporto de Porto Príncipe. E para que? Para garantir a salvação e o repatriamento de cidadãos estadunidenses em serviço no país. Assim agiram os militares norte-americanos em detrimento da chegada da ajuda em comida e medicamentos provenientes de vários países. O fato gerou protestos das Nações Unidas, do Brasil e da França.

Em poucos dias desembarcaram no Haiti 12 mil soldados e anuncia-se que outros tantos ainda serão enviados. Para o Haiti estão sendo deslocados também porta-aviões nuclear, submarinos e outras embarcações de guerra.

Na verdade, o imperialismo norte-americano aproveitou-se da tragédia haitiana para fazer o que não pôde ser feito em 2004. Naquela ocasião, depois de ajudar a depor o presidente Bertrand Aristide e integrar uma força de ocupação em conjunto com a França, os Estados Unidos, empantanados que estavam na guerra ao Iraque, aceitaram a proposta das Nações Unidas de criar uma Missão sob o comando do Brasil e composta principalmente por países latino-americanos para pacificar o país, dilacerado por uma guerra civil, e estabilizá-lo através da cooperação econômica internacional.

Os Estados Unidos consideram o Mar do Caribe como “Mare Nostrum”, o primeiro perímetro fora de suas fronteiras. Na verdade, pretendem que o Mar do Caribe seja uma extensão do seu território, um mar que faça parte das suas próprias águas territoriais. Ao ocupar militarmente o Haiti usando pretextos humanitários, uma vez mais os Estados Unidos menosprezam o direito internacional e atropelam a ONU.

A ocupação militar do Haiti não pode ser vista fora do contexto da política intervencionista para a região da América Latina e Caribe, cuja prioridade é o cerco a Cuba e à Revolução Bolivariana Venezuelana. Nesse mesmo contexto se inscrevem a criação da Quarta Frota, das bases militares na Colômbia, o acordo militar com o Panamá e a existência de mais de uma dezena de outras bases militares em países caribenhos e latino-americanos .

A toda essa escalada militarista e preparativos para o desencadeamento de guerras de agressão contra os povos e nações soberanas, soma-se uma ofensiva conservadora dentro da própria sociedade norte-americana. Chama a atenção a virulência dos ataques à democracia, ao progresso social, aos direitos civis, à igualdade social, à soberania das nações e à paz mundial observada durante a realização do congresso dos ultraconservadores dos Estados Unidos na denominada Festa do Chá (Tea Party), feita sob a bandeira da “contra-revolução” americana, como proclamaram os principais oradores. Tal fato não deve ser observado dentro da lógica binária nem da polarização eleitoral entre democratas e republicanos, mas desperta a preocupação dos partidários da paz, pois neles estão incubados os germens do fascismo à moda americana.

Companheiras e companheiros,

Dentro de três meses, entre os dias 3 e 28 de maio, realizar-se-á em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas, a 8ª Conferência para a Revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear, o TNP. Paralelamente, entre os dias 30 e 1º de maio, distintos movimentos organizam a Conferência “Desarmamento Agora”. Tendo como pilares a não proliferação, o desarmamento e o uso da energia nuclear para fins pacíficos, o TNP é na verdade um Tratado desigual, assimétrico, pois busca “congelar” a ordem internacional entre estados nuclearmente armados e estados não nucleares. Sua prioridade na não proliferação em detrimento do desarmamento consolida a existência de um seleto clube de potências nucleares. O CMP reafirma seu engajamento na luta pela eliminação das armas nucleares, a começar pelas grandes potências. O teor do Apelo de Estocolmo, lançado pelo CMP quando da sua fundação, permanece atual.

Companheiras e companheiros,

A ofensiva política do imperialismo e o desenvolvimento da tendência à militarização e a guerra atestam o grave momento que vive a humanidade, ameaçada em sua sobrevivência. São ameaças na vida cotidiana, relacionadas com políticas imperialistas que põem em perigo também a paz mundial, o equilíbrio ambiental, a segurança internacional, os direitos sociais, a democracia e a independência nacional.

O imperialismo norte-americano faz na atualidade um discurso hipócrita visando a confundir os povos e anestesiar as consciências, a fim de preservar intacto o seu sistema de dominação. Enquanto exibe uma fachada de democrata, multilateralista e cumpridor do direito internacional, pratica atos e protagoniza fatos que apontam no sentido contrário.

Os Estados Unidos fazem de tudo para semear a ilusão num “império benevolente”, uma potência imperial magnânima e democrática, construtiva, garantidora da estabilidade, da paz e da segurança de todos. Não uma potência dominante, mas uma fiadora do equilíbrio de poder, capaz de oferecer a segurança como um bem público a ser fruído por todos. Assim, embaralha as cartas, mistura as pedras do tabuleiro e faz com que se confundam agredidos e agressores, e apresenta sua política intervencionista como operações de salvação com conteúdo solidário e humanitário. Nada disso, porém, é novo na prática de política externa do Partido democrata. Com discurso multilateralista o ex-presidente Clinton seguiu a trilha do unilateralismo inaugurado pelo primeiro Bush no início da década de 90 do século passado. Elevou os gastos militares, expandiu a Otan, ignorou o Conselho de Segurança da ONU na operação “Desert Fox” em 1998 contra o Iraque e na guerra contra a ex-Iugoslávia em 1999.

Diante da falsidade do discurso do ocupante atual da Casa Branca e dos graves atentados à paz mundial, o CMP reafirma seu engajamento na luta pela paz e na solidariedade aos povos ameaçados e agredidos pelo imperialismo.

Os povos, apesar da cortina de fumaça cada vez mais densa, despertam e lutam. Do Oriente Médio à América Latina, da Europa, da África aos Estados Unidos, os povos estão em luta, o que consolida as nossas convicções de partidários da paz e lutadores por um mundo livre das guerras, e da opressão imperialista.

Muito obrigada!

Enviado em Cebrapaz Nacional, Conselho Mundial da Paz | Etiquetado: , | Deixar um comentário »

EUA intensifica guerra no Afeganistão

Publicado por Márcia Silva em 10/10/2009

do portal do CEBRAPAZ

Relatório de General relança o debate sobre o agravamento da guerra no Afeganistão. Por John Catalinotto*

O General Stanley McChrystal apresentou no seu relatório a exigência de se recrutarem a mais, pelo menos, 40 000 tropas suplementares para se responder cabalmente ao esforço de guerra no Afeganistão, argumentando que tal aumento dos efectivos seria indispensável para a vitória estadunidense. O Presidente Barack Obama, respondeu a pedir tempo para a administração afinar a sua própria estratégia, respeitante ao Afeganistão.

Esta batalha encontra-se, actualmente, a decorrer no interior dos círculos de poder dos EUA, situando-se uma possível escolha, entre a retirada das tropas ou, em alternativa, na perspectiva de um eventual cemitério do tipo do ocorrido no Vietname, que poderia arrastar-se ao longo de, pelo menos, uma década mais, antes de se esfumar num colapso para o imperialismo.

Dentro da própria administração, no Congresso, no Pentágono e nos meios de comunicação social que seguem a ideologia dominante, as várias formas de oposição têm vindo a revelar assinaláveis diferenças tácticas. A questão chave é a de se apurar até que ponto é que se poderá agravar a ocupação dos EUA e da NATO no Afeganistão. Leia o resto deste post »

Enviado em Oriente Médio | Etiquetado: , | Deixar um comentário »

Vigilia dedicada a los Cinco frente a la Oficina de Intereses de Washington en La Habana

Publicado por Márcia Silva em 09/12/2009

Cubadebate les ofrece detalles de la Vigilia por los Cinco que tiene lugar en el Monte de las Banderas, frente a la Oficina de Intereses de los Estados Unidos en La Habana.

Hasta la 10:00 am, hora de Cuba (16:00 GMT), de hoy está transcurriendo el acto, que comenzó la noche antes, en espera del 12 de septiembre, cuando se cumplen 11 años del arbitrario encarcelamiento en Estados Unidos de los Cinco luchadores antiterroristas cubanos.

En la madrugada del 12 de septiembre de 1998 fueron arrestados en la Ciudad de Miami Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Ramón Labañino, Fernando González y René González.

Enviado em América Latina | Etiquetado: , , , | Deixar um comentário »

Mais sete da Colômbia? As 865 bases militares dos EUA em 40 países

Publicado por Márcia Silva em 08/11/2009

do site adital

La Jornada *

tradução: ADITAL

Por Alfredo Jalife-Rahme

No contexto do neopinochetismo hipocritamente tolerado por Washington em Honduras, agora resulta que a projetada instalação de sete bases militares dos Estados Unidos na Colômbia, que provocou massivo repúdio na América Latina, constitui a atualização de um novo acordo de segurança mediante o arrendamento das bases existentes com a finalidade filantrópica de combater a narcoguerrilha fronteiriça, segundo uma engenhosa interpretação de Obama exposta para um grupo de jornalistas hispanos (Reuters, 07/08/09), em vésperas da desarticulada cúpula do ASPAN em Guadalajara, onde o México não tem nada que fazer nem diva ter participado desde sua calamitosa gênese.

Ninguém aprende com a cabeça alheia e EUA repete os mesmos erros da URSS, com uma tríade de consequências devastadoras: sobreextensão imperial, guerra perpétua e insolvência, que levam a um provável colapso similar ao da anterior União Soviética, na opinião de Chalmers Johnson (Dez medidas para liquidar as bases militares dos EUA; Asia Times, 04/08/09).

Chalmers Johnson, professor emérito da Universidade da Califórnia (San Diego) e profícuo autor de livros notáveis, evidencia o império global potencialmente ruinoso de bases militares, que cadencia a longa dependência no imperialismo e no militarismo dos EUA em suas relações com outros países, além de “seu inchado establishment militar”. Leia o resto deste post »

Enviado em América Latina | Etiquetado: , , , | Deixar um comentário »

Vietnã festeja aniversário de vitória contra EUA

Publicado por Márcia Silva em 04/29/2009

do blogdovelhocomunista

O Vietnã está em festa nessa quarta-feira (29) por causa do 34.º aniversário da libertação do sul do país, obtida com a derrota militar inflingida pelo país ao exército agressor dos Estados Unidos em 1975.
O secretário-geral do Partido Comunista do Vietnã, Nong Duc Manh, esteve presente às comemorações em Hanói, que festejam o dia da reunificação nacional (30 de abril) e o 1.º de maio, dia internacional dos trabalhadores.
Em um discurso de homenagem ao presidente Ho Chi Minh, o dirigente do PCV em Hanói, Nguyen The Cao, destacou a glória do líder da Revolução Vietnamita e dos mortos em combate durante a luta, ressaltando também as vitórias do país no empenho por fazer avançar a renovação na república socialista.
O Vitetnã festejará na quinta-feira, em uma grande comemoração, a entrada das tropas na antiga Saigón, agora Cidade de Ho Chi Minh, que colocou fim à presença de tropas americanas no território nacional.

Enviado em Vietnã | Etiquetado: , , , , | Deixar um comentário »

O Ímpério das 1000 bases

Publicado por Márcia Silva em 04/23/2009

do site Pátria Latina

Enviado em EUA | Etiquetado: , , , , | Deixar um comentário »

Faz 6 anos que o Iraque foi ocupado e bombardeado

Publicado por Márcia Silva em 04/23/2009

do site  www.cppc.pt

Enviado em Oriente Médio | Etiquetado: , | Deixar um comentário »

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.