Em 16 de abril de 1961 a revolução cubana declara seu caráter socialista. A data marca momentos de grande tensão entre imperialistas dos EUA e vitoriosos revolucionários, como Fidel Castro, de 1º de janeiro de 1959. Já em 17 de abril americanos abrem fogo contra a ilha pela praia Girón, mas são fragorosamente derrotados em menos de 72 horas. Após 50 anos, a TV Vermelho busca o significado desta vitória e quais são os atuais desafios do socialismo cubano.
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Batalha de Praia Girón: Cuba celebra 50 anos de socialismo
Publicado por Márcia Silva em 04/16/2011
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Cebrapaz promove ato de solidariedade a Cuba
Publicado por Márcia Silva em 04/30/2010
do portal vermelho
O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) irá promover no próximo dia 6 de maio (quinta-feira), na cidade de São Paulo, um ato em apoio a Cuba. No panfleto que convoca a atividade, mensagem assinada pela presidente do Cebrapaz, Socorro Gomes, denuncia a campanha deflagrada “pelos setores mais conservadores da comunidade internacional” contra Cuba.
A atividade de solidariedade ao povo cubano será realizada na Câmara Municipal de São Paulo, convocada pelos vereadores Jamil Murad e Netinho de Paula, ambos do PCdoB.
A manifestação, aberta ao público em geral, defenderá a autodeterminação e a soberania dos povos, além de reafirmar a luta histórica do povo cubano por justiça social e contra as desigualdades.
O texto do material foi extraído de nota do Cebrapaz, publicada em 18 de março deste ano, em repúdio “à escalada conservadora contra Cuba”. Confira a íntegra da nota assinada por Socorro Gomes, que é também presidente do Consleho Mundial da Paz (CMP):
“CEBRAPAZ REPUDIA A ESCALADA CONSERVADORA CONTRA CUBA
No ano do 51º aniversário da Revolução Cubana — marco da luta latino-americana pela autodeterminação dos povos —, os setores mais conservadores da comunidade internacional deflagraram nova campanha contra Cuba. A escalada teve como estopim a morte, em 23 de fevereiro, de Orlando Zapata Tamayo — um cubano de 42 anos, detido nos marcos da legalidade por “delinquência comum” (e não um “preso político” nem “dissidente”), que estava em greve de fome havia 85 dias.
As agressões partem desde a Casa Branca, o Parlamento Europeu e da base conservadora do Senado brasileiro até os conglomerados midiáticos, passando pelas famigeradas ONGs tão subservientes aos interesses imperialistas. Com muitas insinuações — mas sem apresentarem um único indício de tortura, sequestro e desaparecimento em Cuba —, levantam a grita para clamar por sanções econômicas e, no limite, intervenções no regime cubano. A Guillermo Fariñas Hernández, outro cidadão cubano em greve de fome — mas já solto, livre! —, o governo propôs até uma licença de emigração para a Espanha, recusada por ele e, claro, pelas forças subversivas que lhe dão apoio.
O excesso de cinismo desses grupos não mereceu respaldo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que com razão comparou o status jurídico desses supostos “dissidentes” ao de rebelados em unidades prisionais de São Paulo. Declarou ainda que o governo brasileiro se relaciona diretamente com outros governos, e não com seus presos.
Da mesma forma, o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) repudia a ofensiva anticubana. Denuncia o caráter imperialista, a ingerência e a hipocrisia que cercam os discursos exaltados. Tudo se dá sob uma denúncia de pretensa violação dos direitos humanos, da qual até o Itamaraty e o governo brasileiro seriam cúmplices — apenas por respeitarem o princípio de soberania nacional.
A quem interessa a manobra para pressionar Lula e o Brasil a rasgarem suas biografias e, de uma hora para outra, se posicionarem como sabujos dos interesses do imperialismo estadunidense, da intromissão, da política de terrorismo de Estado? Por que a grande mídia brasileira e a oposição a Lula, liderada pelo PSDB, esbravejam com ardor para desestabilizar uma pequena e pobre nação caribenha, mas ignoram a prolongada e repugnante ocupação do Iraque e do Afeganistão? Sem contar a complacência com Israel e sua criminosa política de Estado contra os palestinos.
As mesmas forças contrárias a Cuba apoiam, em contrapartida, a instalação de bases navais americanas e a retomada da 4ª Frota no continente, fazem vista grossa à manutenção da prisão de Guantánamo, afrouxam o tom contra as guerras no Iraque e no Afeganistão, continuam a chancelar o golpe de Estado em Honduras, entre outros descalabros. Sequer mencionam os cinco cubanos patriotas e contraterroristas que estão ilegalmente presos nos Estados Unidos, sem direito à defesa, sob critérios abusivos.
É preciso apoiar a luta histórica do povo cubano pelo novo mundo e pela justiça social, contra as desigualdades, a fome e a opressão. Há cinco décadas, Cuba convive com um criminoso bloqueio econômico, que exaure — este, sim — a dignidade humana e põe 11 milhões de pessoas sob ameaça de asfixia.
Abaixo a escalada de agressões a Cuba, a intromissão e o bloqueio econômico!
Viva a heroica resistência do povo cubano em luta por autodeterminação e soberania.
Socorro Gomes,
Presidente do Conselho Mundial da Paz e do Cebrapaz”
Serviço:
Ato em Solidariedade ao Povo Cubano
Data: 6 de maio
Horário: 19h
Local: Câmara Municipal de São Paulo – Auditório Prestes Maia
(Viaduto Jacareí, nº 100 – Centro – São Paulo – SP)
De São Paulo, Luana Bonone
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O que outros países fariam com os “dissidentes cubanos”?
Publicado por Márcia Silva em 03/24/2010
Confira este vídeo, falando sobre a legislação de alguns dos países que criticaram Cuba em relação à prisão de pessoas que colaboram com potência estrangeira.
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XVIII CONVENÇÃO NACIONAL DE SOLIDARIEDADE A CUBA
Publicado por Márcia Silva em 03/22/2010
XVIII CONVENÇÃO NACIONAL DE SOLIDARIEDADE A CUBA
04 À 06 DE JUNHO DE 2010
PORTO ALEGRE – RS
MAIORES INFORMAÇÕES: www.solidariedadeacuba.blogspot.com
Sede: Rua dos Andradas, 1560, 16º andar, Gal. Malcon- Porto Alegre-RS
Tel. 32244953 – acjmrs@gmail.com – www.josemarti.com.br
DIA 04/6
9h – Abertura do Credenciamento
9h – Atividade Cultural
10h – 1º Painel: O bloqueio e as conseqüências no desenvolvimento de uma Nação;
Painelistas: Embaixador Carlos Rafael Zamora Rodriguez
Prof. Dr. Paulo Vizentini
Mediador: Beto Almeida – TELESUR
Relatoria:
11h – Debate com a Plenária
12h – Considerações finais dos Painelistas
12h15min – Almoço
13h30mim – Atividade Cultural
14h – 2º Painel: 5 Heróis: Quando o autoritarismo supera os Direitos Humanos
Painelistas: Fernando Moraes (escritor)
Familiar dos 5
Frei Betto
Mediador: Juíza Mara Loguercio
Relatoria:
15h– Debate com a Plenária
16h – Considerações Finais dos Painelistas
19h – Abertura da XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba
Atividade Cultural
DIA 05/6
9h – 3º Painel: ICAP: 50 anos de Luta, Solidariedade e Integração com os Povos
Painelistas: Kenia Serrano Puig – ICAP
Mediadora: Zuleide Faria de Melo – ACJM /RJ
Relatoria:
10h – Debate com a Plenária
11 – Considerações finais dos Painelistas
Atividade Cultural
12h – Almoço
13h30min – Atividade Cultural
14h – 4º Painel – Educação e Saúde uma experiência para seguir.
Painelistas: Emir Sader
Representante de Cuba
Diretor da ELAM
Dep. Fed. Carlos Abicalil
Mediador:
Relatoria:
15h – Debate com a Plenária
16h – Considerações finais
16h15min – Apresentação da Carta de Porto Alegre ;
16h30min – Reunião das Direções das Entidades Nacionais de Solidariedade;
Grupo de Trabalho: Cuba Viva;
Grupo de Trabalho: Brigada;
Grupo de Trabalho: Nescuba – Memória;
Grupo de Trabalho: Médicos/Estudantes/ Pais
Grupo de Trabalho: Frentes Parlamentares
21h – Festa da Convenção: ICAP: 50 anos de Luta, Solidariedade e Integração dos povos
DIA 06/06
11 h – Plenária da Solidariedade – Parque da Redenção
Com aprovação da Carta de POA, apresentações teatral com o grupo Oi Nóis Aqui Travéis; Oficina de Salsa, Circo Petit POA, Trovas da Pátria Grande, Grupo Salsa 3;
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Sucesso na Homenagem a Cuba
Publicado por Márcia Silva em 12/10/2009
Com cerca de 80 pessoas, a exposição de fotos que homenageou os 50 anos do triunfo da revolução cubana foi um sucesso.
Estiveram presentes ao ato representantes de diversas entidades, como UBM, CTB,UNEGRO,CEDIM , OAB-RJ além de representantes de partidos políticos como PT, PCB, PL ,PCdoB e PSB. Marcaram importante presença sindicalistas metalurgico de Cuba e metalúrgico da Colômbia também um doutorando em farmácia na UFRJ em convÊnio com a universidade de Havana formando assim uma representação latino americana.
Zuleide Farias também prestigiou o ato representando a entidade Condepaz e a Associação José Martí do Rio de Janeiro.
Os membros presentes do Cebrapaz núcleo rio dividiram-se nas diversas tarefas para que o ato pudesse transcorrer com sucesso, Sônia Latgé e Jayme Ramos recebiam as pessoas e junto com Heloísa Silva explicavam as fotos de Cuba , relatando os diversos ataques sofridos ao longo destes 50 anos .
Mônica Miranda ficou responsável por fazer os encaminhamentos da mesa, assim como as devidas apresentações dos convidados.
Márcia Silva abriu o ato em nome do Cebrapaz núcleo rio saldando a todos os presentes e explicando o motivo da escolha do dia e de Cuba para a homenagem.
De acordo com Márcia , dia 10 de dezembro de 1948 foi proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos e segundo seu artigo 1º ” Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.
Nas palavras de Márcia: A revolução socialista em Cuba fez deste país um exemplo de direitos humanos, de direito a igualdade de oportunidades, de direito a saúde e educação, enfim, de direito a vida.
Também citou a questão do bloqueio econômico pelo qual passa o país e a forma heróica deste povo que enfrenta o imperialismo estadunidense e a questão dos cinco heróis cubanos presos nos EUA e a campanha que o Cebrapaz participa para precionar pela libertação destes.
A exposição será intinerante e o Cebrapaz núcleo rio coloca a disposição de entidades interessadas para que possam divulgar a cultura Cubana bem como fazer um trabalho de solidariedade ao povo e aos cinco heróis presos nos Estados Unidos. Basta entrar em contato pelo email do cebrapaz núcleo rio : cebrapazrio@gmail.com
A exposição já está agendada para a comunidade do Jacarezinho, Município de Campos, Cabo-Frio, CTB-RJ e UFRJ campus fundão.
Após as demais saudações houve um coquetel onde a confraternização foi o ponto forte, com apresentação de fotos também em multimídia e muita música cubana.
A seguir algumas fotos para registro.
















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Juristas panamenhos analisam caso de antiterroristas cubanos
Publicado por Márcia Silva em 12/06/2009
Juristas panamenhos analisam hoje o arbitrário processo a que foram submetidos antiterroristas cubanos presos em cárceres dos Estados Unidos, como parte do fórum acadêmico “O caso dos Cinco: Legalidade e Justiça”.
O Colégio Nacional de Advogados acolhe o evento, auspiciado pela Universidade do Panamá, pela Fundação Universitária para a Pesquisa e o Desenvolvimento, pela Sociedade de Estudos Internacionais, pelo Colégio Nacional de Diplomatas de Carreira e pelo Capítulo Panamá da Associação Americana de Juristas.
Segundo os organizadores, o encontro permitirá a reflexão sobre o tema com profissionais e acadêmicos vinculados ao direito e às relações internacionais.
“Isso obedece”, acrescentaram, “ao impacto mundial de um processo judicial viciado, no qual o sistema estadunidense violou preceitos de sua própria Constituição”.
Gerardo Hernández, Fernando González, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e René Gonzzález cumprem penas entre dupla prisão perpétua e 15 anos de prisão por infiltrar quadrilhas do sul da Florida com grande expediente de atos terroristas contra Cuba.
O programa contempla exposições sobre diversos aspectos do caso, entre eles as violações à carta magna norte-americana, aos direitos humanos e da família.
Entre as instituições convidadas para o fórum figuram a Corte Suprema de Justiça, o Conselho Latino-americano de Igrejas, o Serviço Paz e Justiça, o Sindicato de Jornalistas do Panamá e as universidades Tecnológica, das Américas e Nacional Autônoma de Chiriquí.
A mensagem de abertura será responsabilidade do presidente do Colégio Nacional de Advogados, Rubén Elías Rodríguez, enquanto o ex-chanceler Jorge Eduardo Ritter apresentará os detalhes do fórum.
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Irmã de antiterrorista: Pressionar Obama por indulto a 5 cubanos
Publicado por Márcia Silva em 12/04/2009
do portal do cebrapaz
| María E. Guerrero Rodriguez, irmã de Antônio Guerrero – um dos cinco cubanos presos há 11 anos nos Estados Unidos acusados de espionagem -, está no Brasil para reforçar a campanha de solidariedade ao grupo. Convencida de que, pela via jurídica norte-americana, não há como mudar as arbitrárias penas impostas aos cubanos, ela clama por uma mobilização internacional para sensibilizar o governo de Barack Obama a conceder um indulto presidencial aos cinco. Eça teve uma reunião com José Reinaldo Carvalho, Diretor do Cebrapaz.
“Não acreditamos mais que podemos resolver esta questão pela via judicial. Achamos que é preciso incrementar uma campanha que incida sobre o governo Obama. Ele pode tomar uma decisão, firmar um indulto presidencial e resolver, com um mínimo de justiça. E estaria ajudando moralmente o governo dos Estados Unidos, que diz ser um lutador contra o terrorismo (…) Só pedimos que apliquem a sua própria lei”, afirma María. Antônio Guerrero, Fernando Gonzáles, Gerardo Hernandéz, Ramón Labañino e René González estão presos nos Estados Unidos desde 12 de setembro de 1998, todos sob a acusação de conspirar para praticar crime contra aquele país. Eles sempre afirmaram, contudo, que eram agentes do governo cubano, mas estavam na Flórida a fim de obter informações sobre os planos de organizações terroristas de Miami que atuavam abertamente contra Cuba. Não estavam em busca de dados secretos da segurança nacional norte-americana, como alegou o governo dos EUA. “Em junho de 1998, Cuba informou aos Estados Unidos sobre a ação dos grupos terroristas, quem eram, o que planejavam contra Cuba, os danos que já haviam causado. E a resposta do governo norte-americano não foi combater os terroristas, mas buscar a fonte da informação que Cuba tinha nos EUA e prender”, conta María Guerrero. De acordo com ela, os grupos terroristas anticubanos atuam na Flórida há mais de 50 anos. Invadiram o espaço aéreo da ilha, organizaram sabotagens, atentados e chegaram a causar mais de três mil mortes. O julgamento dos cinco cubanos aconteceu entre 2000 e 2001, na Flórida. Gerardo Hernández foi condenado a duas prisões perpétuas e mais 15 anos, já que também lhe acusam de conspirar para cometer assassinato. Antonio Guerrero e Ramón Labañino receberam prisão perpétua e mais vários anos na cadeia. Fernando González e René González foram penalizados com prisão por 15 e 19 anos, respectivamente. Violações explícitas As penas foram impostas, apesar de a defesa alegar que o julgamento não poderia ser realizado em Miami, uma vez que – de acordo com uma pesquisa que fez parte do processo judicial – 85% da população local tinha preconceito contra Cuba. E, segundo leis estadunidenses, um julgamento só poderia ocorrer em território neutro. Diante de várias irregularidades identificadas no processo, em 2005, o Tribunal de Apelações de Atlanta anulou, por unanimidade, as sentenças e exigiu um novo julgamento, mas o governo dos Estados Unidos revogou a determinação. O Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias da Organização das Nacões Unidas também declarou indevidas as prisões, alegando que não havia provas das acusações contra os cubanos, que as sentenças tinham sido excessivas e que o julgamento ocorreu em local indevido. “Em nenhum momento a juíza de Miami permitiu que se introduzisse o tema do terrorismo contra Cuba no julgamento. E nunca foram apresentadas provas de que atentavam contra a segurança nacional dos Estados Unidos. Alegaram que as provas estavam sob uma lei de segurança nacional. Nunca disseram qual o dano que eles causaram aos EUA”, detalha a irmã de Antônio. Nova sentença, mesma injustiça
“É muito injusto porque eles mesmos reconhecem que não há evidências. Na sessão, houve uma controvérsia entre a juíza de Miami e o Ministério Público, que levou a proposta de reduzir a pena. Questionada porque, em sete anos, havia mudado de postura, a promotora afirmou que o problema era que havia uma campanha internacional de desinformação da justiça norte-americana”, relata María Guerrero. Na ocasião, o advogado de defesa voltou a questionar que dano Antônio Guerrero haveria causado àquele país. E argumentou que, durante os sete anos em que esteve preso até então, Tony se dedicou a dar aulas de espanhol, matemática e inglês, a ajudar outros detentos, mesmo tendo sido condenado sem provas à prisão perpétua. “Uma condenação que naquele dia se reconhecia como injusta, excessiva. Quem pagaria pelo dano causado por esses sete anos de condenação indevida?”, teria dito o advogado, segundo María. O caso foi apresentado à Corte Suprema no ano passado – reforçado pelo apoio de doze personalidades, entre intelectuais, ganhadores do prêmio Nobel e representantes de organizações de juristas -, mas a instância não acolheu o pedido de nova análise. “Como é possível que um caso que trata da segurança nacional dos Estados Unidos, com uma acusação de espionagem envolvendo cinco cubanos não tenha sido acolhido?”, questiona a cubana. Segundo ela, Gerardo é o único que responde por “conspiração para cometer assassinato”, mesmo que o próprio Ministério Público não tenha encontrado provas, pedindo a retirada da acusação. Na época do julgamento, a juíza defendeu que não havia mais tempo para voltar atrás na denúncia e o juri de Miami, que deveria ser imparcial, terminou condenando o cubano em todas as alegações. María denuncia ainda o fato de que os parentes dos presos têm sido impedidos de visitá-los, nunca conseguem vistos, ou estranhamente não passam nos testes de segurança exigidos nas penitenciárias. Ela não enfrenta esse problema, uma vez que nasceu nos Estados Unidos, quando seu pai trabalhava no país. Para ela, caso houvesse provas, o tema teria sido assunto no mundo todo, já que seria do interesse dos EUA disseminar fatos negativos sobre a ilha. “Seria uma bomba jornalística, uma maneira de o governo norte-americano mostrar ao mundo os ‘danos’ que o governo de Cuba poderia causar aos Estados Unidos”, coloca. A cubana revela que, afora poucos e remotos jornais de Miami que no princípio tacharam os cinco como espiões, apenas uma vez o assunto ganhou destaque. “Em 2002, os amigos da solidariedade conseguiram pagar uma página no New York Times que custou US$50 mil. E, nunca mais, nem pagando qualquer valor, eles quiseram publicar nada”, conta. Vários jornalistas já a entrevistaram, mas as matérias nunca chegam ao público. María ainda se espanta com as escolhas da mídia. Ao chegar ao Brasil, ficou sabendo que por aqui muito se ouve falar da blogueira anticastrista Yoaní Sanchéz.: “Como podem saber tanto da blogueira e não conhecerem bem a história dos cinco cubanos?”, surpreende-se. Ela lembrou que o presidente de Cuba, Raúl Castro, já se colocou à disposição do governo estadunidense para entregar os presos que interessem aos norte-americanos, desde que os cinco fossem libertados. Mas não obteve um aceno positivo. Ao pedir apoio, ela afirmou que qualquer manifestação é bem-vinda e lembrou a importância do Brasil no cenário internacional. Ouviu de José Reinaldo que não só o Cebrapaz, como todas as forças progressistas do país, devem se solidarizar com a causa dos cinco cubanos. “É uma injustiça flagrante e qualquer pessoa que tenha sentimento de humanidade, justiça e dignidade tem que ser contra isso”, defendeu José Reinaldo, afirmando que continuará denunciando as violações contra os antiterroristas. Segundo ele, mais que uma questão política, a solidariedade aos cubanos é uma posição humanística. María E. Guerrero Rodríguez participou ainda de atividades na Câmara e na Assembleia Legislativa de São Paulo, além de um ato da Federação Internacional de Mulheres (Fedim). Por Joana Rozowykwiat |
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Cebrapaz núcleo rio fará homenagem a Cuba
Publicado por Márcia Silva em 12/01/2009
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Para Fidel bases na Colômbia são sete punhaladas na América Latina
Publicado por Márcia Silva em 09/20/2009

| Para Fidel bases na Colômbia são sete punhaladas na América Latina |
| Escrito por … | |
| 17/09/2009 | |
| O líder cubano Fidel Castro escreveu duas importantes Reflexões sobre o significado da instalação das bases militares dos Estados Unidos na Colômbia. Sete punhais no coração da América Leio e torno a ler dados e artigos realizados por personalidadesinteligentes, conhecidas ou pouco conhecidas, que escrevem para diversos meiose extraem a informação de fontes que não questionadas por ninguém.Os povos que habitam o planeta, em todas as partes, correm riscos econômicos,ambientais e bélicos, derivados da política dos Estados Unidos da América, masem nenhuma outra região da terra vem-se ameaçados por tão graves problemas comoseus vizinhos, os povos localizados neste continente ao Sul daquele país hegemônico. Leia o resto deste post » |
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Vigilia dedicada a los Cinco frente a la Oficina de Intereses de Washington en La Habana
Publicado por Márcia Silva em 09/12/2009
Cubadebate les ofrece detalles de la Vigilia por los Cinco que tiene lugar en el Monte de las Banderas, frente a la Oficina de Intereses de los Estados Unidos en La Habana.
Hasta la 10:00 am, hora de Cuba (16:00 GMT), de hoy está transcurriendo el acto, que comenzó la noche antes, en espera del 12 de septiembre, cuando se cumplen 11 años del arbitrario encarcelamiento en Estados Unidos de los Cinco luchadores antiterroristas cubanos.
En la madrugada del 12 de septiembre de 1998 fueron arrestados en la Ciudad de Miami Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Ramón Labañino, Fernando González y René González.
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María Guerrero detalhou todo o processo, cujo julgamento aconteceu sob flagrante violação às leis dos próprios Estados Unidos, sem que as acusações jamais tenham sido comprovadas. E, para pressionar o governo norte-americano, ela pediu o apoio dos movimentos populares e instituições democráticas brasileiras.
De acordo com ela, a decisão tomada a partir de então foi re-sentenciar apenas três dos cinco cubanos: Antônio, Ramón, e Fernando. Até então, apenas seu irmão foi re-sentenciado, em uma sessão que considerou “ridícula”. Agora, ao invés de prisão perpétua, Tony, como é conhecido, foi condenado a 22 anos. 