CEBRAPAZ NÚCLEO RIO

Centro Brasileiro de Solidariedade aos povos e luta pela Paz

Arquivo da categoria ‘2ª assembléia nacional’

Declaração final da 2ª Assembléia Nacional do Cebrapaz

Publicado por Márcia Silva em 07/27/2009

Leia abaixo o documento final da Assembléia:


A 2ª Assembléia Nacional do Cebrapaz, expressando os sentimentos de solidariedade do povo brasileiro, junta-se aos povos de todo o mundo na luta contra as guerras imperialistas, as ocupações de países soberanos, a ofensiva brutal sobre os direitos democráticos e a violação do direito internacional.

Lutamos pela paz, a libertação nacional e social, a soberania dos povos e nações. Condenamos as potências imperialistas e seus aliados em todos os continentes, cujas políticas criam tensões, conflitos e ameaças à paz e à segurança no mundo.

São grandes os antagonismos da ordem internacional. À medida em que se evidenciam os sinais de declínio do poder político e econômico do imperialismo norte-americano, mais o sistema internacional tende às disputas por uma redistribuição de poder em escala mundial. A atual crise mundial do capitalismo – grave, profunda, estrutural e duradoura – provoca mudanças na ordem mundial.

Constatamos com otimismo histórico que cresce a resistência antiimperialista dos povos e nações, exigindo uma ordem mundial justa e democrática. Após exacerbar sua agressividade durante o governo Bush, com suas políticas de ‘guerra infinita’ e ‘ ataques preventivos’, que provocaram enorme isolamento do imperialismo norte-americano no mundo, os Estados Unidos, a partir da eleição de Barack Obama, mudam a retórica e a tática, ao tempo em que diversificavam as formas de atuação.

A nova administração dos EUA, ao mesmo tempo em que alardeia o diálogo, o multilateralismo e o direito internacional, empenha-se para afirmar a hegemonia norte-americana e manter sua primazia militar.

Isso ocorre porque os objetivos perenes, essenciais do imperialismo norte-americano de dominar o mundo, permanecem como política do Estado norte-americano, para além do ocupante temporário da Casa Branca. Atualizando a guerra ao terrorismo, o alvo do momento dos Estados Unidos são o Afeganistão e o Paquistão, para onde, juntamente com a Otan, direcionam suas armas e tropas, espalhando caos, destruição e mortes. O Iraque, a despeito da anunciada ‘retirada’ norte-americana, permanece sob ocupação e continua tutelado pelo império.

O povo palestino segue impedido de possuir seu Estado nacional e vê as ameaças se intensificarem com o novo governo de ultra-direita em Israel, que expande muros e colônias de assentamento. Países como Irã e Síria também são alvos de ameaças na região.

Em todo o mundo, os Estados Unidos preservam ampla rede de mais de 800 bases militares, estruturas que são reforçadas com a criação da Quarta Frota na América Latina e da Africom, na África – prontas para promover agressões em todas as partes. Os povos amantes da paz no mundo exigem o fim das guerras e de toda a tutela sobre nações soberanas, o fim das bases militares estrangeiras e da ostensiva presença armada dos EUA e da Otan no mundo.

Defendemos a abolição de todas as armas nucleares  e de destruição de massa e denunciamos a hipocrisia do imperialismo de proibir  países em desenvolvimento de possuírem armas nucleares – mesmo com fins pacíficos – ao tempo em que mantém intactos seus enormes arsenais – que poderiam destruir várias vezes o planeta. São intoleráveis ameaças à República Popular Democrática da Coréia.

A 2ª Assembléia Nacional do Cebrapaz ocorre no momento em que há um amplo repúdio internacional contra o golpe de Estado que aconteceu há poucas semanas em Honduras, afastando o presidente constitucional, Manuel Zelaya. Exigimos a imediata e incondicional restituição do cargo ao presidente Zelaya, deposto por defender democraticamente uma consulta popular para convocar uma Assembleia Constituinte.

O golpe em Honduras, a recriação da Quarta Frota, a instalação de novas bases militares estadunidenses na Colômbia e vários intentos golpistas e secessionistas ocorridos na América Latina nos últimos anos, são reações da direita e do imperialismo ao avanço das lutas populares e sociais e a um conjunto de governos democráticos e antiimperialistas na região.

O Brasil, com suas riquezas, sua posição geopolítica, suas potencialidades e capacidades transformadoras de seu povo, também é alvo da cobiça e das ameaças imperialistas, num contexto em que o mundo vive o agravamento da crise energética, alimentar, ambiental e de fornecimento de matérias primas. Apesar de todas essas ameaças, a América Latina continua sendo um continente rebelde.

Cuba, cuja Revolução acaba de cumprir seu cinquentenário, simboliza esta época de mudanças em nossa região, que hoje se expressa através da Revolução Bolivariana na Venezuela e de outras experiências democráticas e populares.

A luta pela paz ganha cada vez mais centralidade no mundo. Os povos já não aceitam viver sob ameaças e intervenções nem numa ordem internacional injusta, instável e conflitiva.

Nesse sentido, é imperioso fortalecer e seguir estruturando em todo o mundo, a partir do Conselho Mundial da Paz, um amplo movimento pela paz, pela solidariedade, pela libertação nacional e social e pelo inalienável direito à soberania dos povos e nações.

O Cebrapaz, herdeiro da tradição internacionalista do povo brasileiro, busca fortalecer a consciência antiimperialista em nosso país, tendo em vista que a luta pela soberania nacional, a democracia, o desenvolvimento econômico e o progresso social são partes integrantes do mesmo combate às políticas de guerra de agressão das potências imperialistas.

O imperialismo não é invencível e será derrotado.

Rio de Janeiro, 26 de julho de 2009

2ª Assembléia Nacional do Cebrapaz

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Assembléia do Cebrapaz no Rio de Janeiro

Publicado por Márcia Silva em 07/21/2009

DSC07143O Rio de Janeiro realizou sua plenária preparatória para a Assembléia Nacional do Cebrapaz no último dia 16 de julho, no auditório da OAB/ RJ.

Quase cem pessoas participaram da atividade dentre representantes de diversas entidades e movimentos sociais.

A mesa foi composta pelo presidente do PCdoB-RJ, Ana Rocha, professor da UFRJ, Fernando Amorim, Carlos Henrique de Carvalho, representando a OAB-RJ, o núcleo do cebrapaz , Manoel Ferreira e Márcia Silva, representando o cebrapaz nacional, José Reinaldo de Carvalho

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O chefe de gabinete Wevergton Brito Lima representou o vereador do Rio, Roberto Monteiro (PCdoB), que foi autor da moção de congratulação à 2ª Assembleia Nacional do Cebrapaz, homenagem que será entregue no próximo final de semana, aprovada pela Câmara de Vereadores do Rio.

Ana Rocha cumprimentou a todos e colocou de forma enfática a importância deste evento nacional.  A luta pela paz torna-se uma grande força contra a luta anti imperialista.

Carlos Henrique de Carvalho, falou sobre os direitos humanos frente a luta imperialista em todo o mundo.

Manolo Ferreira saudou a todos e apresentou a composição da nova direção do cebrapaz estadual .

Márcia Silva apresentou, em poucas palavras o Cebrapaz , sua importância atual e ressaltou seus principais eixos de atuação.

As intervenções maiores ficaram por conta do prf. Fernando Amorim e do Jornalista José Reinaldo Carvalho.

O prof Fernando Amorim explanou a importância do movimento pela paz nos dias de hoje

O Movimento pela Paz

Em sua fala, colocou que o Movimento pela Paz enfrenta hoje uma realidade muito mais complexa e desafiadora do que nos anos 1950, quando, no auge da guerra fria, suas tarefas eram mais claras: evitar uma guerra nuclear ou um confronto global entre as duas potências que se confrontavam. Contudo o número de confrontos regionais e guerras civis, atualmente aumentou significativamente nos últimos vinte anos.

Resgate histórico

Com o fim da União Soviética entramos numa era de uma única superpotência hegemônica, que buscou exercer o papel de autoridade planetária e usar a força militar para impor os seus interesses. No entanto, os arsenais utilizados para armar peões, bispos e cavalos no jogo de xadrez da geopolítica da guerra fria saíram do controle e o resultado foi a perda do monopólio dos estados nacionais sobre a utilização de armas militares para formar exército. Assistimos a falência de estados que perderam o controle de seu próprio território genocídios e violência discriminada e endêmica. Ao fim da União Soviética existiam cerca de 200.000 refugiados de conflitos regionais e guerras civis. Hoje são cerca de 50 milhões segundo a ONU. Outras agências falam em números ainda maiores. A violência se alastrou por todo o planeta ora na forma de atentados terroristas, ora na forma de organizações criminosas disputando mercados bilionários de drogas, armas e outros “comodities” semelhantes.

Contradições

Mas o que podemos conceituar como paz? A ausência de guerras entre potências? Ou a ausência de violência? A ausência de toda a forma de violência, inclusive a riqueza escandalosa de muito pouco em meio a miséria e a fome de centenas de milhões. Será possível Paz enquanto cerca de metade da população do planeta não dispor de condições dignas de vida, enquanto não for possível garantir uma igualdade substantiva?

A causa de todas estas mazelas é um sistema que tem como o sujeito o capital. Não será possível alcançar a paz e a justiça social sem estabelecer limites para a acumulação de capital e superar a contradição fundamental entre capital e trabalho pela extinção da propriedade privada dos meios de produção. Mas isto não é novidade. O desafio é reconstruir o velho horizonte emancipatório do socialismo e criar um novo caminho para alcançá-lo. Não existem fórmulas, nem atalhos. Isto a história recente tornou evidente. Nossa tarefa e superar este desafio…

José Reinaldo Carvalho, diretor de comunicação do  Cebrapaz  saudou os presentes e em sua explanação falou sobre a importância da paz na luta anti imperialista e como a questão internacional afeta diretamente as questões nacionais.

luta antiimperialista

Em sua fala explicou como o anti imperialismo é uma política transformadora, pois segundo ele: “Não se pode conceber a questão nacional dissociada de um sistema de dominação montado no Brasil numa aliança entre o imperialismo e as classes dominantes nativas”
Por isso a luta antiimperialista está intrinsecamente ligada ao combate cotidiano do povo brasileiro contra o sistema de dominação da grande burguesia monopolista associada e a oligarquia financeira, aliança que subjuga o país e o mantém na órbita do poder geopolítico do imperialismo”.

América Latina – continente rebelde

José Reinaldo também abordou o novo momento político por que passa a América Latina e reafirmou que para o Cebrapaz a região se destaca como o “continente rebelde” e o “mais promissor local do mundo para o desenvolvimento das lutas antiimperialistas na atualidade”. Ressaltou que o “panamericanismo tal como foi concebido e implantado desde o início do século 20 pelos Estados Unidos, entrou em profunda crise”. “O imperialismo norte-americano está isolado – ressaltou – e são as forças progressistas que protagonizam a integração e as relações políticas internacionais na região”. O dirigente insistiu em que os “interesses dos Estados Unidos e os da América Latina são antagonicamente opostos” e que, ainda que se deva tomar em consideração a tentativa da nova Administração norte-americana de mudar suas táticas e a linguagem, “os movimentos populares não deve nutrir ilusões quanto à mudança da natureza do imperialismo e à existência de um imperialismo ‘benigno’”.

Assembléia Nacional

Por fim, o diretor do Cebrapaz lembrou que na Assembléia Nacional a entidade se pronunciará sobre os grandes temas da atualidade internacional, como a crise no Oriente Médio, a luta do povo palestino, o combate à militarização e às armas nucleares, com destaque para a luta contra a IV Frota dos EUA, a crise na península coreana, as guerras do Iraque e Afeganistão e as ameaças que pairam contra o Irã e outros países. Reinaldo informou que a partir desta Assembléia o Cebrapaz intensificará as campanhas de solidariedade com a Venezuela, a Bolívia e Cuba, sobretudo a luta contra o bloqueio e pela libertação dos cinco patriotas presos nos Estados Unidos.

Ao final o plenário foi convidado a participar da Assembléia Nacional do Cebrapaz que se realizará dias 24,25 e 26 de julho na cidade do Rio de Janeiro, no centro de convenções da Sul América.

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Bahia debate Paz, solidariedade, antiimperialismo e integração

Publicado por Márcia Silva em 07/15/2009

do site do CEBRAPAZ

Por José Reinaldo Carvalho*

A Bahia realizou no último dia 9 de julho a sua etapa preparatória da 2ª Assembléia Nacional do Cebrapaz que terá lugar no Rio de Janeiro de 24 a 26 de julho.

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A mesa dos trabalhos foi composta por Javier Alfaya, deputado estadual, membro do Conselho Nacional do Cebrapaz e um dos responsáveis pelo núcleo baiano da entidade, Antonio Barreto, da direção nacional e também do núcleo estadual, Muniz Ferreira, professor de História Contemporânea e José Reinaldo Carvalho, jornalista e escritor, especialista em política e relações internacionais e membro da diretoria nacional do Cebrapaz.

Estiveram presentes entre ativistas do movimento social, dirigentes sindicais e militantes políticos, o presidente do PCdoB na Bahia Péricles de Souza, os deputados federais Daniel Almeida e Alice Portugal, as vereadoras de Salvador Aladilce Souza e Olívia Santana, o dirigente da CTB da Bahia, Aurino Pereira, e o do Sindicato dos Médicos, Cayres Meira.

Mais de 30 pessoas estão inscritas para compor a delegação baiana à Assembléia Nacional e a grande tarefa do momento é viabilizar o deslocamento até o Rio de Janeiro para assegurar a participação.

Fato histórico inédito


O professor Muniz Ferreira fez uma conferência sobre a Integração da América Latina e a Luta pela Paz. Saudando os presentes, disse que a Assembléia do Cebrapaz é “evento da máxima importância” num momento em que a humanidade vislumbra “novos horizontes para a cooperação e a integração”.

Disse que a América Latina está vivendo um novo momento e contrastou o alento e a esperança que se vive agora com o período mais recente em que o mundo viveu as tensões próprias de uma “política baseada em conceitos de segurança, guerra ao terror e intervencionismo por parte dos Estados Unidos”.

Ao analisar os processos atuais da integração latino-americana, o professor Ferreira assinalou tratar-se de algo com “enorme significado do ponto de vista histórico, por tratar-se de fato novo original e que representa uma mudança de rumo em relação ao que caracterizou no passado a relação do Brasil com seus vizinhos”. “Sendo um país de economia periférica e dependente, o Brasil gravitava em torno das grandes potências”. Com relação aos vizinhos, na opinião do professor, as relações eram “pacíficas mas de indiferença ou de tensões abafadas e desconfianças recíprocas”. “Era a pior possível – disse Muniz Ferreira -a interação com o cone sul, tendo havido cooperação apenas entre as ditaduras militares, com a integração entre os aparatos repressivos, no que se tornou conhecido como Operação Condor”.

Na fase posterior às ditaduras, surgiu a globalização que num primeiro momento traduzia-se na América Latina como subordinação da região às potências econômicas. “É nesta fase que se torna claro que a alternativa passa a ser os blocos regionais, abrindo-se condições para o debate sobre a integração e o Mercosul”.

Em seguida, o professor Muniz Ferreira apresentou os aspectos que demonstram por que a fase atual dos processos de integração é nova e original.

Primeiro porque, em contraste com o passado, em que os países latinoamericanos “viveram situações adversas de dependência, atraso e subalternização”, os governos atuais estão fazendo esforços para “redefinir a inserção dos seus países no mundo, numa fase pós-neoliberal em que os governos passam a lutar por soberania e resistem à subordinação”.

Busca de alternativas
Em segundo lugar, o professor vê uma “busca comum de alternativas, como traço novo e original”.
Em terceiro lugar, “os processos de integração adquirem uma inédita intensidade”. Em quarto lugar, não são processos apenas no âmbito comercial e econômico. Na sua visão a integração atual é “multifacética”.

Por fim, o professor Muniz Ferreira destacou que a grande novidade é que são os próprios países latinoamericanos os protagonistas da integração, em contraste com o passado quando os Estados Unidos exerciam na região um papel desestabilizador e era a potência que definia os rumos a serem percorridos.

Antiimeprialismo, espírito da época
José Reinaldo Carvalho saudou os presentes em nome do Cebrapaz e conclamou os militantes baianos a organizarem uma delegação numerosa, forte e representativa à Assembléia Nacional.
Ele lembrou que o antiimperialismo é o espírito da época e está na essência de uma política transformadora, não havendo nenhuma contradição entre a luta antiimperialista, a questão nacional e as lutas democráticas e sociais do povo brasileiro. “Não se pode conceber – disse Reinaldo – a questão nacional dissociada de um sistema de dominação montado no Brasil numa aliança entre o imperialismo e as classes dominantes nativas.

Por isso a luta antiimperialista está intrinsecamente ligada ao combate cotidiano do povo brasileiro contra o sistema de dominação da grande burguesia monopolista associada e a oligarquia financeira, aliança que subjuga o país e o mantém na órbita do poder geopolítico do imperialismo”.

O dirigente do Cebrapaz discorreu ainda sobre a correlação existente entre a luta pela paz e a solidariedade com os povos agredidos ou ameaçados e referiu-se à necessidade de cultivar na militância dos movimentos populares o espírito internacionalista e defendeu que deve ser um “internacionalismo de massas, o internacionalismo do povo brasileiro”

Crise do panamericanismo


José Reinaldo também abordou o novo momento político por que passa a América Latina e reafirmou que para o Cebrapaz a região se destaca como o “continente rebelde” e o “mais promissor local do mundo para o desenvolvimento das lutas antiimperialistas na atualidade”. Ressaltou que o “panamericanismo tal como foi concebido e implantado desde o início do século 20 pelos Estados Unidos, entrou em profunda crise”. “O imperialismo norte-americano está isolado – ressaltou – e são as forças progressistas que protagonizam a integração e as relações políticas internacionais na região”.

O dirigente insistiu em que os “interesses dos Estados Unidos e os da América Latina são antagonicamente opostos” e que, ainda que se deva tomar em consideração a tentativa da nova Administração norte-americana de mudar suas táticas e a linguagem, “os movimentos populares não deve nutrir ilusões quanto à mudança da natureza do imperialismo e à existência de um imperialismo ‘benigno’”.

Chamou a atenção para a existência de três governos reacionários e pró-estadunidenses na região – os da Colômbia, do México e do Peru, que precisam ser derrotados. E para o que considerou “sinais negativos” na situação – o golpe em Honduras e o desgaste eleitoral das forças democráticas que governam a Argentina. “Esses episódios mostram que as batalhas não estão ganhas e que devemos preparar-nos para impedir os retrocessos”.

Por fim, o diretor do Cebrapaz lembrou que na Assembléia Nacional a entidade se pronunciará sobre os grandes temas da atualidade internacional, como a crise no Oriente Médio, a luta do povo palestino, o combate à militarização e às armas nucleares, com destaque para a luta contra a IV Frota dos EUA, a crise na península coreana, as guerras do Iraque e Afeganistão e as ameaças que pairam contra o Irã e outros países. Reinaldo informou que a partir desta Assembléia o Cebrapaz intensificará as campanhas de solidariedade com a Venezuela, a Bolívia e Cuba, sobretudo a luta contra o bloqueio e pela libertação dos cinco patriotas presos nos Estados Unidos.

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*Jornalista e diretor de Comunicações do Cebrapaz

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2ª Assembléia Nacional do Cebrapaz

Publicado por Márcia Silva em 07/10/2009

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Núcleo cearense realiza Assembléia Estadual Preparatória

Publicado por Márcia Silva em 07/10/2009

do site do Cebrapaz

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O núcleo cearense do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) realizou na manhã deste sábado (04), a etapa estadual preparatória para a segunda assembleia nacional da entidade.

Mobilizados em torno do fortalecimento de uma cultura de paz e por uma melhor estruturação do Cebrapaz no Ceará, cerca de 80 pessoas contribuíram com sugestões e propostas a serem encaminhadas para os debates do encontro nacional. Entre delegados e suplentes, foram eleitos 38 representantes cearenses que irão participar da assembleia nacional.

Representantes de diversas entidades, movimentos sociais além de parlamentares estiveram unidos no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará – Ifet (antigo Cefet) para apresentar propostas e contribuições para o fortalecimento de uma cultura de paz e contra o imperialismo norte-americano.

Segundo Teresinha Braga, coordenadora do Cebrapaz/CE, este encontro faz parte da preparação da assembleia nacional mas também implica num posicionamento de como os participantes devem se posicionar e como se envolver na luta pela paz e pela solidariedade aos povos.

“O Cebrapaz no Ceará foi fundado há cinco anos e, desde lá, estamos batalhando por seu fortalecimento. Nossa perspectiva é de avançar os trabalhos, promover os debates e aglutinar forças. Nós queremos ser pólo de aglutinação sobre estas temáticas no Estado”, defendeu.

O presidente do Comitê Estadual do PCdoB no Ceará, Carlos Augusto Diógenes (Patinhas), ressaltou que este encontro é um importante passo que o Cebrapaz dá para o seu fortalecimento no Estado. Destacando os acontecimentos no cenário internacional, Patinhas ressaltou o golpe imposto em Honduras.

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“Nós brasileiros, que vivemos o terror da ditadura militar, ficamos indignados com o que aconteceu neste país da América Central. Assim como o presidente Lula, prestamos nossa solidariedade ao povo hondurenho”, enfatizou o comunista que afirmou ainda que “o ser humano quer um mundo de paz”.

O Deputado Federal Chico Lopes contextualizou a aprovação da PEC que propõe a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais neste cenário de crise. “Não acredito em paz com pai de família desempregado. O trabalhador não pode pagar a conta desta crise. Para a gente defender a paz no mundo, precisamos defender o trabalhador. Somos maioria mas a corda sempre arrebenta para o nosso lado”, defendeu o parlamentar cearense.

Já o Senador Inácio Arruda, comparou a cultura de paz e cenário de guerra que os Estados Unidos vêm impondo como forma de manter seu poderio. “Estimular guerra é um grande negócio pois a venda de armas faz parte de um mercado rentável”. O parlamentar ressaltou que a luta pela paz deve ser questão central de todas as forças progressistas e avançadas do mundo onde a democracia floresce. “Nossa causa ajuda o progresso da humanidade”, defendeu.

Após a abertura dos trabalhos, a plenária foi dividida em dois grupos onde os participantes puderam dar suas contribuições sobre as temáticas que serão abordadas na Segunda Assembleia Nacional do Cebrapaz. Temas como luta antiimperialista, cenário favorável da América Latina, crise do sistema capitalista, fortalecimento de uma cultura de paz e ainda sobre a organização da entidade no Ceará foram discutidos pelos presentes. Ao final do encontro, entre delegados e suplentes, foram eleitos 38 representantes cearenses que irão participar da assembleia nacional que acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de julho, no Rio de Janeiro, sob o lema “Paz, Solidariedade e Soberania Nacional”.

Fonte: Núcleo Cebrapaz Ceará

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Cebrapaz Núcleo Rio de Janeiro convoca sua Plenária Estadual

Publicado por Márcia Silva em 06/29/2009

Bandeira do Município do Rio de Janeiro

Bandeira do Município do Rio de Janeiro

Bandeira do Estado do Rio de Janeiro

Bandeira do Estado do Rio de Janeiro

O Centro de solidariedade aos povos e luta pela paz – CEBRAPAZ- Núcleo Rio de Janeiro realizará sua Plenária Estadual como atividade preparatória para a Segunda Assembléia Nacional cujo evento ocorrerá também na cidade do Rio de Janeiro entre 24 e 26 de julho.

O Debate político que enriquecerá a plenária estadual já tem confirmado as presenças do presidente da OAB / RJ Dr. Wadih Damous e o vereador da cidade do Rio de Janeiro, Roberto Monteiro.

Convidamos a todos para participarem pois serão discutidos temas como: Crise internacional, integração da América Latina e a reativação da quarta frota estadunidense. No presente ato, será lançado o quarto caderno do Cebrapaz, cujo o tema é a quarta frota, com matérias de diversos pesquisadores, fruto de um debate ocorrido na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo-FESPSP com membros da direção do Cebrapaz .

Serviço:

Local:  Sede da OAB / RJ – Av. Marechal Câmara, 150, 4º andar

Data:    16 de julho de 2009 – quinta- feira

Horário:   19:00h

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