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Centro Brasileiro de Solidariedade aos povos e luta pela Paz

Posts com Tag ‘América Latina’

Movimentos fazem ato contra militarização na América Latina

Publicado por Márcia Silva em 08/24/2010

do portal vermelho

Movimentos feministas de diversos países realizaram nesta segunda-feira ( 23) atos como parte da jornada internacional em solidariedade às mulheres e povos que lutam contra a militarização das Américas. Em São Paulo, militantes da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), do Centro Brasileiro de Luta pela Paz (Cebrapaz) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) entregaram carta destinada ao presidente da Colômbia no consulado, e realizaram ato com panfletagem no centro da cidade.

Arquivo MMM

 

Após entrega da carta no consulado da Colômbia, manifestantes seguiram para panfletagem no centro de São Paulo

Desde o último dia 16, cerca de 2500 mulheres, camponeses, indígenas, jovens, negros, sindicalistas realizam na Colômbia o Encontro de Mulheres e Povos das Américas contra a militarização. Na segunda-feira (23), realizam uma vigília em Barrancabermeja. A MMM e os demais movimentos envolvidos no encontro convocaram para este dia manifestações em solidariedade a esta luta em todas as partes do mundo.

A Juan Manuel Santos 

No período da manhã, as entidades brasileiras protocolaram, no consulado da Colômbia em São Paulo, carta endereçada ao novo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. O documento denuncia que “os paramilitares atuam com total impunidade, amparados pela aberta omissão oficial e em conivência com os organismos de segurança do Estado”.

À tarde, a manifestação foi convocada pela MMM, Via Campesina, Cebrapaz e outros movimentos que compõem a Campanha América Latina, um Continente de Paz. O ato aconteceu na Praça Ramos, local histórico de mobilizações dos movimento sociais. O ato foi marcado por uma panfletagem na praça e falas de denuncia da presença de tropas militares estrangeiras na América Latina, além de solidariedade com as mulheres e povos que resistem a essa estratégia imperialista. Durante o ato, a Guarda Civil Metropolitana da cidade de São Paulo tentou interromper a manifestação sob a falsa justificativa que os militantes estariam depredando o espaço público, em mais uma demonstração autoritária da Prefeitura de Gilberto Kassab, que criminaliza a luta social.

Ato em Mossoró

Em Mossoró no Rio Grande do Norte, os movimentos sociais que compõem o Grito dos Excluídos também realizaram uma ação de solidariedade. Foi feito um debate sobre o contexto de militarização da América Latina, que há anos tem seu território invadido pelas forças armadas de países estrangeiros, principalmente, os Estados Unidos. É o caso de países como Colômbia, Panamá e Haiti. Em seguida, realizaram o lançamento do vídeo da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, realizada em março deste ano, em São Paulo. Um dos eixos temáticos da Ação intitula-se “Paz e Desmilitarização” e enfatiza os efeitos negativos da militarização sobre a vida das mulheres.

Sônia Coelho (MMM), na foto, e Rubens Diniz (Cebrapaz) falaram sobre a Campanha América Latina, um Continente de Paz, contra bases militares estrangeiras na América Latina

Militarização, uma estratégia imperialista

A militarização tem sido o principal instrumento dos EUA para dominar os povo. Em todo o mundo, os Estado Unidos possuem quase mil bases militares, e na América Latina é evidente o processo de ocupação que eles querem implantar. Sob a falsa justificativa de que o narcotráfico é um mal que destruirá o continente americano, os EUA tentam implantar sete bases militares em pontos estratégicos da Colômbia. “A América Latina é o continente do futuro, nossas riquezas naturais, podem garantir nossa autossuficiência e é por isso que os imperialistas estadunidenses querem ocupar a América Latina, mas os lutadores e lutadoras sociais da América não permitirão” disse Sônia Coelho, militante da MMM de São Paulo.

A Colômbia tem uma série de acordos com os EUA desde 1952. Em 2000, o Plano Colômbia marcou um conjunto de regras multilaterais para o controle do tráfico ilícito de substâncias entorpecentes. O pais é marcado por mais de 30 anos de conflitos armados, nos quais já morreram 40 mil pessoas. Com o pretexto de auxiliar no combate ao narcotráfico, centenas de tropas militares estadunidenses desembarcam cotidianamente no país, aumentando a situação de violência a qual a população colombiana é submetida, e ocultando os interesses econômicos por trás do conflito na Colômbia: a manutenção do controle dos recursos naturais, do território e do povo, além de desestabilizar os processos políticos de mudança no continente.

Da redação, Luana Bonone, com MMM e MST

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Aquí nadie se rindelLa historia se escribe en las calles

Publicado por Márcia Silva em 09/10/2009

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América Latina se arma para se defender do Império”

Publicado por Márcia Silva em 09/10/2009

do portal vermelho

 O grande teórico militar O grande teórico militar Karl von Clausewitz insistia que a guerra moderna é “a continuação da política por outros meios”. Com isso, o general prussiano postulava que a guerra é “um ato político” e, como tal, “se constitui em um ato de força que se leva a cabo para obrigar o adversário a acatar a nossa vontade”. Por Carlos Rivera Lugo*, no Rebelión

 A Nossa América enfrenta hoje um novo desafio geopolítico: responder às recentes ações protagonizadas pelo império estadunidense para ampliar a sua capacidade de mobilidade e ação militar ao sul do Rio Bravo.

 Desde a ativação no ano passado da Quarta Frota da Marinha de Guerra dos Estados Unidos – encubida de patrulhar os mares em torno da América do Sul -, até a expansão da presença militar dos EUA na Colômbia – mediante a entrega para seu controle de fato de sete bases que lhes proporcionarão uma plataforma ampla e poderosa de onde operar em função de seus interesses geoestratégicos na região -, entre outros fatos, Washington proclamou a sua verdadeira intenção imperial para a região, para além dos artifícios retóricos de seus governantes de turno.

 Unido aos dispositivos atuais de intervenção que integram sua rede de bases em outros países da região e à falta de resposta convincente ao golpe de Estado de Honduras, o governo dos Estados Unidos insiste em recuperar sua incontestável hegemonia histórica na Nossa América e, para isso, implementa uma estratégia de contenção e reversão das tendências significativas de mudança em direção a uma maior independência política e econômica. Leia o resto deste post »

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Zelaya chegará amanhã no Brasil, com apoio de entidades e movimentos

Publicado por Márcia Silva em 08/11/2009

do site adital

Robson Braga *

Adital -

Entidades brasileiras se posicionaram hoje (11) favoráveis ao encontro entre o presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, previsto para amanhã (12), em Brasília. A informação sobre a chegada do presidente hondurenho foi confirmada, em nota, pelo Ministério de Relações Exteriores do governo brasileiro.

Em Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina, o Movimento “Honduras é Logo Ali” e o Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA), ligado à Universidade Federal de Santa Catarina, vão realizar um ato em apoio a Zelaya. Para o jornalista e historiador Celso Martins da Silveira Júnior – que integra as duas organizações -, os governos latino-americanos devem manter o repúdio ao golpe de Estado que depôs e expulsou Zelaya de Honduras em 28 de junho.

Em sua opinião, no entanto, tudo já foi feito em termos de pressão diplomática. “O Brasil tem um peso muito grande em termos de América Latina. Mas, em nível de pressão diplomática, acho que tudo já foi feito, não sei mais o que se pode fazer”, avaliou Celso.

O historiador também citou as pressões contra o golpe já impetradas pela OEA (Organização dos Estados Americanos); pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, que mediou um diálogo entre os governos provisório e deposto de Honduras, no mês passado; e dos Estados Unidos. Ontem, o presidente Barack Obama enfatizou o que já havia exigido: a restauração da ordem constitucional de Honduras.

Para Celso, “a única saída para Honduras é uma insurreição popular” e, em sua avaliação, esse é o caminho para o qual o país está se dirigindo. “As mobilizações populares [em Honduras] são um processo único, peculiar, de características próprias. Isso é que dá a grandeza, isso pode aprofundar a democracia na medida em que sejam ampliados os direitos”, ressaltou.

Ele considerou que esse “é um momento muito rico, exemplar”. “Há poetas, artistas, pintores, atores participando das manifestações em Honduras. Isso pode ser considerado um termômetro das mobilizações, quando essas categorias aderem. É um forte indicador da pressão popular”, opinou Celso.

O historiador complementou que “não há boa vontade dos golpistas de conciliação”. “Uma situação de radicalidade já tomou conta do país, o presidente Zelaya é odiado pelas classes dominantes, porque ele era um homem das estruturas de poder, mas se voltou para as demandas das classes mais pobres”, explicou.

O Movimento “Honduras é Logo Ali” foi composto por professores da UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina), por jornalistas e por outras categorias profissionais do Estado. A ideia é mostrar a proximidade política entre os países da América Latina.

Dirigente da CUT-Brasil apoia visita de Zelaya

O secretario de Relações Internacionais da CUT-Brasil (Central Única dos Trabalhadores do Brasil), João Felício, avaliou como “muito positiva” a visita do presidente hondurenho, Manuel Zelaya, ao país.

“O governo brasileiro está agindo corretamente: tem que cortar relações [com o governo provisório de Honduras] para forçá-lo a abrir mão da presidência. Qualquer tentativa de golpe precisa ser repudiada”, rechaçou Felício.

O dirigente considerou que o golpe de Estado contra Zelaya é “um novo jeito de implantar uma ditadura”. “Eles [governo provisório de Micheletti] têm o apoio da imprensa local, têm o apoio da justiça do país, e vão retirando os direitos da população”, posicionou-se.

Em sua opinião, todo movimento golpista deve ser repudiado “por todos aqueles que defendem a democracia”, em especial, na América Latina. “As ditaduras militares trouxeram um enorme prejuízo para a região, porque os movimentos sociais foram duramente perseguidos”, considerou.

* Jornalistas da Adital

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Honduras de pié! Miles marchan contra el golpe y por la Asamblea Nacional Constituyente

Publicado por Márcia Silva em 08/01/2009

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Nota de Solidariedade ao Povo de Honduras

Publicado por Márcia Silva em 06/29/2009

do site do CEBRAPAZ

golpe de Estado.Honduras2009

FOTO: Soldados fazem a guarda da base militar onde está o presidente de Honduras, que neste domingo foi detido e levado para instalações da Força Aérea.

O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz – Cebrapaz vem a público condenar veementemente o Golpe de Estado perpetrado contra o presidente constitucional de Honduras Manuel Zelaya, ao mesmo tempo que soma-se às forças democráticas e progressistas hondurenhas na luta pela restituição do presidente a suas funções.

O presidente Manuel Zelada rompeu com a tradicional aliança entre Honduras e os EUA, aproximando-se do bloco de governos de orientação progressista, que hoje formam maioria na região. O golpe é resultado do conluio das forças reacionárias de Honduras contra a mudança de rumo que vem acontecendo no país.

As forças reacionárias de Honduras com a realização deste golpe nos fazem lembrar do cinzento período das ditaduras militares em nosso continente. O Cebrapaz condena a perseguição e os  mandatos de prisão feitos contra lideranças dos movimentos sociais ao igual que o fechamento dos meios de comunicação que se opõem ao golpe.

Conclamamos as organizações regionais e internacionais com a União de Nações Sul-Americanas Unasul, Organização dos Estados  Americanos – OEA, Mercosul,ALBA, SICA e as Nações Unidas a se pronunciarem contra este nefasto acontecimento.

Ao tempo que apoiamos a realização da Greve Geral convocada pelas organizações sociais e exigimos o imediato e incondicional retorno do Presidente legitimamente eleito Manuel Zelaya a suas funções.

Para o Cebrapaz, defender hoje a democracia em Honduras é defender as mudanças políticas que vem acontecendo na América Latina.

Pelo imediato e incondicional retorno do Presidente Manuel Zelaya a suas funções!

Em defesa da paz e da soberania Nacional!

Toda a solidariedade ao povo hondurenho!

Cebrapaz – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz

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HONDURAS: EL PUEBLO EN LAS CALLES!

Publicado por Márcia Silva em 06/28/2009

do blog do velho comunista

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Sequestram em Honduras aos embaixadores de Cuba, Nicarágua e Venezuela

A chanceler de Honduras, Patricia Rodas, foi seqüestrada neste domingo pelos militares que deram um golpe de Estado contra o presidente Manuel Zelaya, nesta ação também foram capturados os embaixadores de Cuba, Venezuela e Nicarágua os quais após serem golpeados foram deixados em liberdade, situação que não ocorreu com Rodas que foi levada à força para a base aérea de Tegucigalpa.

O embaixador da Venezuela em Honduras Armando Laguna confirmou em contato telefônico com a teleSUR que foram seqüestrados e golpeados por integrantes das Forças Armadas as quais segundo relatou estavam encapuzados e armados.

O seqüestro desta chanceler junto com Mario Duarte de Cuba e Juan Carlos Fernández da Nicarágua, ocorreu quando estes diplomatas se encontravam na residência da chanceler Patricia Rodas para expressar sua solidariedade ante esta crise.

Detalhou que os militares com o uso da força embarcaram Rodas em um veículo para presumivelmente levá-la à sede da base aérea de Tegucigalpa. Os outros foram liberados, apos serem agredidos apesar de terem se identificado como diplomatas.

“Estão sendo agredidos pelos militares encapuzados, inclusive a chanceler Patricia Rodas”, havia denunciado previamente o representante da Venezuela ante a Organização dos Estados Americanos Roy Chaderton Matos, presente na reunião de urgência desde onde se conheceu a situação de seqüestro.

Ante a crítica situação de Honduras país vítima de um golpe de Estado, o presidente da OEA José Miguel Insulza decidiu abandonar o ciclo de reuniões, assim como autorização para viajar de imediato a Honduras.

Manuel Zelaya que confirmou estar na Costa Rica, declarou com exclusividade à teleSUR que não está pedindo asilo neste país. Disse que apesar do golpe de Estado perpetrado contra ele “meu mandato termina em 2010″.

“Enquanto não termine mi mandato eu sigo sendo o presidente eleito desde qualquer lugar do mundo (…) não podem manter um Estado de fato”, afirmou.

teleSUR/YR

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Miembros del ALBA instalarán VI Cumbre Extraordinaria

Publicado por Márcia Silva em 06/24/2009

do blog do Pedro Ayres

Alba en Maracay

El histórico Campo Carabobo, ubicado a 130 kilómetros de Caracas, servirá como escenario para la instalación este miércoles de la VI Cumbre Extraordinaria de la Alternativa Bolivariana para las Américas (ALBA), que en esta oportunidad celebra la adhesión de tres nuevos miembros, como un paso más hacia la integración y la cooperación Latinoamericana y Caribeña.

Para las deliberaciones, fue escogida la vecina ciudad de Maracay, al centro del país y 109 kilómetros de la capital venezolana, donde Ecuador, San Vicente y las Granadinas y Antigua y Barbuda se sumarán desde este miércoles a la agrupación que ya incluye a Bolivia, Cuba, Dominica, Honduras, Nicaragua y Venezuela.

Asimismo, la Cumbre contará con la presencia de Paraguay y Granada como observadores.

La iniciativa del ALBA se incluye en una serie de mecanismos de cooperación de nuevo tipo, más allá del comercio, entre los cuales se cuentan Petrocaribe, que en una cumbre este mes ratificó sus perspectivas de cooperación energética.

En opinión del presidente venezolano, Hugo Chávez, Petrocaribe y ALBA son mecanismos dinámicos que se complementan e integran como instrumentos de unidad y colaboración económica y social a nivel regional.

Una de las propuestas analizadas en la cumbre del pacto energético en San Cristóbal y Nieves fue la integración de ese mecanismo con el Banco del ALBA para darle mayor potencial económico a las iniciativas.

Más allá del comercio la propuesta del ALBA y Petrocaribe busca respaldar el desarrollo sustentable en la región con fuerte impulso a la producción de alimentos para garantizar la soberanía alimentaria, además de un marcado contenido social.
En opinión de Chávez, la ampliación de la agrupación a nueve miembros, muestra la fortaleza del que definió como “espacio de construcción del proyecto nuevo (…) aun cuando no es el único, el núcleo más dinámico” de la integración y la unidad regional.

Carabobo y su histórica batalla

La VI Cumbre Extraordinaria del ALBA, coincide con la celebración de un aniversario más de la batalla librada en 1821, que selló la independencia de Venezuela del yugo español.

Todo está dispuesto en el glorioso Campo de Carabobo para el desfile cívico-militar con el que se conmemorará el 188 aniversario de la Batalla de Carabobo y Día del Ejército, el cual tendrá este año un carácter integracionista por la novedosa participación de componentes militares de países hermanos.

En esta oportunidad desfilarán militares de Cuba, Honduras, Nicaragua y Bolivia, quienes acompañarán a los diferentes componentes de la Fuerza Armada Nacional Bolivariana en esta fiesta histórica y patriótica.

Este desfile contará con la participación de más de 250 vehículos blindados, 45 aeronaves, más de cinco mil 200 hombres pertenecientes a la Fuerzas Armadas, en un evento que se espera inicie a las 11 de la mañana locales (07:30 GMT).
Aquel domingo 24 de junio de1821 se enfrentaron, aproximadamente a las 12 del mediodía, 4 mil 79 realistas contra 6 mil 500 patriotas.
Apenas la mitad de los efectivos pudo participar en la batalla, que culminó en cuestión de una hora. La división de José Antonio Páez fue prácticamente la única que intervino, con sus llaneros y la Legión Británica.

El Libertador Simón Bolívar dirigió el ejército patriota y Miguel de La Torre el realista. Fue tan contundente la hazaña de Páez, que el Libertador lo ascendió a General en Jefe en el mismo campo de batalla.

La batalla de Carabobo aseguró la independencia de Venezuela, aunque hubo que esperar hasta el 24 de julio de 1823 para rubricarla definitivamente con la batalla naval del Lago de Maracaibo. El último reducto de los realistas, el castillo de Puerto Cabello, cayó bajo las armas de José Antonio Páez.

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CAOS HUMANITARIO COLOMBIA AGONIZA

Publicado por Márcia Silva em 04/30/2009

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Cúpula das Américas: AL e EUA, interesses antagônicos

Publicado por Márcia Silva em 04/21/2009

do portal Vermelho

Entre o espetáculo em torno do que é cosmético, produzido pela colossal máquina de ilusionismo da mídia imperialista sofregamente replicada pelas mídias locais latinoamericanas e a dura realidade, é preciso dizer com simplicidade e clareza: nada mais antagônico do que os interesses dos países e povos latino-americanos, incluindo os governos progressistas em muitos países da região, e os do imperialismo estadunidense.

Por José Reinaldo Carvalho*

Estamos vivendo tempos realmente novos na América Latina e no mundo. A onda democrática-popular e independentista que percorre a região, a crise profunda do sistema capitalista com epicentro nos Estados Unidos, as derrotas sofridas pelo imperialismo norte-americano na tentativa de impor manu militari o seu projeto de domínio sobre o Oriente Médio, o desgaste da imagem dos Estados Unidos em todo o mundo provocado pelos desmandos e tropelias do governo Bush, que despertou um inaudito movimento anti-americano, no sentido antiimperialista do termo, fazem com que o stablishment dos EUA dê início a uma mudança de tática visando a recompor-se das derrotas, com o objetivo final de assegurar os mesmos planos de sempre de dominação mundial.

Faz parte da nova tática a afirmação do novo presidente dos Estados Unidos como um líder mundial portador de idéias renovadoras e protagonista de práticas há muito tempo sepultadas seja pelo Departamento de Estado, seja pela própria diplomacia presidencial, como homem do diálogo, do multilateralismo, do respeito ao direito internacional e disposto à cooperação e às parcerias.

Não há como negar que Barak Obama é um político diferenciado no quadro estadunidense e que seu perfil se distingue, sobretudo quando se o compara com os últimos presidentes dos Estados Unidos – Reagan, Bush pai e filho e o democrata Clinton. Seu discurso e seus gestos sinalizam uma postura distinta em face dos grandes temas internacionais e que pelo menos na formulação, nas iniciativas e nos métodos faz esforços para se diferençar da Doutrina Bush, muito embora os elementos essenciais dessa doutrina ainda não tenham sido tocados, pois são ligados menos às conjunturas do que aos interesses permanentes da superpotência.

A cúpula das Américas, realizada no último final de semana em Trinidad e Tobago, foi exaustivamente usada para firmar a nova imagem dos Estados Unidos perante a região. De concreto a reunião resultou muito pouco. O documento final não ganhou a unanimidade, rechaçado que foi pelos países integrantes da Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas). Sem abordar com frontalidade a injustiça flagrante que é a exclusão de Cuba, sem sequer mencionar o criminoso bloqueio imposto à revolucionária Ilha e ao passar por cima da gravidade e do caráter da crise do capitalismo, perde-se em generalidades sobre prosperidade e novas abordagens para a questão energética.

Quando se tratou de anunciar uma ajuda financeira como sinal de cooperação, os Estados Unidos foram bem menos generosos do que tem sido com os bancos: o valor da tal ajuda corresponde a 0,028% da que foi concedida a estes. Os sorrisos, as fotos, os apertos de mão, as trocas de gentilezas, afagos e demonstrações de simpatia emolduraram o anúncio da “nova era de cooperação”. Não faltaram exageros e demonstrações de servilismo por parte de alguns para com a superpotência e deslumbramento com o novo líder.

Para os povos da América Latina e do Caribe, o novo momento político é uma vitória de suas lutas históricas.O novo grito de independência, afirmação de democracia, soberania e direitos dos povos é que obriga os Estados Unidos a se apresentarem nesta cúpula com um discurso e gestos diferentes do que marcou a história das suas relações com a região ao longo do século 20 e nesta primeira década do século 21.Estas relações nunca foram cifradas por verdadeira cooperação, por parte dos Estados Unidos, mas por um brutal intervencionismo que cobrou rios de sangue aos povos desde o Rio Bravo à Terra do Fogo.

Os povos latinoamericanos e caribenhos seguirão seu caminho e prosseguirão a luta emancipadora, por transformações profundas na sociedade, por uma verdadeira e libertadora integração, pelo desenvolvimento independente, por uma América livre da dominação imperialista estadunidense. Sem cair em vãs ilusões, vão explorar à exaustão o novo momento, consolidar as vitórias alcançadas e abrir novos horizontes para as suas lutas.

A tarefa é gigantesca e mal começou, há dez anos, quando o presidente Hugo Chávez ganhou pela primeira vez as eleições presidenciais na Venezuela, abrindo caminho para a sucessão de vitórias democráticas, entre as quais a eleição e a reeleição de Lula no Brasil. Mas não é uma caminhada isenta de acidentes nem de retrocessos temporários.

A luta contra a Quarta Frota, instrumento de ameaça e intervenção, a vigilância em relação às manobras antidemocráticas das classes dominantes internas que sempre contam com o apoio de órgãos da inteligência norte-americana e a altivez em face dos julgamentos sobre o que é ou não democrático, fazem parte das tarefas dos movimentos sociais, dos partidos de esquerda e dos governos progressistas da região neste novo momento político.

A luta contra o bloqueio a Cuba é uma dessas tarefas. Obama se antecipou com habilidade e restaurou uma situação anteriormente vigente quanto às viagens e remessas de dólares por parte de residentes nos Estados Unidos a seus familiares cubanos. O bloqueio é odioso, injusto, iníquo. Por isso é uma vitória do povo cubano que a luta pelo seu fim tenha entrado como agenda não escrita na cúpula das Américas.

É positivo que Obama tenha feito uma flexão, mas não é tolerável que pretenda estabelecer condicionamentos. O fim do bloqueio sem que Cuba mude o regime que seu povo escolheu através da Revolução e sem abrir mão dos seus princípios, da sua soberania e da sua autodeterminação será uma vitória que mais dia, menos dia se incorporará às atuais conquistas dos povos latinoamericanos e caribenhos.

*José Reinaldo Carvalho é jornalista, Secretário de Relações Internacionais do Partido Comunista do Brasil e diretor do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz).

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