CEBRAPAZ NÚCLEO RIO

Centro Brasileiro de Solidariedade aos povos e luta pela Paz

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Nota do Cebrapaz sobre o acordo militar entre o Brasil e os Estados Unidos

Publicado por Márcia Silva em 04/14/2010

DO PORTAL  DO CEBRAPAZ

 
14/04/2010
O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz – Cebrapaz considera que a assinatura do acordo militar entre os governos dos Estados Unidos e do Brasil não favorece a paz, a desmilitarização, a solidariedade entre os povos nem a integração soberana em nosso continente.Apesar das proclamações formais, o imperialismo estadunidense continua sendo o inimigo número 1 dos povos latino-americanos, contra os quais pratica invariavelmente uma política ameaçadora, agressiva e intervencionista.

O lançamento da Quarta Frota da marinha de guerra dos Estados Unidos, o apoio aos golpistas hondurenhos, a instalação de sete novas bases militares na região, em território colombiano, a tentativa de estrangular a Revolução cubana, a ofensiva para desestabilizar a Venezuela bolivariana, os governos da Bolívia, do Equador e do Paraguai, mostram que não são pacíficas as intenções dos Estados Unidos na região.

O histórico das relações entre essa potência hegemonista e a América Latina é marcado, desde o início do século 20, por desigualdades, dominação, agressões e golpes. 

O Cebrapaz apoia as políticas de integração da América Latina, que incorporam também políticas de defesa comum, no âmbito da Unasul e do Conselho de Defesa Sul Americano, claramente opostas ao pan-americanismo hegemonizado pelos Estados Unidos.

O Cebrapaz reafirma sua convicção de que é através do avanço da integração latino-americana e da defesa de uma maior autonomia da região, em face dos interesses dos EUA, que fortaleceremos a América Latina como Zona de Paz.

São Paulo, 14 de abril de 2010

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O Brasil não tem por que se iludir com os EUA

Publicado por Márcia Silva em 04/13/2010

do portal vermelho

José Reinaldo Carvalho*

O Brasil e os Estados Unidos assinaram nesta segunda-feira, 12, um acordo de cooperação na área de defesa. Em oito artigos, o acordo prevê troca de informações e experiências no campo militar – utilização de equipamentos e compartilhamento de conhecimento na área de tecnologia de defesa. O acordo estabelece ainda a participação conjunta em treinamentos e exercícios militares e estipula a realização de visitas recíprocas de delegações militares de alto nível.

O texto inclui a aplicação da “cláusula de garantias” exigida pela Unasul – União das Nações Sul-Americanas, que prevê a não intervenção, a integridade e a inviolabilidade territorial. O acordo exclui a construção de bases ou quaisquer outros tipos de instalações militares de um país no outro, assim como o acesso às existentes. O fato foi comunicado a todos os países componentes da Unasul – Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

Segundo os dois governos o acordo prevê a colaboração entre o Brasil e os Estados Unidos para a área de defesa e o “combate ao terrorismo”.

Acordo não se justifica

Estranha notícia. Brasil e Estados Unidos tiveram no passado um acordo militar, entre 1952 e 1977, quando foi denunciado pelo general-presidente Ernesto Geisel, no quadro de escaramuças diplomáticas entre a ditadura militar brasileira e os Estados Unidos, quando o Brasil optou por construir usinas nucleares em parceria com a Alemanha.

Ao longo das últimas três décadas, principalmente os anos 1980 e 1990, os Estados Unidos exerceram descabidas pressões sobre o Brasil para desativar sua defesa e se abrigar sob a “proteção” da grande potência no quadro de sua política de segurança hemisférica. Pressões ainda maiores e mais intoleráveis foram e são exercidas para que o Brasil adira ao protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação das Armas Nucleares e renuncie ao domínio da tecnologia nuclear.

A cláusula de garantias do acordo assinado hoje e a declaração formal de que não haverá a construção de instalações militares não são suficientes para justificar a assinatura do acordo, nem o Brasil e os brasileiros sentem-se mais seguros com isso. O Brasil tem um sistema de defesa próprio que prescinde desse tipo de cooperação. Além disso, o nosso país foi um dos iniciadores, ao lado da Venezuela, do Conselho de Defesa da América do Sul, o que nos torna militarmente mais seguros no quadro das relações hemisféricas. Quanto ao “combate ao terrorismo”, trata-se de conceito genérico e impreciso, que tem sido usado como pretexto pelo imperialismo estadunidense para justificar intervenções e agressões contra nações soberanas.

EUA – intervencionistas e agressivos

O Brasil e os países vizinhos e irmãos da América Latina e do Caribe devem reforçar seus sistemas de defesa precisamente para se precaverem das ameaças emanadas da potência militar estadunidense, que recentemente relançou a Quarta Frota, instalou sete bases militares na Colômbia, sustentou um golpe de Estado em Honduras e acalenta planos intervencionistas e de desestabilização de países revolucionários e antiimperialistas com os quais o Brasil mantém fraternais relações de solidariedade.

O Brasil não tem por que se fechar ao mundo e deve estabelecer a mais ampla e multilateral cooperação internacional, baseada na solidariedade, no direito e nos interesses nacionais. Mas tem que se resguardar dos intentos dos Estados Unidos de neutralizar e atrair nosso país à sua área de influência no seu jogo estratégico pelo domínio do mundo. Não podemos deixar de levar em conta o triste histórico de intervenções e até crimes cometidos pelo imperialismo norte-americano em nossa região. Não há possibilidades de relações simétricas e amistosas entre o imperialismo e os povos e nações que lutam por sua independência. É alta a confiança do povo brasileiro no governo do presidente Lula, comprometido com a segurança e a soberania da nação. Mas quanto ao imperialismo não nutrimos a menor ilusão.

*Editor do Portal Vermelho

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Manifestação em Brasília apoia retorno de Zelaya ao poder

Publicado por Márcia Silva em 08/16/2009

do site do CEBRAPAZ

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13/08/2009
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, que está em visita ao Brasil, esta semana, recebeu apoio do Cebrapaz e movimentos sociais, sindicais e estudantis na manifestação em frente à Embaixada de Honduras, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (12). Os manifestantes consideram o golpe militar um risco para a paz e a democracia em toda a América Latina.
“Jamais/ Jamais/ Jamais vou aceitar/ As bases na Colômbia/ E o Golpe militar”, gritaram os manifestantes em frente ao prédio, após os discursos contrários à deposição de Zelaya do governo hondurenho e à instalação das bases militares pelos Estados Unidos na Colômbia.

Duas grandes faixas complementavam as palavras de ordem: Uma pedia “Paz na América do Sul/ Fora as bases militares da Colômbia”, e a outra queria “Democracia em Honduras/ Retorno imediato de Zelaya ao poder”.

Para Leandro Cerqueira, da União de Juventude Socialista (UJS), os dois eventos estão ligados à proposta dos Estados Unidos de se tornarem “polícia do mundo”. Ele diz que é chegada a hora do Presidente Barack Obama, que se diz um democrata, desativar as 20 bases militares dos Estados Unidos na América Latina e retirar a 4a Frota que faz exercícios militares no mar da região.

Moysés Leme, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), disse que a visita de Zelaya ao Brasil é o momento oportuno para que a sociedade brasileira se manifeste contra o golpe em Honduras, “que teve a concessão americana (Estados Unidos da América) para acontecer.”

Ele lembrou que o que vê hoje em Honduras já vimos no Brasil, toque de recolher, censura e perseguição àqueles que querem a volta do governo democraticamente eleito e escolhido pelo povo. “Queremos a liberdade do povo de Honduras”, disse o líder sindical, assinalando que “o que provocou o golpe foi a decisão de Zelaya de querer implantar um sistema mais democrático no país, de discutir o socialismo.”

Vítor Guimarães, membro da Cabrapaz, que também falou aos manifestantes, afirmou que “quem defende a paz do mundo repudia a atitude do governo dos Estados Unidos que quer dialogar com o governo golpista”. Segundo ele, a manifestação deve servir de guia para o Presidente Lula sobre a posição do povo brasileiro. “O povo brasileiro não aceita o governo golpista e a intervenção nos nossos países e se posiciona em defesa da nossa soberania”.

Repúdio unânime

O governo brasileiro, conforme nota oficial do Itamaraty divulgada nesta terça-feira (11), apoiou todas as resoluçoes da Organizaçao dos Estados Americanos (OEA), as declaraçoes do Mercosul, da Uniao das Naçoes Sul-americanas (Unasul) e do Grupo do Rio, “na perspectiva de um retorno pacífico e imediato do Presidente Zelaya”.

Desde que foi deposto por militares e enviado à Costa Rica em 28 de junho, Zelaya tem tentado retornar ao seu país. Embora o golpe tenha sido condenado por todo o continente e por organismos internacionais, o governo de fato liderado pelo presidente Roberto Micheletti não cedeu às pressoes crescentes para permitir o retorno de Zelaya. O atentado à democracia em Honduras recebeu o repúdio unânime de todas as naçoes do mundo.

(De Brasília, Márcia Xavier – Foto: Iberê Lopes)

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Ballet Nacional de Cuba com Giselle no Brasil

Publicado por Márcia Silva em 05/02/2009


(Prensa Latina)

O Ballet Nacional de Cuba (BNC) iniciará na próxima semana uma turnê pelo Brasil com atuações em nove cidades desse país sul-americano, entre elas Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador de Bahia. Encabeçada por sua diretora, prima-a bailarina absoluta Alicia Alonso, a companhia levará a cena um programa com Giselle no centro de suas apresentações, um dos emblemas de seu repertorio ao que Alonso imprimiu seu selo, sua original aproximação a uma personagem convertida em uma prolongamento de si mesma.

Uma Giselle que resume os postulados da escola cubana, sem trair a essência e os cânones do romantismo que lhe deu origem.

Baixo sua direção, em uma versão de sua autoria sobre a de Corrali e Perrot-com libreto de Theophile Gautier, Vernoy de Saint George e Corrali-, a obra será interpretada por primeiras figuras do BNC como Viengsay Valdés, Anette Delgado, Sadaise Arencibia, Bárbara García e Joel Carreño.

Também participarão Yanela García, Elier Bourzac e Ernesto Álvarez secundados por solistas e corpo de dance.

As primeiras atuações serão em Belo Horizonte, o 8 e 9 de maio, para seguir logo um itinerario que abarca o Rio de Janeiro, Recife, Salvador de Baía, Porto Alegre e Curitiba.

Também apresentarão um programa variado em Juiz de Fora, Caixas do Sul e Jaragua, com os ballets Nas sombras de um vals, coreografia de Alonso, os pas de deux do III ato de Dom Quixote e o II ato do lago dos cisnes; e Acentos, de Eduardo Blanco.

rl/ag/lcss

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