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Centro Brasileiro de Solidariedade aos povos e luta pela Paz

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Socorro: apesar da cortina de fumaça, os povos despertam e lutam

Publicado por Márcia Silva em 02/20/2010

do portal do cebrapaz

 
19/02/2010
Em pronunciamento proferido nesta quinta-feira (18), na Reunião do Secretariado do Conselho Mundial da Paz, a brasileira Socorro Gomes, presidente da entidade, alertou para o atual “quadro de agravamento dos problemas econômicos e sociais no mundo”, em um “momento em que se prenunciam novos conflitos”.Socorro, em contrapartida, assinalou que “os povos, apesar da cortina de fumaça cada vez mais densa, despertam e lutam. Do Oriente Médio à América Latina, da Europa, da África aos Estados Unidos, os povos estão em luta, o que consolida as nossas convicções de partidários da paz e lutadores por um mundo livre das guerras, e da opressão imperialista”.

Confira abaixo a íntegra do pronunciamento de Socorro:
Estimados companheiros e companheiras do Conselho da Paz do Nepal
Estimados companheiros e companheiras do Secretariado do Conselho Mundial da Paz

Em primeiro lugar, gostaria de expressar em nome do Conselho Mundial da Paz os agradecimentos ao Conselho da Paz do Nepal por organizar em seu país a reunião do Secretariado do Conselho Mundial da Paz, em tão boas condições. Os nossos agradecimentos se estendem ao povo do Nepal, hospitaleiro e acolhedor, e às instituições democráticas de seu país. Congratulamo-nos com as vitórias do povo nepalês e desejamos êxitos na construção da República democrática e na caminhada para o desenvolvimento e o progresso social.

Esta reunião se realiza num quadro de agravamento dos problemas econômicos e sociais no mundo e num momento em que se prenunciam novos conflitos.

Apesar da profusão de notícias e análises sobre o mundo já estar vivendo a fase dita “pós-crise”, nas últimas semanas eclodiu o que se pode chamar o segundo ciclo da crise global, desta vez em países da União Europeia que chegaram a uma situação falimentar relativamente à dívida pública e ao déficit fiscal. As duas maiores economias da União Europeia sofreram acentuada recessão em 2009. A economia da França encolheu 2,2% e a da Alemanha 5%. O ônus de tal crise recai sobre os trabalhadores e as camadas mais pobres da população, que sofrem de maneira mais direta e dramática as conseqüências das medidas governamentais, entre elas a redução dos salários, o desemprego, a precarização dos serviços públicos, o corte dos direitos trabalhistas e previdenciários. Saudamos as lutas dos trabalhadores que se mobilizaram nos últimos dias em greves e manifestações. Os dramas sociais da crise e as lutas que provocam são efeitos inevitáveis das políticas aplicadas pelas mesmas forças imperialistas que investem grandes recursos na militarização do planeta. Recentemente, o governo dos Estados Unidos anunciou um gasto militar para o ano em curso da ordem de 708 bilhões de dólares, numa situação em que o país apresenta um déficit fiscal de 1 trilhão e 500 bilhões de dólares, equivalente a mais de 10 por cento do Produto Interno Bruto.

Companheiras e companheiros,

É neste ambiente que mais uma vez a humanidade ouve o rufar dos tambores de guerra. Numa reafirmação do seu propósito de manter o monopólio sobre as armas nucleares e dominar a região do Golfo Pérsico e do Oriente Médio, os Estados Unidos elevaram o tom das ameaças ao Irã e iniciaram uma escalada militarista na região que pode redundar em conseqüências funestas para a paz mundial e a segurança internacional. Ao tempo em que adotam novas e mais brutais sanções contra o país persa, empreendem intensa campanha diplomática e política para que a ONU ou países de per si façam o mesmo no plano bilateral. No aspecto militar, o governo de Barack Obama anunciou a instalação de um sistema anti-mísseis em quatro países do Golfo Pérsico e reforçou o chamado patrulhamento da costa iraniana por navios também habilitados a interceptar mísseis através de dispositivos militares de dissuassão e cerco. Não restam dúvidas de que tais ações constituem uma das mais brutais investidas de caráter político-militar nos últimos 12 meses. As promessas de paz e cooperação vão ficando para trás e cedendo lugar ao aspecto principal da política externa estadunidense: ameaças, intervencionismo e agressão.

Isto se expressa claramente no Afeganistão. Transformado pela atual Administração norte-americana no principal cenário da chamada “guerra ao terrorismo”, o país encontra-se sob a ocupação de cerca de 150 mil soldados dos exércitos dos Estados Unidos e da Otan. O aumento dos efetivos militares e das despesas com a guerra de ocupação atestam que são falsos os anúncios de que estaria em curso a preparação da retirada. Mancomunadas com um governo fantoche no cometimento de crimes de genocídio contra a população civil, as tropas invasoras defrontam-se com uma resistência nacional e popular cada vez mais intensa que lhes inflige pesadas baixas. Tanto no Afeganistão como no Iraque, que também permanece sob ocupação militar e onde se desenvolve ampla e encarniçada resistência, é mais atual do que nunca a exigência das suas populações, com o apoio dos partidários da paz em todo o mundo, de retirada imediata e completa de todas as tropas invasoras. As duas guerras iniciadas na era Bush e ainda em curso sob a nova Administração, transformaram-se num pesadelo estratégico dos Estados Unidos.

Recentemente, novo foco de conflitos voltou a eclodir na região denominada Chifre da África sob o pretexto de “luta contra terrorismo” e de “extirpar as células terroristas que se abrigam e atuam no Iêmen e a partir desse país se irradiam a outros países e regiões do mundo”, como apregoam os propagandistas do imperialismo. Em dezembro do ano passado os Estados Unidos realizaram bombardeios no Iêmen, provocando a morte de grande número de civis. Agora vêm à luz notícias de que o programa militar e de segurança do Pentágono para o Iêmen foi aumentado de 4,6 milhões de dólares para 67 milhões de dólares no ano passado. O Iêmen foi “elevado” à categoria de “prioridade”, segundo declarou o assistente do presidente Obama para a Segurança Nacional . Observa-se uma intensificação da atividade militar ao longo de mais de três mil quilômetros por todo o Oceano Indico. Em agosto do ano passado a Otan lançou sua segunda operação naval nas costas da Somália sob a denominação de “Escudo do Oceano”, com a participação de navios da Grã Bretanha, Grécia, Itália, Turquia e Estados Unidos. A operação prossegue, sem prazo para terminar.

O fato é que a região do Oceano Indico vem ocupando um crescente papel nas estratégias globais do imperialismo norte-americano. O Pentágono utiliza o estado de insegurança na região, muitas vezes provocado pelas próprias ações das potências imperialistas e de regimes títeres, como pretextopara policiar e intervir nas águas do Oceano Indico. . Com dificuldades para aplicar o plano estratégico do grande Oriente Médio, o imperialismo estadunidense volta-se também para a região do Oceano Indico, onde está decidido a alavancar o seu poderio naval.

As atenções do imperialismo norte-americano voltam-se também para o continente africano. Empobrecida pelo colonialismo, saqueada em seus recursos naturais, abandonada à própria sorte, a África possui, entretanto, imensas riquezas naturais, inclusive petróleo e minérios os mais diversos. Num intento que claramente visa a ocupar posições estratégicas e lançar-se num empreendimento neocolonialista, o imperialismo estadunidense decidiu criar o Africom, o Comando Africano. Trata-se de instalar na África unidades do exército dos Estados Unidos, altamente equipadas, permanentemente estacionadas no continente a fim de garantir, se necessário através da força, os interesses dos Estados Unidos na região. Uma vez mais, o objetivo proclamado é o “combate ao terrorismo”. Não passa, porém, de mais um conjunto de bases militares no exterior e de uma força de intervenção.

Companheiras e companheiros,

Há pouco mais de um mês a humanidade comoveu-se com a tragédia do povo haitiano, acometido por um terremoto de inauditas proporções que ceifou as vidas de mais de 200 mil pessoas e provocou enormes prejuízos materiais, dizimando praticamente a infra-estrutura já precária de um país empobrecido pelo colonialismo, pela dominação imperialista estadunidense e a pilhagem de elites domésticas ditatoriais e corruptas mancomunadas e submissas à potência do norte. Enquanto em vários países e no próprio Haiti estendiam-se as manifestações de solidariedade, em menos de 24 horas depois do sismo, militares dos Estados Unidos assumiam controle do aeroporto de Porto Príncipe. E para que? Para garantir a salvação e o repatriamento de cidadãos estadunidenses em serviço no país. Assim agiram os militares norte-americanos em detrimento da chegada da ajuda em comida e medicamentos provenientes de vários países. O fato gerou protestos das Nações Unidas, do Brasil e da França.

Em poucos dias desembarcaram no Haiti 12 mil soldados e anuncia-se que outros tantos ainda serão enviados. Para o Haiti estão sendo deslocados também porta-aviões nuclear, submarinos e outras embarcações de guerra.

Na verdade, o imperialismo norte-americano aproveitou-se da tragédia haitiana para fazer o que não pôde ser feito em 2004. Naquela ocasião, depois de ajudar a depor o presidente Bertrand Aristide e integrar uma força de ocupação em conjunto com a França, os Estados Unidos, empantanados que estavam na guerra ao Iraque, aceitaram a proposta das Nações Unidas de criar uma Missão sob o comando do Brasil e composta principalmente por países latino-americanos para pacificar o país, dilacerado por uma guerra civil, e estabilizá-lo através da cooperação econômica internacional.

Os Estados Unidos consideram o Mar do Caribe como “Mare Nostrum”, o primeiro perímetro fora de suas fronteiras. Na verdade, pretendem que o Mar do Caribe seja uma extensão do seu território, um mar que faça parte das suas próprias águas territoriais. Ao ocupar militarmente o Haiti usando pretextos humanitários, uma vez mais os Estados Unidos menosprezam o direito internacional e atropelam a ONU.

A ocupação militar do Haiti não pode ser vista fora do contexto da política intervencionista para a região da América Latina e Caribe, cuja prioridade é o cerco a Cuba e à Revolução Bolivariana Venezuelana. Nesse mesmo contexto se inscrevem a criação da Quarta Frota, das bases militares na Colômbia, o acordo militar com o Panamá e a existência de mais de uma dezena de outras bases militares em países caribenhos e latino-americanos .

A toda essa escalada militarista e preparativos para o desencadeamento de guerras de agressão contra os povos e nações soberanas, soma-se uma ofensiva conservadora dentro da própria sociedade norte-americana. Chama a atenção a virulência dos ataques à democracia, ao progresso social, aos direitos civis, à igualdade social, à soberania das nações e à paz mundial observada durante a realização do congresso dos ultraconservadores dos Estados Unidos na denominada Festa do Chá (Tea Party), feita sob a bandeira da “contra-revolução” americana, como proclamaram os principais oradores. Tal fato não deve ser observado dentro da lógica binária nem da polarização eleitoral entre democratas e republicanos, mas desperta a preocupação dos partidários da paz, pois neles estão incubados os germens do fascismo à moda americana.

Companheiras e companheiros,

Dentro de três meses, entre os dias 3 e 28 de maio, realizar-se-á em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas, a 8ª Conferência para a Revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear, o TNP. Paralelamente, entre os dias 30 e 1º de maio, distintos movimentos organizam a Conferência “Desarmamento Agora”. Tendo como pilares a não proliferação, o desarmamento e o uso da energia nuclear para fins pacíficos, o TNP é na verdade um Tratado desigual, assimétrico, pois busca “congelar” a ordem internacional entre estados nuclearmente armados e estados não nucleares. Sua prioridade na não proliferação em detrimento do desarmamento consolida a existência de um seleto clube de potências nucleares. O CMP reafirma seu engajamento na luta pela eliminação das armas nucleares, a começar pelas grandes potências. O teor do Apelo de Estocolmo, lançado pelo CMP quando da sua fundação, permanece atual.

Companheiras e companheiros,

A ofensiva política do imperialismo e o desenvolvimento da tendência à militarização e a guerra atestam o grave momento que vive a humanidade, ameaçada em sua sobrevivência. São ameaças na vida cotidiana, relacionadas com políticas imperialistas que põem em perigo também a paz mundial, o equilíbrio ambiental, a segurança internacional, os direitos sociais, a democracia e a independência nacional.

O imperialismo norte-americano faz na atualidade um discurso hipócrita visando a confundir os povos e anestesiar as consciências, a fim de preservar intacto o seu sistema de dominação. Enquanto exibe uma fachada de democrata, multilateralista e cumpridor do direito internacional, pratica atos e protagoniza fatos que apontam no sentido contrário.

Os Estados Unidos fazem de tudo para semear a ilusão num “império benevolente”, uma potência imperial magnânima e democrática, construtiva, garantidora da estabilidade, da paz e da segurança de todos. Não uma potência dominante, mas uma fiadora do equilíbrio de poder, capaz de oferecer a segurança como um bem público a ser fruído por todos. Assim, embaralha as cartas, mistura as pedras do tabuleiro e faz com que se confundam agredidos e agressores, e apresenta sua política intervencionista como operações de salvação com conteúdo solidário e humanitário. Nada disso, porém, é novo na prática de política externa do Partido democrata. Com discurso multilateralista o ex-presidente Clinton seguiu a trilha do unilateralismo inaugurado pelo primeiro Bush no início da década de 90 do século passado. Elevou os gastos militares, expandiu a Otan, ignorou o Conselho de Segurança da ONU na operação “Desert Fox” em 1998 contra o Iraque e na guerra contra a ex-Iugoslávia em 1999.

Diante da falsidade do discurso do ocupante atual da Casa Branca e dos graves atentados à paz mundial, o CMP reafirma seu engajamento na luta pela paz e na solidariedade aos povos ameaçados e agredidos pelo imperialismo.

Os povos, apesar da cortina de fumaça cada vez mais densa, despertam e lutam. Do Oriente Médio à América Latina, da Europa, da África aos Estados Unidos, os povos estão em luta, o que consolida as nossas convicções de partidários da paz e lutadores por um mundo livre das guerras, e da opressão imperialista.

Muito obrigada!

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Estados Unidos já têm 13 bases militares em torno da Venezuela. Por Ignacio Ramonet

Publicado por Márcia Silva em 01/16/2010

do portal do CEBRAPAZ
A chegada de Hugo Chávez ao poder, na Venezuela, em 2 de fevereiro de 1999, coincidiu com um acontecimento militar traumático para os Estados Unidos: o fechamento de sua principal instalação militar na região, a base Howard, situada no Panamá (fechada em virtude dos Tratados Torrijos-Carter, de 1977).

Em troca, o Pentágono escolheu quatro localidades para controlar a região: Manta, no Equador; Comalapa, em El Salvador, e as ilhas de Aruba e Curazao (de soberania holandesa). A suas – por assim dizer -”tradicionais” missões de espionagem, acrescentou novas atribuições oficiais a estas bases (vigiar o narcotráfico e combater a imigração clandestina para os Estados Unidos) e outras tarefas encobertas: lutar contra os insurgentes colombianos; controlar os fluxos de petróleo e minerais, os recursos de água doce e a biodiversidade. Mas, desde o início, seus principais objetivos foram vigiar a Venezuela e desestabilizar a Revolução Bolivariana. Leia o resto deste post »

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Persiste clima de tensão entre Venezuela e Colômbia

Publicado por Márcia Silva em 12/24/2009

do site prensa latina

24 de diciembre de 2009, 07:12Caracas, 24 dez (Prensa Latina)

O clima de tensão entre Venezuela e Colômbia persiste hoje depois de quase cinco meses que Caracas decidiu congelar suas relações bilaterais com o país vizinho.

Neste contexto o ministro venezuelano de Interior e Justiça, Tareck El Aissami, informou ontem a captura do paramilitar neogranadino Oscar José Ospina, a quem a justiça de seu país busca por sua participação em pelo menos 300 assassinatos.

Por sua vez, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, denunciou no domingo passado a violação do espaço aéreo nacional por um avião não tripulado de uns dois ou três metros de comprimento que penetrou até Forte Mara (zona fronteiriça).

Essas aeronaves, explicou o líder, manejam-se por controle remoto, vão filmando tudo, inclusive, algumas atiram bombas e vão embora, essa é a tecnologia ianque (estadunidense) que agora está na Colômbia.

Chavez advertiu que tinha ordenado “tombar qualquer aviãozinho desses que apareça, porque não vamos permitir que violem o espaço aéreo”.

Em resposta às declarações de Chávez, o ministro de Defesa colombiano, Gabriel Silva, disse na última segunda-feira em tom de deboche que os soldados venezuelanos confundiram o trenó de Papai Noel com os aviões espiões.

A respeito, o vice-chanceler venezuelano, Francisco Arias, disse que as palavras de Silva vão contra os objetivos de normalização dos vínculos bilaterais que seu presidente Álvaro Uribe diz perseguir.

Durante uma visita a guarnições militares na fronteira com o vizinho país, Arias manifestou estar surpreso pelo fato de que Silva esteja fazendo declarações que correspondam ao Ministério de Relações Exteriores.

Há uns dias, precisou, a chancelaria venezuelana chamou os representantes da embaixada colombiana em Caracas para fazer-lhes entrega de um “protesto formal, bem sério e franco,” pelas expressões de Silva.

O governo venezuelano congelou suas relações econômicas no último dia 28 de julho com Bogotá por considerar uma ameaça de guerra para a região instalar sete novas bases militares estadunidenses em solo colombiano.

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CTB celebra Direitos Humanos e 5 anos do Cebrapaz em lançamento de campanha contra bases militares

Publicado por Márcia Silva em 12/11/2009

do portal da CTB

 A CTB participou nesta quinta-feira (10), em São Paulo, de um ato que celebrou os 61 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o aniversário de cinco anos do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Luta pela Paz) e o lançamento da campanha “América Latina é de Paz — Fora Bases Militares Estrangeiras”.

 Joaquim Pinheiro (MST), Socorro Gomes (Cebrapaz) e João Batista Lemos (CTB)

O ato, realizado na sede do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, contou com diversas entidades unidas na luta pela paz e deu o tom para uma série de atividades e protestos que serão realizados ao longo de 2010, a partir do Fórum Social Mundial, em janeiro, contra a instalação de bases militares estadunidenses em território latino-americano.

“Não podemos encerrar o ano sem protestar contra essa política. Esperamos que as iniciativas de hoje sejam uma caixa de ressonância que se espalhe por todo o continente”, afirmou Joaquim Pinheiro, coordenador internacional do MST, citando também o encontro realizado pela manhã, no Consulado da Colômbia, oportunidade em que diversas entidades entregaram um documento de denúncia da repressão sofrida pelos movimentos sociais colombianos.

Para João Batista Lemos, secretário internacional adjunto da CTB, também é papel dos trabalhadores de todo o continente difundir e defender a campanha de paz da América Latina. Recém chegado da Cumbre Sindical realizada em Montevidéu, no Uruguai, o dirigente sindical informou que a CTB relatou às outras centrais sindicais da região a importância de lutar também contra a instalação de bases estrangeiras no continente. “Se quisermos ver a América Latina livre da ingerência dos Estados Unidos, precisamos da força de todos os movimentos sociais da região nessa batalha”, afirmou.

Celebrações em todo o continente

Atos como o realizado em São Paulo, em celebração aos 61 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, também foram organizados em diversos países latino-americanos. Segundo Pinheiro, do MST, manifestantes em diferentes cidades da Argentina, do Uruguai, da Venezuela, do Peru, da Bolívia, da Guatemala, do Panamá e da Colômbia se somavam aos brasileiros na luta pela paz.

Socorro Gomes, presidente do Cebrapaz, disse que no Brasil as forças comprometidas pela paz não poderiam deixar passar tal data em aberto. Em rápida entrevista ao Portal da CTB, ela falou sobre o aniversário de cinco anos da entidade, da luta contra o imperialismo e de como os povos de todo o mundo têm conseguido se organizar cada vez mais em prol de nações soberanas. 

Portal CTB: Socorro, após cinco anos de lutas no Cebrapaz, o mundo é um lugar melhor ou pior para se viver?
O mundo é o lugar em que nós vivermos e felizmente há muitos avanços, muitas lutas, especialmente aqui na América Latina, onde diversos governos buscam construir uma integração solidária, de cunho antiimperialista. Esses governos têm dados muito interessantes, pois além de lutar contra a hegemonia dos Estados Unidos, também apresentam dados sociais muito interessantes.

Nesses cinco anos houve também uma condenação à política do maior criminoso das últimas décadas, George W. Bush, cujo legado pode ser comparado só ao de Hitler. Obama foi a resposta a isso, mas ocorre que ele, desde sua eleição, tem tido conversar muito boas, mas suas atitudes têm sido muito diferentes.

Por aí fica difícil entender seu prêmio de Nobel da Paz…
Sem dúvida, foi um acinte. Compreendemos que, para o imperialismo, a guerra é um instrumento de domínio. Assim, é preciso a luta pela paz, algo essencial no mundo de hoje.

Você acha que, em nível mundial, é possível ver entre os movimentos sociais um comprometimento maior e mais organização nessa luta pela paz?
O que eu vejo hoje é o povo de cada país tomando consciência, condenando as guerras que existem no mundo e a posição dos Estados Unidos. Há uma grande indignação, uma grande revolta em todo o mundo. O povo sabe que o imperialismo estadunidense é inimigo do progresso e da paz. Na América Latina isso é mais frequente, por todo o histórico da região: primeiro com as ditaduras, depois com o Consenso de Washington e o neoliberalismo. Nossos países foram destruídos, assim como a economia da região. Mas hoje temos nosso continente mostrando que o caminho a ser seguido é o da soberania e da integração solidaria.

Fernando Damasceno – Portal CTB

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Para Fidel bases na Colômbia são sete punhaladas na América Latina

Publicado por Márcia Silva em 09/20/2009

do portal cebrapaz

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Para Fidel bases na Colômbia são sete punhaladas na América Latina
Escrito por …
17/09/2009
O líder cubano Fidel Castro escreveu duas importantes Reflexões sobre o significado da instalação das bases militares dos Estados Unidos na Colômbia.
Sete punhais no coração da América        
Leio e torno a ler dados e artigos realizados por personalidadesinteligentes, conhecidas ou pouco conhecidas, que escrevem para diversos meiose extraem a informação de fontes que não questionadas  por ninguém.Os povos que habitam o planeta, em todas as partes, correm riscos econômicos,ambientais e bélicos, derivados da política dos Estados Unidos da América, masem nenhuma outra região da terra vem-se ameaçados por tão graves problemas comoseus vizinhos, os povos localizados neste continente ao Sul daquele país hegemônico. Leia o resto deste post »

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Secretariado do CMP repudia bases militares na Colômbia

Publicado por Márcia Silva em 09/11/2009

do portal do Cebrapazbases_eua_colombia

 
Escrito por …
11/09/2009
Veja a declaração emitida pelo Secretariado do Conselho Mundial da Paz (CMP), sobre a implantação de bases militares estadunidenses na Colômbia.

Declaração do CMP sobre a instalação de bases militares estrangeiras na Colômbia

O CMP rejeita veementemente os planos dos EstadosUnidos de instalar novas bases militares na Colômbia através da utilização das instalaçõesmilitares colombianas de Palanqero, Apiay, Malambo, Cartagena e Málaga.

Essas novas bases transformarão a Colômbia em um centro tático operacionalna América Latina. O acordo assinado entre os governos da Colômbia e dos EstadosUnidos por dez anos permitirá a implantação de 1.400 homens (civis emilitares), na Colômbia, elevando o país ao mais alto nível na lista de países nosquais os EUA operam militarmente.

O CMP enfatiza que essa evolução deve ser vistacomo o crescimento das atividades do Comando Sul (SOUTHCOM) dos EUA, queestá expandindo suas atividades militares sobre o continente com novas basesmilitares, que complementam outras atividades como a reativação da Quarta Frota.

O imperialismo estadunidense visa à criação de um”cinturão” em torno de alguns Estados na região da América do Suljunto com outras várias ações imperialistassubversivas, como observamos nos últimos anos na região, que constituem umaescalada contra os povos, a paz e a segurança em todo o continente.

O CMP condena as políticas de guerra do governo dos EUA, antigos enovos, para os povos da América Latina e manifesta a sua solidariedade para com todasas forças amantes da paz na região, especialmente na Colômbia, na sua lutacontra a dominação imperialista e interferências estrangeiras, pelo direito dospovos à determinação de seu futuro soberano e livre de qualquer presençamilitar e ameaça estrangeira.

Saudamos a campanha da Federação Mundial da JuventudeDemocrática (FMJD) para o Dia Continental de Ação contra as Bases Militares Estadunidensesna Colômbia, convocada para o dia 09 de setembro de 2009, e convocamos todos osmembros e amigos do CMP a participarem desta campanha.

Atenas, 7 de setembro de 2009.

O Secretariado do CMP

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Mais sete da Colômbia? As 865 bases militares dos EUA em 40 países

Publicado por Márcia Silva em 08/11/2009

do site adital

La Jornada *

tradução: ADITAL

Por Alfredo Jalife-Rahme

No contexto do neopinochetismo hipocritamente tolerado por Washington em Honduras, agora resulta que a projetada instalação de sete bases militares dos Estados Unidos na Colômbia, que provocou massivo repúdio na América Latina, constitui a atualização de um novo acordo de segurança mediante o arrendamento das bases existentes com a finalidade filantrópica de combater a narcoguerrilha fronteiriça, segundo uma engenhosa interpretação de Obama exposta para um grupo de jornalistas hispanos (Reuters, 07/08/09), em vésperas da desarticulada cúpula do ASPAN em Guadalajara, onde o México não tem nada que fazer nem diva ter participado desde sua calamitosa gênese.

Ninguém aprende com a cabeça alheia e EUA repete os mesmos erros da URSS, com uma tríade de consequências devastadoras: sobreextensão imperial, guerra perpétua e insolvência, que levam a um provável colapso similar ao da anterior União Soviética, na opinião de Chalmers Johnson (Dez medidas para liquidar as bases militares dos EUA; Asia Times, 04/08/09).

Chalmers Johnson, professor emérito da Universidade da Califórnia (San Diego) e profícuo autor de livros notáveis, evidencia o império global potencialmente ruinoso de bases militares, que cadencia a longa dependência no imperialismo e no militarismo dos EUA em suas relações com outros países, além de “seu inchado establishment militar”. Leia o resto deste post »

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