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Contra a Ingerência
Publicado por Márcia Silva em 04/12/2011
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Imagens de um massacre no reino do Bahrein
Publicado por Márcia Silva em 02/19/2011
Para ler sobre Bahrein click AQUI

A violenta repressão militar aos protestos no reino do Golfo Pérsico deixou dezenas de mortos na capital. A insatisfação chegou aos reinos petroleiros e absolutistas, mas a resposta foi contundente. O exército de Bahrein tomou as ruas e abriu fogo com armas de guerra contra os manifestantes pacíficos. Os sheiks da região fizeram acordo para endurecer suas políticas contra os protestos. Há muita coisa em jogo aqui. Esta é a primeira insurreição séria nos ricos estados do Golfo, mais perigosa para os sauditas que os islamistas que tomaram o centro de Meca há mais de 30 anos. O artigo é de Robert Fisk.
Robert Fisk
“Massacre, é um massacre”, gritavam os médicos. Três mortos. Quatro mortos. Um homem passou pela minha frente em uma maca na sala de emergências, com o sangue escorrendo no piso, resultado de um ferimento de bala na perna. A poucos metros dali, seis enfermeiros lutavam pela vida de um homem pálido, barbudo, com sangue saindo do peito. “Tenho que leva-lo para a sala de cirurgia agora”, gritava um médico. “Não há tempo, ele está morrendo!”
Outros estavam ainda mais perto da morte. Um pobre jovem – 18, 19 anos, talvez – tinha um terrível ferimento na cabeça, um buraco de bala na perna e sangue no peito. O médico ao seu lado voltou-se para mim, com as lágrimas caindo sobre o avental manchado de sangue. “Tem fragmentos de bala no cérebro e não consegui tirar os pedaços, os ossos do lado esquerdo do crânio estão totalmente destroçados. Suas artérias estão todas rompidas. Não posso ajudar”. O sangue caía como uma cascata no solo. Era doloroso, vergonhoso e indignante. As vítimas não estavam armadas, mas acompanhavam o cortejo voltando de um funeral. Muçulmanos xiitas mortos por seu próprio exército bahreini na tarde de sexta-feira.
Um maqueiro estava regressando junto com milhares de homens e mulheres do funeral em Daih de um dos manifestantes mortos na Praça Pearl nas primeiras horas do dia anterior. “Decidimos caminhar até o hospital porque sabíamos que havia uma manifestação. Alguns de nós levávamos ramos como presentes de paz que queríamos dar aos soldados perto da praça, e estávamos gritando ‘paz, paz’. Não foi uma provocação – nada contra o governo. Mas os soldados começaram a disparar. Um deles disparou uma metralhadora de cima de um veículo blindado. Havia policiais, mas eles se foram quando os soldados começaram a disparar. Mas, sabe, o povo em Bahrein mudou. Não queriam sair correndo. Decidiram enfrentar as balas com seus corpos”.
A manifestação no hospital havia atraído milhares de manifestantes xiitas – incluindo centenas de médicos e enfermeiras de toda Manama, ainda com seus aventais brancos, que exigiam a renúncia do ministro da Saúde de Bahrein, Faisal Mohamed al Homor, por não permitir que as ambulâncias buscassem os mortos e feridos do ataque da polícia contra os manifestantes da Praça Pearl.
Mas sua fúria se tornou quase histeria ontem, quando trouxeram os primeiros feridos. Até cem médicos se aglomeraram nas salas de emergência, gritando e maldizendo o rei e o governo enquanto os paramédicos lutavam para empurrar as macas carregadas com as últimas vítimas através da multidão que gritava. Um homem tinha um grande curativo no peito, mas o sangue já estava manchando seu torso, pingando da maca. “Ele tem balas em seu peito e agora há ar e sangue em seus pulmões”, me disse a enfermeira ao seu lado. “Creio que o perdemos”. Assim chegou ao centro médico de Sulmaniya a ira do exército de Bahrein e, imagino, a ira da família Al Khalifa, incluindo rei.
O pessoal sentia que eles também eram vítimas. E tinham razão. Cinco ambulâncias enviadas para a rua – as vítimas de sexta-feira receberam os disparos em frente a uma estação de bombeiros, perto da Praça Pearl -, mas foram detidas pelo exército. Momentos mais tarde, o hospital descobriu que todos seus celulares estavam fora do ar. Dentro do hospital havia um médico, Sadeq al Aberi, ferido pela polícia quando foi ajudar os feridos na manhã de quinta.
Os rumores corriam como um rastilho de pólvora em Bahrein e o pessoal médico insistia em que até 60 cadáveres tinha sido retirados da Praça Pearl na quinta pela manhã e que a multidão viu a polícia carregar corpos em três caminhões refrigerados. Um homem me mostrou uma foto em seu celular na qual podia-se ver claramente os três caminhões estacionados atrás de vários veículos blindados do exército. Segundo outros manifestantes, os veículos, que tinham placas da Arábia Saudita, foram vistos mais tarde na estrada para aquele país. É fácil descartar essas histórias macabras, mas encontrei um homem – outro enfermeiro no hospital que trabalha para as Nações Unidas – que me disse que um colega estadunidense chamado “Jarrod” tinha filmado os corpos quando estavam sendo carregados nos caminhões, mas foi preso pela polícia e não foi mais visto.
Por que a família real do Bahrein permitiu que seus soldados abrissem fogo contra manifestantes pacíficos? Atacar civis com armas de fogo a menos de 24 horas das mortes anteriores parece um ato de loucura. Mas a pesada mão da Arábia Saudita pode não estar muito longe. Os sauditas temem que as manifestações em Manama e nas cidades do Bahrein acendam focos igualmente provocadores no leste de seu reino, onde uma significativa minoria xiita vive ao redor de Dhahran e outras cidades perto da fronteira com o Kuwait. Seu desejo de ver os xiitas de Bahrein sufocados tão rápido seja possível ficou claro quinta-feira, na cúpula do Golfo, com todos os sheiks e príncipes concordando que não deveria haver uma revolução ao estilo egípcio em um reino com uma maioria xiita de cerca de 70% e uma pequena minoria sunita que inclui a família real.
No entanto, a revolução do Egito está na boca de todos em Bahrein. Fora do hospital, estavam gritando: “O povo quer derrubar o ministro”, uma ligeira variação dos cantos dos egípcios que se libertaram de Mubarak, “O povo quer derrubar o governo”. E muitos na multidão disseram – como disseram os egípcios – que tinham perdido o medo das autoridades, da polícia e do exército.
A polícia e os soldados em relação aos quais agora expressam tamanho desgosto eram bastante visíveis ontem nas ruas de Manama, olhando com ressentimento desde seus veículos blindados azuis e tanques fabricados nos Estados Unidos. Parecia não haver armas britânicas à vista – ainda que estes sejam os primeiros dias de protesto e tenham aparecido blindados feitos na Rússia ao lado dos tanques M-60. No passado, as pequenas revoltas xiitas eram cruelmente reprimidas no Bahrein com a ajuda de um torturador jordaniano e um alto funcionário da inteligência, um ex-oficial da Divisão Especial Britânica.
Há muita coisa em jogo aqui. Esta é a primeira insurreição séria nos ricos estados do Golfo, mais perigosa para os sauditas que os islamistas que tomaram o centro de Meca há mais de 30 anos. A família de Al Khalifa sabe que os próximos dias serão muito perigosos para ela. Uma fonte confiável me disse que na quarta-feira à noite um membro da família Al Khalifa – que seria o príncipe herdeiro – manteve uma série de conversações telefônicas com um proeminente clérigo xiita, o líder do partido Wifaq, Ali Salman, que estava acampando na Praça Pearl. O príncipe aparentemente ofereceu uma série de reformas e mudanças no governo que ele pensou que o clérigo tinha aprovado. Mas os manifestantes permaneceram na praça. Exigiam a dissolução do Parlamento. E logo veio a polícia.
Nas primeiras horas da tarde, cerca de 3 mil pessoas se concentraram em apoio à família real e muitas bandeiras nacionais apareceram nas janelas de automóveis. Esta pode ser a capa da imprensa bahreini neste sábado, mas não terminará com o levante xiita. E o caos da noite no maior hospital de Manama – o sangue escorrendo dos feridos, os gritos pedindo ajuda nas macas, os médicos que nunca tinham visto tantos feridos à bala; um deles simplesmente sacudiu a cabeça incrédulo quando uma mulher teve um ataque ao lado de um homem empapado em sangue – somente irritou ainda mais os xiitas desta nação.
Um médico que disse se chamar Hussein me deteve quando saía da sala de emergência porque queria me explicar sua revolta. “Os israelenses fazem esse tipo de coisa com os palestinos, mas aqui são árabes disparando contra árabes”, bradou em meio à gritaria. “Este é o governo bahreiní fazendo isso com seu próprio povo. Estive no Egito há duas semanas, trabalhando no hospital Qasr el Aini, mas as coisas aqui estão muito pior”.
(*) Publicado originalmente no The Independent (Inglaterra), Especial para Página/12 (Argentina).
Tradução: Katarina Peixoto
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Aminetou Haidar na sede do MDM
Publicado por Márcia Silva em 11/12/2010
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Cuba y Venezuela renuevan convenios de cooperación integral hasta el 2020.
Publicado por Márcia Silva em 11/09/2010
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Contra a cimeira da NATO em Portugal
Publicado por Márcia Silva em 10/22/2010
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Inácio acompanhará debate sobre armas nucleares na reunião da ONU
Publicado por Márcia Silva em 05/21/2010
do portal vermelho
O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) vai representar o Senado Federal Brasileiro na Conferência Internacional sobre o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (NPT). A reunião acontece na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, na próxima segunda e terça-feira (24 e 25), presidido pelo Secretário-Geral da entidade, Ban Ki-moon.
MRE
Socorro Gomes e Inácio Arruda no convite ao ministro Celso Amorim para participar do debate no Senado.
Ele foi escolhido como delegado da missão oficial, como único representante da Casa, porque levantou a discussão do tema no âmbito do Senado. Inácio Arruda, que é membro da Comissão de Relações Exteriores, foi autor do requerimento para a realização do seminário “A Revisão do Tratado sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares”, ocorrido no mês passado, no Senado. O seminário foi realizado em parceria com o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) e outras entidades.
Os 189 Estados que fazem parte da Conferência se reúnem a cada cinco anos para reavaliar e verificar a implementação do Tratado nos últimos anos. O TNP é o acordo internacional mais importante da área, cujo objetivo é impedir a proliferação das armas e da tecnologia nucleares, promover a cooperação para o uso pacífico desta energia e alcançar o desarmamento nuclear e o desarmamento em geral. O TNP é também o único tratado multilateral com compromisso vinculativo de desarmamento nuclear pelos Estados detentores de armas nucleares.
No seminário preparatório ocorrido no Senado, houve consenso de que o Brasil deve investir em seu programa nuclear e não assinar o protocolo adicional ao TNP que dá mais poderes a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em suas inspeções a atividades nucleares.
O senador Inácio Arruda, que coordenou os trabalhos do seminário, afirmou, na ocasião, que a produção cientifica e tecnológica na área nuclear no nosso país e no mundo representa conquistas e problemas advindos dessas conquistas, porque surgem para o povo e a opinião publica mundial como adverso com o exemplo da guerra mundial, no entanto a ciência mostrou a capacidade de usufruir da aplicação desses materiais em vários setores, entre eles o da saúde.
De Nova Iorque, o senador Inácio Arruda segue para Havana, em Cuba, onde participa do Seminário Internacional Del Parlatino. O encontro que acontece nos dias 27 e 28 de maio, tem como tema “Os novos desafios da aliança bolivariana para os povos americanos”, organizado pela Comissão de Assuntos Políticos, Municipais e da Integração. Participa também do seminário del Parlatino, o deputado federal Chico Lopes, também do PCdoB-CE.
Campanha pela paz
A Não-Proliferação de Armas Nucleares é também tema da campanha lançada no início do ano pelo Cebrapaz . A campanha “América Latina e Caribe, uma região de paz”, pela erradicação de bases militares estrangeiras no continente, desenvolvida em conjunto com diversas entidades dos movimentos sociais, foi iniciada após o debate “A presença militar dos Estados Unidos na América Latina”, durante o Fórum Social Mundial em Porto Alegre (RS), ocorrida em janeiro deste ano.
Na abertura do debate, a presidente do Cebrapaz, Socorro Gomes, lembrou que a América Latina está em disputa, mas que, “embora o poder do imperialismo seja imenso, também nós acumulamos vitórias”, e citou como exemplos a resistência de meio século de Cuba contra as tentativas dos Estados Unidos de derrubar o regime socialista ainda em vigor naquele país; e a capacidade do movimento popular brasileiro de ter revertido a concessão de território em Alcântara, no Maranhão, para a instalação de base militar norte-americana.
Socorro Gomes conclamou a todos e todas a tornarem a campanha “um movimento político forte e intransponível pelas forças imperialistas”. O encaminhamento final foi que a campanha contra as bases estrangeiras será promovida em todos os eventos que o Fórum Social Mundial realizar ao longo deste ano, em cerca de 30 países.
De Brasília
Márcia Xavier
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Paladinos da Paz…
Publicado por Márcia Silva em 04/16/2010
do jornal avante
Por Angelo Alves
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| As atenções da imprensa mundial estão centradas na cimeira em torno da questão nuclear promovida pela Administração Norte-Americana em Washington que se sucede à assinatura entre EUA e Federação Russa do novo acordo START. Da reunião de Washington – um conclave com convites dirigidos e que deixa de fora vários países – sairão sonantes proclamações, mas até os mais insuspeitos «analistas» apontam para uma «agenda restrita» e conclusões «não vinculativas». O principal mote da cimeira foi dado na véspera por Barack Obama: ir-se-á centrar no «facto de a maior ameaça à segurança dos Estados Unidos – a curto, médio e longo prazo – ser a possibilidade de uma organização terrorista vir a obter uma arma nuclear»(1). Mas as preocupações de Washington são outras e estão directamente relacionadas com o complexo processo de rearrumação de forças que está em curso no plano mundial. Como bem assinalado na Crónica Internacional deste número do «Avante!» os tempos próximos dirão qual o real alcance do tratado já assinado entre EUA e Federação Russa e quais as reais intenções da administração norte-americana nesta sua «ofensiva» diplomática. Se um real interesse na não proliferação e redução ou se um ajuste táctico visando a manutenção da sua avassaladora supremacia militar que pode passar pelo desenvolvimento de uma ainda mais forte escalada armamentista convencional, pelo desenvolvimento de mais sofisticadas armas e sistemas míssil ou mesmo pela militarização do cosmos. Entretanto, no meio de uma agenda mediática intensa que tenta mais uma vez apresentar Obama como o paladino da paz mundial, ficam submersos e são ocultados os acontecimentos e denúncias que revelam muito das intenções e práticas dos EUA e seus aliados. O ataque das tropas norte-americanas a um autocarro civil em Kandahar provocando cinco mortos e dezenas de feridos nas vésperas de uma nova matança nesta região do Afeganistão, o decreto militar israelita para a expulsão de dezenas de milhares de palestinianos da Cisjordânia e o recente vídeo de um massacre de civis e crianças no Iraque(2), trazido a público por duas das vítimas serem dois jornalistas da Reuters, são apenas três dos inúmeros exemplos de crimes daqueles que agora são apresentados como os paladinos da paz e da contenção. ___________________ (1) Jornal Público – 13 Abril 2010 (2) http://wikileaks.org/ |
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Samuel Pinheiro Guimarães: é ilógico dizer que os países desarmados ameaçam a paz
Publicado por Márcia Silva em 03/28/2010
do portal do Cebrapaz
| 23/03/2010 | |
| Ex-número 2 do Itamaraty e sucessor do ministro Mangabeira Unger na Secretaria de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães ataca “potências nucleares que não cumprem o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP)”, mas exigem de países desarmados, como Brasil e Irã, “o estrito respeito de suas obrigações”.A dois meses de duas grandes cúpulas sobre a questão nuclear, uma em Washington, outra em Nova York, um dos ideólogos da política externa do governo Luiz Inácio Lula da Silva questionou a decisão brasileira de aderir ao TNP, em 1998. Em entrevista neste domingo (21) ao jornal O Estado de S.Paulo, ele também afirmou que nem um compromisso dos poderosos em reduzir significativamente seus arsenais poderá fazer o Brasil assinar o chamado “protocolo adicional” do tratado.Guimarães coordena atualmente o esforço interministerial para conduzir o programa nuclear brasileiro. Tentando se esquivar de questões sobre política externa (“Não me ocupo mais disso”), o ministro deu sua opinião sobre a suposta “partidarização” do Itamaraty e negou acusações de envolvimento na crise hondurenha.
Por que o Brasil não assina o protocolo adicional do TNP? O presidente Barack Obama prometeu cortes drásticos nos arsenais americanos. EUA e Rússia estão prestes a concluir um acordo que substituirá o Start e terá reduções significativas, e nos próximos meses haverá duas cúpulas sobre o tema. Há sinais claros de desarmamento. Isso não pode mudar a posição brasileira? O sr. se refere a Israel? O sr. já escreveu que o “TNP é apresentado como uma vitória pacifista e progressista”, mas na verdade trata-se de “uma violência unilateral”. O sr. mantém essa visão? O país aderiu ao pacto sob o governo de FHC. Foi um erro? Mas o sr. não se arriscaria a dizer que foi um erro assinar o tratado. Existe, então, a possibilidade de o Brasil denunciar o tratado? O sr. disse que quem não cumpre o TNP não tem “autoridade moral” para exigir dos outros. O presidente Lula usou uma expressão semelhante para se referir ao caso iraniano, disse que as potências “não tem superioridade moral para cobrar o Irã”. Mas o caso do Irã é muito distinto do iraquiano. Hoje sabe-se, por exemplo, que iranianos esconderam uma usina nuclear por anos na cidade de Qom. O sr. realmente acredita que Teerã negocia de boa-fé? Em 2001, o então chanceler Celso Lafer o destituiu do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais do Itamaraty depois que o sr. veio a público criticar a Alca. Como o sr. vê, hoje, esse episódio? Ao olhar para trás, o sr. acredita que essa posição foi correta? Há muitos anos, um sociólogo brasileiro disse: “o Brasil não é mais um país subdesenvolvido, é um país injusto.” (A frase iniciava o plano de governo de FHC). Esse pensamento denota que podemos ter políticas econômicas de países desenvolvidos. Isso tem uma implicação horrível do ponto de vista de conhecimento da realidade. A política externa está excessivamente partidarizada? Como o sr. vê, por exemplo, o fato de o chanceler Celso Amorim ter se filiado ao PT? Há ex-funcionários que fazem forte oposição, como o embaixador Rubens Barbosa. O ex-chanceler mexicano Jorge Castañeda afirmou que foi o sr. quem arquitetou a volta do presidente deposto Manuel Zelaya a Honduras. E o sr. avalia que o retorno de Zelaya foi bom para Honduras? |
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| Atualizado em ( 23/03/2010 ) |
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O que outros países fariam com os “dissidentes cubanos”?
Publicado por Márcia Silva em 03/24/2010
Confira este vídeo, falando sobre a legislação de alguns dos países que criticaram Cuba em relação à prisão de pessoas que colaboram com potência estrangeira.
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Paraguai cancela acordo com EUA de instalação de tropas no país
Publicado por Márcia Silva em 09/21/2009
do portal do CEBRAPAZ
| Escrito por … | |
| 21/09/2009 | |
| O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, afirmou na última quinta-feira que seu país revogou os planos de realizar exercícios em conjunto com as tropas dos Estados Unidos, além de revogar também o desenvolvimento de ações e projetos conjuntos com os americanos.
O presidente do Paraguai, Fernando Lugo,afirmou na última quinta-feira que seu país revogou os planos de realizar exercíciosem conjunto com as tropas dos Estados Unidos, além de revogar também odesenvolvimento de ações e projetos conjuntos com os americanos.
Lugo afirmou, durante entrevista coletiva, que não pensa mais que acolhertropas americanas no país, tomando parte do programa Novos Horizontes doPentágono, seja algo que valha a pena. “Não é uma rejeição categórica.Simplesmente não achamos conveniente que o Comando Sul dos Estados Unidosesteja presente no Paraguai com 500 homens para esse tipo de exercícios”,afirmou o mandatário em uma entrevista coletiva à imprensa. A reviravolta no assunto acontece semanasdepois de Washington anunciar a instalação de bases em território colombiano. Na coletiva, Lugo explicou que as liderançasdo continente reunidas na Unasul (União de Nações Sul-americanas), em termos dedefesa, segurança e soberania, “apostam na integração regional em primeirolugar”. “Uma mobilização de 500 pessoas,militares e profissionais dentro do país não passa despercebida. Por isso,creio que não seja prudente nem conveniente a chegada de tropasnorte-americanas ao Paraguai”, argumentou Lugo. Segundo autoridades paraguaias, a decisão nãoafetará a agenda de negócios do país com os Estados Unidos. Nós temos uma agenda bilateral excelente comos Estados Unidos. Temos atualmente mais de 30 acordos com eles em diversaráreas, dos quais seis estão na área de cooperação militar”, disse Lugo. Da redação, com informações da al-Jazira Fonte: Portal Vermelho – www.vermelho.org.br |
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