CEBRAPAZ NÚCLEO RIO

Centro Brasileiro de Solidariedade aos povos e luta pela Paz

Arquivo da categoria ‘América Latina’

Batalha de Praia Girón: Cuba celebra 50 anos de socialismo

Publicado por Márcia Silva em 04/16/2011

DA TV VERMELHO

Em 16 de abril de 1961 a revolução cubana declara seu caráter socialista. A data marca momentos de grande tensão entre imperialistas dos EUA e vitoriosos revolucionários, como Fidel Castro, de 1º de janeiro de 1959. Já em 17 de abril americanos abrem fogo contra a ilha pela praia Girón, mas são fragorosamente derrotados em menos de 72 horas. Após 50 anos, a TV Vermelho busca o significado desta vitória e quais são os atuais desafios do socialismo cubano.

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Dia de Mobilização Mundial de Solidariedade à Venezuela

Publicado por Márcia Silva em 02/01/2011

Dia de Mobilização Mundial de Solidariedade à Venezuela

 

 02 de Fevereiro de 2011

18hs

Auditório do Instituto Cultural Brasil- Argentina

   Edifício Argentina,Praia de Botafogo, nº228, Botafogo, RJ

No ato será entregue o Manifesto Continental ao Consul no Rio de Janeiro, como forma de solidariedade ao povo venezuelano e que será levado a todas as representações diplomáticas no continente.

 Após a entrega, acontecerá a  projeção do Documentário “Al Sur de la Frontera” de Olivier Stone.

Envie sua adesao, com nome, e/ou entidade e cidade, para o correio eletronico 
solidariedadelatina@gmail.com
MANIFESTO DE APOIO AO PROCESSO BOLIVARIANO NA VENEZUELA
Brasil, 2 de fevereiro de 2011.Ao povo da Venezuela,Ao Governo do Presidente Hugo Chavez,Aos movimentos sociais da Venezuela.

Estimados companheiros e companheiras,

Há doze anos o povo venezuelano decidiu mudar o rumo da história de seu país, romper com a longa noite neoliberal e décadas  de exploração de uma oligarquia que selocupletava com os recursos do petroleo, sem nada beneficiar o povo.O povo venezuelano pagou o preço da pobreza e das desigualdades sociais.

No dia dois de fevereiro de 1999, resultado de muitas mobilizações populares e de um massacre em Caracas que custou a vida de milhares de cidadãos, finalmente tivemos uma eleição democratica e o presidente venezuelano Hugo Chávez assumiu a  Presidência da Venezuela com o compromisso de refundar o país por meio de um processo de transformação social baseado na participação popular e no resgate dopapel do Estado como gestor de políticas públicas em pró da maioria da população.

A partir de então, iniciou-se um programa que erradicou o analfabetismo, universalizou o sistema de  saude pública, garantiu acesso à universidade aos jovense iniciou a democratização da propriedade da terra no campo e na cidade.   Um novo projeto economico de desenvolvimento nacional passou a ser construido baseado nautilização dos recursos do petroleo para resolver os problemas fundamentais do povo,como: emprego, moradia, educação, saude,terra e acesso a energia.  

 E o governo assumiu a vocação  internacionalista do pensamento de Simon Bolívar e estimulou aintegração com outros países e povos da America Latina, contribuindo para processosregionais  como o projeto ALBA, entre outros. Seguindo as regras da democracia representativa, o presidente Chávez e seu projeto de governo realizaram nesse periodo 15 processos eleitorais, sendo vitoriosos em 14, e assumindo publicamente a autocritica da derrota de 2008, como uma lição popular. 

 Mesmo assim, as empresas transnacionais, as classes dominantes locais e  os interesses economicos e militares do império dos Estados unidos  não se conformamcom a perca do controle do petroleo Venezuelano e com a perca do poder politico.   

 Por isso,  durante esses anos todos, tem organizado uma campanha permanente, sistemática, para desqualificar o processo bolivariano, agredindo o povo venezuelanoe a seu presidente, como nunca aconteceu antes na historia do país.  usando todas as armadas possiveis, desde a tentativa de golpe de estado, sabotagens e mnaipluçaões mediáticas. E ainda ousam denunciar de que não há liberdade de imprensa naVenezuela.

Essas forças direitistas, que  mantiveram o continente latinoamericano a serviço dos interesses do capital dos Estados Unidos,como agora, perderam o poder politico em muitos países,  se articulam então atravé do controle que tem dos meios decomunicação.   E usam os meios de comunicação de massa, como sua arma permanente para  mentir, manipular e atacar.   Isso vem ocorrendo não só na Venezuela, mas tambem no Brasil, na Argentina e em todos os países da america latina. No ano de  bicentenário da Independência politica de vários paises da americalatina, reiteramos que apesar da campanha de ódio orquestrada a partir dos meios massivos de comunicação contra a Venezuela,nosso compromisso de realizar todos osesforços para construir  a verdadeira integração de nossos povos,  e apoiar  oexemplo do povo venezuelano, que inspirados em Simom Bolivar, General Abreu e Lima, Jose Martí,  Che Guevara,  e tantos outros,  nos acena para a necessidade de  nosunirmos na america latina, para juntos nos  ajudarmos a resolver os problemas fundamentais de nosso povo.

Por confiar no caráter popular e democrático da revolução bolivariana, por defender o direito soberano do povo venezuelano e de todos os povos do mundo a decidir seudestino, sem ingerencia do capital e das forças do império, por considerar defundamental importância o processo de integração regional que vem sendo impulsado na america latina nos ultimos dez anos,  e que se concretiza, atraves da Unasul,  do CELAEC  e  de um projeto de integração popular  da ALBA,  saímos a público à manifestar nossa solidariedade com o povo venezuelano, ao seu governo e ao projeto de mudanças sociais em curso naquele país.

Defendemos que haja um processo de democratização de todos os meios de comunicaçãode massa em todos nossos paises, para livrar nossos povos, da manipulação  e do seu uso, apenas em defesa dos interesses da burguesia e das empresas que querem controlar  nossa economia e nossas riquezas.

Os povos da America Latina  precisam caminhar com suas proprias pernas,  trilhandoum mesmo caminho, de soberania politica, economica, de controle de seus recursos naturais, para construir sociedades  justas, democráticas e igualitárias.

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Lutar pela paz e denunciar os crimes de guerra do imperialismo

Publicado por Márcia Silva em 01/25/2011

do portal vermelho

A solidariedade internacional e a luta dos povos contra o avanço das forças imperialistas são os temas da entrevista da presidente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) e do Conselho Mundial da Paz (CMP), Socorro Gomes, ao Vermelho.

Socorro destacou, entre o conjunto de atividades realizados em 2010 por ambas as entidades, a atuação pelo desarmamento nuclear e a campanha pela retirada das bases militares dos EUA de territórios espalhados pelos cinco continentes.

Ela falou ainda da atuação do governo brasileiro na busca da paz e no processo de integração da América Latina. E da importância do fortalecimento do diálogo e da defesa da soberania de cada povo no processo de construção da paz.

Vermelho: O que você ressaltaria do conjunto de atividades realizadas pelo Cebrapaz em 2010?
Socorro Gomes: Além de encaminhar diversas lutas contra a militarização e as guerras, nós lançamos no mês de janeiro, no Fórum Social Mundial — em articulação com organizações de luta pela paz de todo o continente americano —, a campanha contra as bases militares no continente. Ao longo do ano, foram realizadas atividades na Colômbia, Argentina e Cuba contra as bases militares. Entendemos como fundamental o lançamento dessa campanha porque a questão das bases militares está ligada a um projeto maior do imperialismo.

O mundo tem hoje cerca de 800 bases militares dos EUA espalhadas em todos os continentes. Isso faz parte de um objetivo central do imperialismo estadunidense: o controle de todos os continentes, especialmente de países com recursos naturais ou que não se submetem à política deles. Essas bases são uma ameaça real e concreta. Do ponto de vista da ameaça bélica, o imperialismo controla os mares e oceanos (através das frotas navais), os continentes (com as bases militares) e o espaço aéreo (através de mísseis, escudos e satélites).

Na luta pela paz, é fundamental denunciar a máquina de guerra, seus crimes e responsáveis. Apenas na América Latina, desde a Segunda Guerra, são centenas de milhares de pessoas assassinadas por influência direta de golpes promovidos e coordenados pelos Estados Unidos, são quase 900 mil vítimas.

Também promovemos campanhas de solidariedade aos povos do mundo que estão em luta pelos seus direitos, soberania, defesa de seus territórios e contra as agressões imperialistas.

Vermelho: E em relação ao Conselho Mundial da Paz, quais foram as principais atividades do ano passado?
SG: Em 2010 participamos da campanha contra a Otan – que é um grande aparato de destruição e de guerra comandado pelos EUA. Participamos de conferências e manifestações de rua denunciando o que representa a Otan e exigindo seu desmantelamento imediato. Estivemos presentes em atividades em Estrasburgo e Lisboa, por motivo da realização na capital portuguesa da Cúpula da Otan, quando o Conselho Português Pela Paz e a Cooperação, com o apoio co Conselho Mundial da Paz, realizou um seminário e uma grande manifestação. Foi uma jornada de luta em que denunciamos a Otan como um instrumento do imperialismo que cometeu inúmeros crimes contra a humanidade.

Outra campanha do Conselho Mundial da Paz — e de que o Cebrapaz participou com muita força — foi pela destruição das armas nucleares. Essa é uma luta histórica do CMP porque as armas nucleares colocam em risco a própria existência da espécie humana. Realizamos no Senado brasileiro uma conferência sobre o Tratado de Não Proliferação Nuclear. Também realizamos em Nova Iorque passeatas e conferências sobre esse tema. Um dos pontos fundamentais do Conselho Mundial da Paz, desde o seu nascimento, é a luta contra as armas nucleares e de destruição em massa.

Para nós essa luta continua essencial. Ela denuncia a hipocrisia e a falácia dos EUA — que foi o único país que atacou e destruiu duas cidades com bombas nucleares e continua impune. Ao mesmo tempo os EUA tentam impedir que outros países utilizem a tecnologia nuclear para fins pacíficos.

Sabemos que a questão da paz é garantida com a soberania, com a auto determinação e um outro sistema de relações internacionais justo, mas temos que buscar desmantelar esse poder bélico porque vivemos sempre sujeitos a uma tragédia, seja na Península Coreana, no Oriente Médio ou no Irã.

Vermelho: O agravamento da crise econômica dos EUA pode acentuar ainda mais as investidas imperialistas ao redor do mundo?
SG: Penso que à medida que eles estão em crise e têm que realizar os seus lucros — que é a lógica do capital —, mais avançam contra os direitos dos trabalhadores. O imperialismo e as grandes potências avançam contra os países impondo medidas extremamente duras e fascistas — principalmente na perseguição aos imigrantes. Podemos ver aí a hipocrisia do sistema que fala de liberdade total, mas é uma liberdade que existe para impor sua própria vontade.

Nesse quadro, o risco de agressões contra as nações tem que ser encarado como uma ameaça de fato. Se o imperialismo está armado até os dentes, se está espalhado por mar, terra e ar, e tem essa política de ataque aos direitos dos povos, temos que encarar como um risco.

Vermelho: Como você vê a conjuntura internacional neste começo de ano?
SG: Quando o povo americano votou em Obama apostou na paralisação desta política de guerra — que leva os EUA a um isolamento, por semear o medo e o terror entre povos e nações. Obama foi essa tentativa, mas ele continua — apesar de um discurso mais suave — com as mesmas medidas de Bush. Do ponto de vista da ameaça aos povos e da atitude dos Estados Unidos de ataque à democracia e aos direitos dos países, Obama continua e aprofunda a mesma política.

O que temos este ano é a continuidade da intimidação ao Irã, várias escaramuças e ameaças contra a Coreia do Norte e o cerco da África pelo Africom [Comando Africano dos Estados Unidos] que tem o objetivo de controlar o continente, que é riquíssimo. No nosso continente as medidas também continuam. Cuba permanece sob bloqueio e os cinco patriotas cubanos continuam presos.

Por outro lado, há um avanço significativo em vitórias importantes, e nesse sentido o Brasil joga um papel destacado. Nós, do Cebrapaz, encaramos com alegria a eleição da presidente Dilma Rousseff, porque é a continuidade de um projeto de independência e de integração. Observamos a Venezuela, o Equador e a Bolívia darem grandes saltos. A Venezuela conseguiu combater as desigualdades e hoje está em primeiro lugar na América Latina nesse aspecto, o combate à pobreza foi um dos mais significativos avanços — fruto de um governo que utilizou os recursos naturais para garantir a melhoria de vida do seu povo. O Cebrapaz manifesta de maneira militante a solidariedade aos povos que estão nessa luta.

Vermelho: Diante dessas perspectivas de avanço, principalmente na América Latina, como se dão as reações imperialistas?
SG: As reações buscam sempre desestabilizar esses governos progressistas. A oposição oligárquica, que é muitas vezes ligada ao passado ditatorial e neocolonial, busca o retrocesso, pois sem democracia é mais fácil explorar e dominar o povo.

Vermelho: O que você destacaria da resistência latino-americana contra as forças imperialistas?
SG: No continente americano, as bases militares e a 4ª Frota da Marinha de Guerra dos EUA estão se intensificando com o acordo assinado pelo ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, para a instalação de mais bases militares. O objetivo dessas bases é cercar a região e fazê-la servir aos EUA. Busca-se cercar países como a Venezuela, a Bolívia e o Equador. No Caribe, o objetivo dos EUA é dominar Cuba, ameaçado-a com a base de Guantânamo. No Panamá, que havia conseguido avançar no processo de maior soberania, o imperialismo busca a instalação de novas bases. Estes são apenas alguns exemplos do intervencionismo norte-americano no continente.

Além disso, temos a questão da Amazônia, a mais rica região do mundo em biodiversidade e água. Trata-se de uma questão estratégica porque os recursos energéticos aí são gigantescos. Além do mais, existe a questão do Pré-Sal brasileiro que passou a ser um dos alvos da 4a Frota.

Desde 1998 a luta dos povos vem crescendo e o imperialismo não se conforma. Tenta sabotar e impedir os avanços. Basta observarmos o golpe em Honduras; a tentativa fracassada de golpe no Equador e as constantes investidas para desestabilizar a situação na Venezuela e na Bolívia.

Ainda podemos considerar no exame da situação da América Latina a manutenção do bloqueio a Cuba, que é o meio pelo qual o imperialismo norte-americano tenta estrangular a ilha e derrotar a Revolução.

Vermelho: Quais são os eixos de trabalho do Cebrapaz em 2011?
SG: As perspectivas são de muitas lutas. Vamos avançar na questão da luta contra a guerra, da solidariedade e da resistência contra as bases militares e a 4ª Frota e temos também o grande desafio de fortalecer o Cebrapaz nos estados. Temos muitos desafios a enfrentar. Com certeza as organizações pacifistas estarão à altura. Este é um ano de fortalecimento do Cebrapaz — com planejamento e campanhas específicas, que envolvem as necessidades de cada estado integradas aos movimentos sociais. Em junho vamos realizar uma conferência nacional com convidados internacionais, o que faz parte do projeto de fortalecimento da cultura da paz.

Outra questão fundamental é a solidariedade. Vivemos, em épocas passadas, de costas para a América Latina. No Brasil, os governantes e as classes dominantes falavam apenas sobre a Europa e os EUA. Hoje os governos da América Latina possuem vários fóruns de integração: o Mercosul, a Unasul, o Conselho de Defesa da América do Sul, a Alba, o Parlasul, o Parlatino. Todos esses mecanismos são passos importantes para a integração. Precisamos intensificar esse movimento de solidariedade.

Vermelho: A recente reunião entre os presidentes da China e dos EUA indica uma transição de hegemonias?
SG: Ainda não tenho todos os elementos, mas a questão da crise econômica — que tem seu epicentro nos EUA — chama a atenção. Com a moeda e a economia americana em decadência, vemos que o imperialismo norte-americano está em declínio. Não quero dizer com isso que este imperialismo esteja morrendo e basta uma pá de cal para enterrá-lo. É preciso combatê-lo cada vez com maior força, mas a hegemonia americana está sofrendo abalos. Os EUA ainda têm o maior poder bélico, ao passo que a China é uma potência emergente.

Vermelho: Em novembro último você participou na Espanha de uma conferência sobre a questão palestina. Que opinião tem sobre o tema?
SG: O Estado de Israel foi criado com todo o apoio do imperialismo, mas o Estado da Palestina, que também era uma determinação da ONU, não foi criado. Pelo contrário, o território palestino foi sendo invadido e ocupado através de ações militares. Atualmente Israel possui armamento nuclear e a chamada “comunidade internacional” sabe disso, mas nada faz no sentido contrário. Israel já deu claras demonstrações de que não permitirá a criação do Estado palestino.

O povo palestino vem sofrendo um martírio, e mesmo com várias resoluções da ONU determinando a retirada de Israel dos territórios ocupados, a suspensão da instalação de colônias e declarações de que o muro é ilegal, nada é feito. O povo palestino, apesar de martirizado, é um povo heróico porque continua resistindo e lutando por seu Estado, sua autonomia, sua autodeterminação e seu direito de viver. A própria ONU e os países do mundo devem muito ao povo palestino. Ele é um exemplo de como lutar contra os horrores do imperialismo.

O CMP está examinando a proposta de enviar uma delegação à Palestina ainda este ano. O Cebrapaz e os movimentos sociais no Brasil também estão propondo organizar uma delegação para visitar a Palestina em 2011. Além disso, queremos discutir e levar a mensagem ao Parlamento brasileiro para que nosso país não tenha negociações, especialmente sobre assuntos militares com um estado terrorista que cometeu genocídios, crimes de guerra e contra a humanidade.

Vermelho: Como o Cebrapaz e o CMP atuam na questão da luta do povo saharauí?
SG: Esta é uma questão importante. O Marrocos de forma alguma aceita a autodeterminação do povo saharauí, posicionando-se e agindo de forma truculenta. As coisas que acontecem lá são realmente escabrosas, muito parecidas com as torturas estadunidenses em Guantânamo. O povo saharauí só quer o direito à sua autodeterminação, o direito de ter a sua própria cultura. Dessa forma entendemos que é essencial a solidariedade ao povo saharauí e o CMP tem feito visitas e mantido laços importantes pela independência desse povo.

Vermelho: É possível afirmar que a política externa brasileira possui elementos progressistas e de construção da paz?
SG: Podemos dizer que a política externa brasileira desde o primeiro mandato do ex-presidente Lula teve inúmeros avanços. A primeira mostra disso foi a recusa do governo brasileiro em atender o apelo do ex-presidente, George W. Bush, para invadir o Iraque. Lula então dizia: “A nossa guerra é contra fome”. O Itamaraty e o governo brasileiro buscaram sempre a construção de um caminho de paz e diálogo. Essa atuação aconteceu tanto em questões como a do Oriente Médio, no caso da crise energética nuclear com o Irã, como as relacionadas com nossa região. Até mesmo quando os interesses de empresas brasileiras estavam envolvidos, que foi o caso do gás com a Bolívia, nós procuramos o diálogo. Foi nesse momento que a direita brasileira, que em nenhum momento se importou com a soberania do Brasil, gritou dizendo que o país tinha que se armar e ameaçar a Bolívia, a Venezuela e o Paraguai. O que fez o governo Lula? Sentou-se à mesa, tratou dos contenciosos de forma respeitosa, defendendo os interesses do Brasil e os direitos dos países irmãos. Tudo isso através do diálogo.

Em meu entendimento o governo Lula colocou como ponto alto a questão da paz, ao mesmo tempo em que se posicionou de forma firme quando precisou. Um exemplo é o golpe de Honduras. O Brasil não reconheceu os golpistas e deu todo o apoio a Zelaya.

A política externa brasileira atuou marcando o seu posicionamento, negociando e respeitando os demais países.

Durante os oito anos do governo de Lula, o Brasil também ampliou suas relações com todo o mundo. Fomos ao Oriente Médio várias vezes, à África e à Ásia. O Brasil hoje é respeitado no mundo inteiro pelos avanços na diplomacia e política externa. A eleição de Dilma é uma sinalização de continuidade dessa política soberana, altaneira e de integração.

Da redação,
Mariana Viel

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América latina e a questão palestina

Publicado por Márcia Silva em 01/18/2011

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Crean condiciones en Cuba para recibir cable submarino

Publicado por Márcia Silva em 01/12/2011

de cuba debate

cable-submarino-cuba-venezuela-cubadebate-presEn la ciudad de Santiago de Cuba se crean las condiciones para recibir el cable submarino que comenzará a tenderse entre Venezuela y la Isla, en la materialización del más importante proyecto de las telecomunicaciones entre los dos países.

En la playa santiaguera de Siboney, un grupo de técnicos intensifica las labores para iniciar la instalación e infraestructura imprescindibles, incluido un centro de comunicaciones.

Se prevé que del 18 al 20 próximos comience el tendido del cable de fibra óptica desde Camurí, en el norte venezolano, para que arribe a Santiago de Cuba en la primera quincena de febrero.

También se recibió el 70 por ciento de los equipos y accesorios que conlleva esa inversión del gobierno cubano, mientras el personal técnico se prepara para las operaciones del sistema a partir de julio del 2011. (Con información de Radio Habana Cuba)

Infografía: Cable submarino Cuba-Venezuela

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“No Volverán!: A Revolução Venezuelana Agora”- DIA 04/11 – NA ABI – RIO DE JANEIRO

Publicado por Márcia Silva em 11/02/2010

A CASA DA AMÉRICA LATINA TEM O PRAZER DE CONVIDAR PARA O FILME:  

“No Volverán!: A Revolução Venezuelana Agora”
Documentário / 90 min. / 2007 / espanhol e inglês / legendas em português


      Por trás das ousadas políticas do presidente venezuelano Hugo Chávez existe um movimento revolucionário de massas que diz não ao capitalismo e que está tentando mudar o rumo da história latino-americana. “No Volverán” é uma viagem ao coração da revolução, ao interior das comunidades e fábricas, para descobrir o que impulsiona milhões de venezuelanos a ficarem de pé para transformar a sociedade. Encontra pessoas que lutam para conquistar o poder para suas comunidades e para tomar o controle de seus locais de trabalho contra a sabotagem e a corrupção; que mostram o caminho a seguir em uma campanha sem precedentes pela nacionalização da fábrica sob controle operário. Neste documentário você encontrará muitos dos personagens mais importantes da revolução e conhecerá como tentam construir o socialismo do século XXI, um projeto que está mudando a vida de milhões de pessoas.
 
 
 
Aos 25 primeiros, pipocas e guaraná, patrocínio Sindpetro.
Disponibilizamos certificado de participação a estudantes.
www.casadaamericalatina.org.br

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A batalha Venezuela

Publicado por Márcia Silva em 09/11/2010

do site adital

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Ignacio Ramonet *
Tradução: ADITALNa pugna pela supremacia ideológica na América Latina, dois confrontos decisivos se desenvolverão nas próximas semanas: eleições legislativas na Venezuela, no dia 26 de setembro; votação presidencial no Brasil, no dia 3 de outubro. Se a esquerda democrática não ganhar nesse país gigante, o pêndulo político se inclina majoritariamente, em escala continental rumo às direitas que já governam no Chile, na Colômbia, na Costa Rica, em Honduras, no México, no Panamá e no Peru. Porém, essa eventualidade é pouco provável: é inverossímil que José Serra, do PSDB (centro-direita) consiga impor-se a Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), apoiada pelo muito popular Luiz Inácio Lula da Silva, presidente atual, que, se não fosse impedido pela Constituição, facilmente poderia ser reeleito para um terceiro mandato.

 Em consequência, as forças conservadoras internacionais concentram todos os seus ataques sobre a outra frente -a Venezuela- para tentar debilitar ao presidente Hugo Chávez e à revolução bolivariana. O eu está em jogo é a eleição dos 165 deputados da Assembleia Nacional (não existe Senado na Venezuela). Com uma particularidade: quase todos os legisladores que estão terminando seus mandatos são chavistas, pois a oposição, na eleição anterior de 2005, boicotou o processo eleitoral. Dessa vez não o fará; existe um sem fim de partidos e de organizações díspares (1), aglutinados pelo rancor antichavista; apresentam-se sob o estandarte comum da Mesa da unidade Democrática (MUD) contra o Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV) (2), do Presidente Chávez.

Inevitavelmente, o governo bolivariano contará com menos deputados na nova Assembleia. Em que proporção? Poderá continuar executando seu programa de grandes reformas? A oposição terá a força de colocar freio à revolução?

Tais são os desafios. 60% dos cargos são repartidos de modo nominal; os 40% restantes, de modo proporcional. A lista que obtenha mais de 50% dos votos receberá 75% das vagas reservadas ao escrutínio proporcional. Isso é importante porque a Constituição prevê que as leis orgânicas devem ser votadas pelos dois terços dos deputados e as leis que habilitam o presidente a legislar por decreto devem ser votadas pelas quintas partes dos legisladores. Em outras palavras: bastaria à oposição obter 56 vagas (sobre 165) para impedir a adoção de leis orgânicas e 67 vagas para impossibilitar a aprovação de leis habilitantes. Quando, até agora, as principais reformas puderam ser realizadas graças precisamente a leis habilitantes.

Daí que a batalha Venezuela mobiliza tantas energias e que as campanhas internacionais de difamação contra o presidente Hugo Chávez resumem malignidade. Nesses últimos meses, as investidas têm sido alternadas. Primeiro, insistiram nos problemas de abastecimento de água e de cortes de energia elétrica (já solucionados), jogando-os para o Governo, sem mencionar sua causa climática: a seca do século que atingiu ao país. Depois, continuaram repetindo até a exaustão as imputações sem provas do ex-presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, sobre uma suposta “Venezuela santuário de terroristas”. Denúncias abandonadas hoje pelo novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, após seu encontro com Hugo Chávez, em Santa Marta, no dia 10 de agosto, no qual este, uma vez mais, reiterou que as guerrilhas devem abandonar a luta armada: “O mundo de hoje não é o dos anos 60. Não há condições na Colômbia para que possam tomar o poder. Em troca, converteram-se na principal desculpa para o império penetrar na Colômbia a fundo e daí agredir a Venezuela, o Equador, a Nicarágua e Cuba” (3).

Contra toda evidência, os meios de ódio continuam sustentando que, na Venezuela, as liberdades políticas estão cerceadas e que uma suposta censura impede a liberdade de expressão. Omitem assinalar que 80% das emissoras de rádio e dos canais de televisão pertencem ao setor privado, enquanto que somente 9% deles são públicos (4). Oo que, desde 1999, foram realizadas quinze eleições democráticas nunca questionadas por nenhum organismo supervisor internacional. Como realça o jornalista José Vicente Rangel: “Cada venezuelano pode filiar-se a qualquer partido político, sindicato, organização social ou associação e mobilizar-se por todo o território nacional para debater suas ideias e pontos de vista sem nenhuma limitação” (5).

Após a chegada de Hugo Chávez à presidência, foi quintuplicado o investimento social em comparação ao investido no período de 1988 e 1998; decisão chave para que a Venezuela tenha alcançado quase todas as Metas do Milênio fixadas pela ONU para 2015 (6). A pobreza baixou em 49,4% em 1999; a 30,2% em 2006; e a indigência passou de 21,7% a 7,2% (7).

Esses resultados esperançadores merecem realmente tanto ódio?

Notas:

(1) Acción Democrática (social-demócrata), Alianza Bravo Pueblo (derecha), Copei (demócrata cristiano), Fuerza Liberal (ultraliberal), La Causa R (ex comunistas), MAS (Movimiento al socialismo), Movimiento Republicano (neoliberal), PPT (Patria para todos), Podemos (Por la democracia social), Primero Justicia (ultraliberal) e Un Nuevo Tiempo (social-liberal).
(2) Criado em 2007, agrupa a maioria das forças políticas que apóiam a revolução bolivariana (Movimiento Quinta República, Movimiento Electoral del Pueblo, Movimiento Independiente Ganamos Todos, Liga Socialista, Unidad Popular Venezolana, etc.). O Partido Comunista da Venezuela (PCV) não se integrou no PSUV, porém, o respalda e é seu aliado nessas eleições.
(3) Clarín, Buenos Aires, 25 de julho de 2010.
(4) Também não divulgam que em Honduras, por exemplo, nos seis primeiros meses deste ano, nove jornalistas já foram assassinados.
(5) www.abn.info.ve/node/12781
(6) http://news.bbc.co.uk/hi/spanish/specials/2009/chavez_10/newsid_
7837000/7837964.stm

(7) www.radiomundial.com.ve/yvke/noticia.php?45387

* Le Monde Diplomatique

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Movimentos fazem ato contra militarização na América Latina

Publicado por Márcia Silva em 08/24/2010

do portal vermelho

Movimentos feministas de diversos países realizaram nesta segunda-feira ( 23) atos como parte da jornada internacional em solidariedade às mulheres e povos que lutam contra a militarização das Américas. Em São Paulo, militantes da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), do Centro Brasileiro de Luta pela Paz (Cebrapaz) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) entregaram carta destinada ao presidente da Colômbia no consulado, e realizaram ato com panfletagem no centro da cidade.

Arquivo MMM

 

Após entrega da carta no consulado da Colômbia, manifestantes seguiram para panfletagem no centro de São Paulo

Desde o último dia 16, cerca de 2500 mulheres, camponeses, indígenas, jovens, negros, sindicalistas realizam na Colômbia o Encontro de Mulheres e Povos das Américas contra a militarização. Na segunda-feira (23), realizam uma vigília em Barrancabermeja. A MMM e os demais movimentos envolvidos no encontro convocaram para este dia manifestações em solidariedade a esta luta em todas as partes do mundo.

A Juan Manuel Santos 

No período da manhã, as entidades brasileiras protocolaram, no consulado da Colômbia em São Paulo, carta endereçada ao novo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. O documento denuncia que “os paramilitares atuam com total impunidade, amparados pela aberta omissão oficial e em conivência com os organismos de segurança do Estado”.

À tarde, a manifestação foi convocada pela MMM, Via Campesina, Cebrapaz e outros movimentos que compõem a Campanha América Latina, um Continente de Paz. O ato aconteceu na Praça Ramos, local histórico de mobilizações dos movimento sociais. O ato foi marcado por uma panfletagem na praça e falas de denuncia da presença de tropas militares estrangeiras na América Latina, além de solidariedade com as mulheres e povos que resistem a essa estratégia imperialista. Durante o ato, a Guarda Civil Metropolitana da cidade de São Paulo tentou interromper a manifestação sob a falsa justificativa que os militantes estariam depredando o espaço público, em mais uma demonstração autoritária da Prefeitura de Gilberto Kassab, que criminaliza a luta social.

Ato em Mossoró

Em Mossoró no Rio Grande do Norte, os movimentos sociais que compõem o Grito dos Excluídos também realizaram uma ação de solidariedade. Foi feito um debate sobre o contexto de militarização da América Latina, que há anos tem seu território invadido pelas forças armadas de países estrangeiros, principalmente, os Estados Unidos. É o caso de países como Colômbia, Panamá e Haiti. Em seguida, realizaram o lançamento do vídeo da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, realizada em março deste ano, em São Paulo. Um dos eixos temáticos da Ação intitula-se “Paz e Desmilitarização” e enfatiza os efeitos negativos da militarização sobre a vida das mulheres.

Sônia Coelho (MMM), na foto, e Rubens Diniz (Cebrapaz) falaram sobre a Campanha América Latina, um Continente de Paz, contra bases militares estrangeiras na América Latina

Militarização, uma estratégia imperialista

A militarização tem sido o principal instrumento dos EUA para dominar os povo. Em todo o mundo, os Estado Unidos possuem quase mil bases militares, e na América Latina é evidente o processo de ocupação que eles querem implantar. Sob a falsa justificativa de que o narcotráfico é um mal que destruirá o continente americano, os EUA tentam implantar sete bases militares em pontos estratégicos da Colômbia. “A América Latina é o continente do futuro, nossas riquezas naturais, podem garantir nossa autossuficiência e é por isso que os imperialistas estadunidenses querem ocupar a América Latina, mas os lutadores e lutadoras sociais da América não permitirão” disse Sônia Coelho, militante da MMM de São Paulo.

A Colômbia tem uma série de acordos com os EUA desde 1952. Em 2000, o Plano Colômbia marcou um conjunto de regras multilaterais para o controle do tráfico ilícito de substâncias entorpecentes. O pais é marcado por mais de 30 anos de conflitos armados, nos quais já morreram 40 mil pessoas. Com o pretexto de auxiliar no combate ao narcotráfico, centenas de tropas militares estadunidenses desembarcam cotidianamente no país, aumentando a situação de violência a qual a população colombiana é submetida, e ocultando os interesses econômicos por trás do conflito na Colômbia: a manutenção do controle dos recursos naturais, do território e do povo, além de desestabilizar os processos políticos de mudança no continente.

Da redação, Luana Bonone, com MMM e MST

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Tensão sobe após ameaça de Chávez de romper relações com a Colômbia

Publicado por Márcia Silva em 07/17/2010

da folha.com

DA EFE, EM CARACAS

A tensão diplomática entre a Colômbia e a Venezuela aumentou depois das declarações do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que ameaçou “romper relações” de maneira formal com a nação vizinha “nas próximas horas”.

A advertência de Chávez é feita três semanas antes do até pouco tempo ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, assumir a presidência no lugar de Álvaro Uribe.

O “novo ataque infundado”, como denominou Chávez na noite desta sexta-feira (16), acontece depois que o governo de Uribe disse ter “provas contundentes” de que chefes guerrilheiros colombianos estão na Venezuela, proibidos de se apresentar publicamente.

“Faço um chamado ao presidente eleito; lhe peço que tome distância de Uribe”, acrescentou Chávez, após anunciar que devido a este assunto não assistirá aos atos de posse de Santos.

Uribe “é capaz de qualquer coisa” porque “é um mafioso”, repetiu, sugerindo que o governante colombiano poderia ordenar um atentado contra sua vida.

“Nós não escondemos ninguém” e se algum colombiano irregular entrar ilegalmente na Venezuela o fará sem consentimento oficial, por isso que se funcionários do governo de Uribe “seguirem com suas loucuras, eu nas próximas horas vou romper as relações com a Colômbia e isso tornaria muitíssimo mais difícil que sejam restituídas depois que Santos assumir”, no dia 7 de agosto, acrescentou Chávez.

O chefe de Estado sustentou que esta última ação acontece porque Uribe “está brigado com Santos” e que por isso “está o sabotando”.

“Uribe está brigado com Santos, essa é a verdade. Santos nomeou como chanceler uma dama que já esteve aqui como embaixadora, eu a conheço muito, é amiga. María Ángela Holguín renunciou a Uribe, inclusive”, acrescentou Chávez.

Apesar de ressaltar que o sucessor de Uribe não é nenhum santo, Chávez destacou que ele expressou disposição de normalizar as relações, já “congeladas” desde meados do ano passado por uma denúncia colombiana similar.

“A Colômbia é uma nação irmã, só que chegou uma burguesia que nos odeia”, ressaltou Chávez e sustentou que, inicialmente, pensou em ir a Bogotá para “estender a mão” a Santos e “dar um sinal” rumo à normalização das relações.

O “congelamento” das relações colombo-venezuelanas obedeceu ao que Chávez chamou de acusações “irresponsáveis” do governo de Uribe sobre um suposto desvio de armas da Venezuela às forças guerrilheiras colombianas.

Posteriormente, em outubro de 2009, a situação piorou com a assinatura entre Bogotá e Washington de um acordo militar pelo qual soldados americanos podem utilizar pelo menos sete bases militares colombianas, pacto criticado por Caracas por “ameaçar” seu território e o de outras nações da região.

Horas antes do recente anúncio de Chávez de uma eventual ruptura formal de relações, seu ministro das Relações Exteriores, Nicolás Maduro, anunciou o chamado para consultas do embaixador de Caracas em Bogotá, Gustavo Márquez.

Este disse no aeroporto de Bogotá, antes de entrar no avião que o levou de volta à Venezuela, que destacava a presença do embaixador dos EUA na Colômbia, William Brownfield, na entrevista coletiva do ministro colombiano de Defesa, Gabriel Silva, que foi o encarregado de anunciar as “provas contundentes” da presença de chefes das guerrilhas de seu país na Venezuela.

“É preciso destacar a presença do embaixador Brownfield”, porque se trata, disse, “de uma ação onde se concentram, de um lado, a política de ação do Departamento de Estado dos Estados Unidos e infelizmente o governo do presidente Álvaro Uribe”.

Márquez lembrou que a invasão americana ao Iraque foi precedida de denúncias sobre “provas da existência de armas de destruição em massa” em Bagdá, o que igualou às “provas contundentes” de Bogotá sobre a presença de chefes guerrilheiros na Venezuela.

A apresentação dessas provas tinha sido anunciada pelo governo de Uribe. Finalmente, Silva disse que as apresentou apenas a diretores de meios de comunicação colombianos, advertindo que não autorizava sua divulgação por questão de segurança.

O prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, um dos líderes da oposição a Chávez, insistiu hoje que o governo de Uribe deve esclarecer as coisas e divulgar essas provas.

Também recomendou que o chefe da OEA (Organização dos Estados Americanos), o chileno José Miguel Insulza, viaje a Caracas e a Bogotá para tentar evitar uma escalada da tensão e pediu a Chávez e a Uribe para que atuem com responsabilidade.

“Faço um chamado a ambos para que atuem com maturidade e responsabilidade. Não é possível que estejam atuando como crianças brigando por uma piñata”, acrescentou.

Timoteo Zambrano, da MUD (Mesa da Unidade Democrática) que agrupa boa parte da oposição a Chávez, assinalou previamente que “não é responsável” denunciar sem apresentar provas.

“É imprescindível”, acrescentou Zambrano, que os dois governos depois verifiquem essas provas com ajuda internacional, embora tenha avaliado positivamente a reação do governo de Chávez de chamar seu embaixador em Bogotá”.

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Debate em defesa de Cuba marca “estreia” de novo cônsul em SP

Publicado por Márcia Silva em 05/21/2010

Um debate com o diretor de Comunicação do Cebrapaz , José Reinaldo Carvalho, marcou a “estreia” em eventos públicos do novo cônsul geral de Cuba, Lázaro Mendes, na noite desta quinta-feira (20), no Soteropolitano Restaurante, em São Paulo (SP).
Mediado por Denis Veiga, membro do núcleo estadual do Cebrapaz-SP, a atividade teve como tema “A Defesa do Povo Cubano e A Ofensiva da Direita Brasileira”.
Lázaro Mendes enalteceu “o movimento brasileiro de solidariedade a Cuba”, que, segundo ele, é “incrivelmente militante”. Para o novo cônsul, o apoio à ilha caribenha, liderada por Fidel e Raúl Castro, ganha mais destaque “nestes dias em que Cuba enfrenta uma campanha internacional midiática como nenhuma outra”.

“Os 50 anos de experiência socialista em Cuba é pouco perto do tempo de vida do capitalismo. Estamos aprendendo, vivemos momentos de reflexão — mas temos convicção ideológica. Podemos cometer erros no caminho, mas não erros de princípios”, declarou Lázaro Mendes.

Ao iniciar sua exposição, José Reinaldo citou as últimas “Reflexões de Fidel”, que abordavam os 115 anos da “gloriosa morte” do poeta, jornalista e revolucionário “José Martí”. A conclusão de Fidel Castro é contundente: “As ideias de Martí triunfaram em nossa Pátria”.

O diretor do Cebrapaz lamentou o “momento ideológico obscurantista” que lança Cuba como alvo de “uma campanha tão furiosa”, com “tamanhas mentiras, tamanhas calúnias”. Na opinião de José Reinaldo, um dos grandes méritos da experiência socialista cubana é saber fazer autocríticas. “Cuba está fazendo aperfeiçoamentos revolucionários”, frisou.

Na opinião do dirigente, as ameaças conservadoras encontram resistência na América Latina, onde há “15 governos de esquerda ou centro-esquerda — alguns declaradamente anti-imperialistas e socialistas”. “A campanha contra Cuba é uma reação a esta vitória que estamos alcançando.”

Fonte: Cebrapaz

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