CEBRAPAZ NÚCLEO RIO

Centro Brasileiro de Solidariedade aos povos e luta pela Paz

Sobre o Cebrapaz

Publicado por Márcia Silva em 07/10/2009

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 O que é o Cebrapaz ?

 Entidade da sociedade civil, plural, democrática, patriótica, solidária e humanista,

CEBRAPAZ – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz -

Adota estes princípios e assume os seguintes compromissos:

- Lutar pela paz mundial, contra as guerras de ocupação, em defesa da soberania de todos os povos e nações;

- Denunciar os crimes de guerra, os massacres de populações civis, a abominável prática da tortura e defender os Direitos Humanos;

- Prestar solidariedade a todos os povos que lutam por seus direitos sociais e políticos pela autodeterminação.

Em nome destes princípios e compromissos, o Cebrapaz convida todos a unirem os seus esforços pela paz como condição de liberdade, de combate à miséria, de proteção à natureza, de desenvolvimento nacional, de democracia e independência, no reforço ao espírito de solidariedade com toda a humanidade .

PARA ENTRAR EM CONTATO CONOSCO DO CEBRAPAZ NÚCLEO RIO:

EMAIL:  cebrapazrio@gmail.com

Acesse aqui o site do CEBRAPAZ - (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz)

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Um debate para desmascarar o conceito de “governança global”

Publicado por Márcia Silva em 02/01/2010

do portal do cebrapaz

31/01/2010
Centenas de pessoas participaram, no sábado (30/01), da conferência “Governança e Paz Mundial”, no Hotel Sol Barra — uma das sedes centrais do Fórum Social Mundial Temático da Bahia. A atividade contou com palestras do ministro dos Assuntos Estratégicos, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães; do professor universitário e escritor argentino Jorge Benstein; e da presidente do Conselho Mundial da Paz (CMP) e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Socorro Gomes.

Samuel Pinheiro — que é também um dos principais formuladores da exitosa política externa do Itamaraty — defendeu a necessidade de “desconcentrar o poder internacional”. Segundo o ministro, o respeito à soberania nacional e a democratização das relações internacionais são indispensáveis à defesa da paz mundial.

Jorge Benstein analisou a crise do capitalismo e do imperialismo, discorrendo sobre o “largo crepúsculo” desse sistema. Para ele, o que está se produzindo é uma crise geral da civilização burguesa, que permite vislumbrar o outro mundo possível. “É preciso começar a falar de revolução e socialismo, não como arroubos — mas como bandeiras para a ação, destinadas a mobilizar as grandes maiorias populares.”

Socorro Gomes afirmou que o conceito de “governança global” foi lançado contemporaneamente no auge da globalização neoliberal, quando se pretendia impor ao mundo a governança de um condomínio de potências imperialistas. Segundo a presidente do CMP e do Cebrapaz, estão condenadas ao fracasso todas as tentativas de criar padrões de governança a partir de organizações ditas multilaterais, mas que são na prática dominadas pelas grandes potências.

Ela condenou energicamente as políticas militaristas e de guerra do imperialismo estadunidense. Lembrou a primeira guerra ao Iraque, durante o mandato de George Bush, as guerras na ex-Iugoslávia, conduzidas por Bill Clinton, e as atuais guerras contra o Iraque e o Afeganistão, iniciadas por George W. Bush e continuadas no governo Obama.

Socorro chamou a atenção para o perigo que representa para os povos latino-americanos a escalada militarista dos Estados Unidos na região, com a política de instalação de bases militares e o relançamento da Quarta Frota. Em sua conferência, Socorro fez um chamamento a que os ativistas dos movimentos sociais se incorporem à campanha contra as bases militares estrangeiras na América Latina e Caribe, lançada pelo Cebrapaz.

A campanha já conta com a adesão de outras entidades e redes, nacionais e internacionais, como Conselho Mundial da Paz, Mopassol, Frente de Resistência ao Golpe em Honduras, MST, Via Campesina, CTB, Encuentro Nuestra América, UNE, Ubes, Oclae, CUT, UBM, Macha Mundial de Mulheres, Fedim, Aliança Social Continental, OSPAAAL, Serpaj, Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, Rede Jubileu Sul, Conam, Unegro, entre outras

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Socorro Gomes defende Brasil contra ataque de Eric Toussaint

Publicado por Márcia Silva em 01/28/2010

do portal vermelho

A manhã desta quinta-feira (28/1) de Fórum Social Mundial (FSM) foi preenchida por debates que deram continuidade ao Seminário “Dez anos depois: desafios e propostas para um outro mundo possível”. Os debates foram em torno dos elementos da nova agenda mundial, assim como na quarta-feira (27/1). A presidente do Cebrapaz, Socorro Gomes, esteve em uma das mesas e enfrentou uma polêmica levantada pelo belgo Eric Toussaint sobre a postura do Brasil em relação a outros países da América Latina

Iberê Lopes

Kamal Lahbib, do Forum des Alternatives du Maroc, falou da importância do FSM chegar ao Oriente Médio

Na mesa “Direitos e responsabilidades coletivas” estava o marroquino Kamal Lahbib, do Forum des Alternatives du Maroc, que aproveitou o espaço do Fórum Social Mundial para dizer que “existe uma região no mundo que não está incluída no processo do Fórum Social Mundial, e onde os direitos humanos não são respeitados”. Kamal relatou os inúmeros conflitos religiosos e de classes existentes no Oriente Médio e conclamou o FSM a desenvolver ações concretas em nível internacional sobre questões como a criação do Estado palestino. Ele afirmou participar de um movimento que fez uma escolha clara pela luta pacífica e ainda falou sobre o Brasil, dizendo achar importante que se abram os arquivos da Ditadura Militar para que as gerações futuras saibam o que ocorreu e se previnam de fenômeno similar.

Muitos consensos e uma polêmica

Já o debate “Novo Ordenamento Mundial”, embora tenha construído muitos consensos, foi também palco para uma polêmica entre a presidente do Cebrapaz, Socorro Gomes, e o belgo Eric Toussaint, do Committee for the Abolition of Third World Debt (CADTM). Além de Socorro e Eric, a mesa foi composta também pelo representante da University of Kwa Zulu-Natal School of Development Studies da África do Sul, Patrick Bond, pelo senegalês Taufik Ben Abdallah, da Environmental Development Action in the Third World (Enda), pelo brasileiro Antônio Martins, da Attac e o finlandês Teivo Teivainen, da Network Institution for Global Democratization (NIGD).

Os integrantes da mesa apresentaram críticas ao atual ordenamento mundial em seus diversos aspectos: criticaram o funcionamento dos organismos internacionais, a relação predatória do desenvolvimento dos países com o meio ambiente e sobretudo criticaram a lógica imperialista das relações entre países e o instrumento principal de dominação: a máquina de guerra da maior potência do capitalismo munidal, os Estados Unidos. A conclusão consensual é que o capitalismo é um sistema falido e que sua principal potência, os Estados Unidos, assim como outras nações mais industrializadas, quando em período de crise, como o que vivemos agora, “saqueiam outras nações e os trabalhadores”, como expressou Socorro Gomes.

A polêmica do debate se deu em torno da afirmação de Eric Toussaint de que o Brasil pratica o que ele classificou de “subimperialismo” em relação a outros países da América Latina. Socorro Gomes pediu licença a Eric Toussaint e disse que como “bom democrata”, ele teria permitir que ela discordasse deste ponto de vista. Em seguida, Socorro discorreu sobre a defesa da soberania nacional aliada a ações que promovem a integração solidária do continente priomovidas pelo governo brasileiro. Segundo Socorro, esta ação solidária é inclusive reconhecida pelos governantes de outros países e pelos povos dessas nações. Socorro disse ainda que o Brasil tem sido fundamental no processo de construção de uma América Latina forte e que busca o desenvolvimento de suas nações por meio de caminhos alternativos ao neoliberalismo.

Os demais membros da mesa que se pronunciaram sobre a polẽmica e também intervenções do público presente dirigidas à mesa apoiaram a posição de Socorro, isolando a opinião apresentada pelo belgo Eric Toussaint.

Assembleia dos Movimentos Sociais

Sobre o FSM, a presidente do Cebrapaz opinou que se trata de um importante espaço de reflexão e, como tal, ajuda a elevar a consciência. Para ela, os movimentos devem se organizar na assembleia dos movimentos sociais, que será na sexta-feira (29/1), às 10h, na Usina do Gasômetro, para organizar suas ações unificadas e agendas políticas.

De Porto Alegre, Luana Bonone

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CEBRAPAZ NO FSM – 2010 PORTO ALEGRE

Publicado por Márcia Silva em 01/27/2010

Dia 26/01 as 17h no Conceição Residence Hotel- Reunião com os representantes de diversos países da America Latina – Porto Alegre, Rio Grande do Sul

Dia 27/01 as 10h no Conceição Residence Hotel- Relato da situação de cada país – Porto Alegre, Rio Grande do Sul

Dia 28/01 as 14h na Tenda da Paz (no Aeródromo, em frente ao Gasômetro) – Evento: “A cultura de paz e a integração regional em um mundo em transição”- Porto Alegre, Rio Grande do Sul

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Confira a programação do Cebrapaz no Fórum Social Mundial 2010

Publicado por Márcia Silva em 01/27/2010

do portal do cebrapaz

De volta a Porto Alegre (RS), o Fórum Social Mundial (FSM) iniciou sua 10ª edição nesta segunda-feira (25/1), com o lema “10 Anos Depois — Desafios e Propostas para um Outro Mundo Possível”. No primeiro dia do encontro, o Cebrapaz (Centro de Brasileiro aos Povos e Luta pela Paz) participou da Marcha de Abertura — uma animada e combativa passeata, que mobilizou cerca de 10 mil pessoas pelas ruas da capital gaúcha.
A entidade brasileira lançou também a Tenda da Paz, montada em parceria com a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil). Situada no Aeródromo, em frente à Usina do Gasômetro, a tenda promoverá debates e reuniões, além de ser um ponto de encontro para os participantes do Fórum.

Nesta terça (26/1), às 17 horas, dirigentes da entidade brasileira se reúnem com representantes de diversos países da América Latina. Os encontros devem ocorrer no Conceição Residence Hotel — mesmo local onde, na manhã do dia seguinte (27/1), haverá relatos da situação de cada país.

Já a mesa “A cultura de paz e a integração regional em um mundo em transição” — principal atividade promovida pelo Cebrapaz no FSM — acontece na quinta-feira (28/1), às 14 horas na Tenda da Paz. Na ocasião, haverá o lançamento, em nível continental, da campanha “América Latina e Caribe, Região de Paz — Não às Bases Militares”.

O Cebrapaz participará ainda da reunião da CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais), na sexta-feira (29/1), às 10 horas, na Usina do Gasômetro. O encontro debaterá os rumos do Fórum Social Mundial e, em pleno ano eleitoral de 2010, deve convocar, para 31 de maio, em São Paulo (SP), uma grande Assembleia Nacional dos Movimentos Sociais.

Depois de Porto Alegre, a luta pela paz dá continuidade às suas atividades nos dias 30 e 31 de janeiro, em Salvador (BA), onde haverá outra etapa regional do 10º FSM. O site do Cebrapaz divulgará em breve a programação da entidade na capital baiana.

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Estados Unidos já têm 13 bases militares em torno da Venezuela. Por Ignacio Ramonet

Publicado por Márcia Silva em 01/16/2010

do portal do CEBRAPAZ
A chegada de Hugo Chávez ao poder, na Venezuela, em 2 de fevereiro de 1999, coincidiu com um acontecimento militar traumático para os Estados Unidos: o fechamento de sua principal instalação militar na região, a base Howard, situada no Panamá (fechada em virtude dos Tratados Torrijos-Carter, de 1977).

Em troca, o Pentágono escolheu quatro localidades para controlar a região: Manta, no Equador; Comalapa, em El Salvador, e as ilhas de Aruba e Curazao (de soberania holandesa). A suas – por assim dizer -”tradicionais” missões de espionagem, acrescentou novas atribuições oficiais a estas bases (vigiar o narcotráfico e combater a imigração clandestina para os Estados Unidos) e outras tarefas encobertas: lutar contra os insurgentes colombianos; controlar os fluxos de petróleo e minerais, os recursos de água doce e a biodiversidade. Mas, desde o início, seus principais objetivos foram vigiar a Venezuela e desestabilizar a Revolução Bolivariana. Leia o resto deste post »

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PRESIDENTE DO CEBRAPAZ PRESTA SOLIDARIEDADE AO POVO HAITIANO

Publicado por Márcia Silva em 01/16/2010

do portal do Cebrapaz
Somando-se às reações de “consternação e inconformismo” ao terremoto de terça-feira (12) no Haiti, o Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz) enviou condolências às famílias das vítimas brasileiras na tragédia. Em nota assinada por sua presidente, Socorro Gomes, a entidade prestou ainda “solidariedade aos haitianos — um povo que, há mais de dois séculos, está em luta permanente contra a dominação”.
Segundo o texto, “autoridades do mundo inteiro” — com destaque para o governo brasileiro — se engajaram na ajuda humanitária para “reconstruir o Haiti e ajudar as vítimas do terremoto e suas famílias, bem como o conjunto do povo”.

Confira abaixo a íntegra da nota do Cebrapaz.
É com consternação e inconformismo que povos de todo o mundo recebem notícias sobre o terremoto que devastou nesta terça-feira (12/1) o Haiti, sobretudo a capital Porto Príncipe. Os rastros da tragédia incluem dezenas de milhares de mortos (talvez mais de 100 mil), 3 milhões de pessoas afetadas e uma vasta destruição na já escassa infraestrutura do país caribenho — o mais pobre e sofrido da América.

As perdas humanas incluem pelo menos 15 brasileiros, sendo 14 militares que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), além da fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, símbolo da luta pelos direitos humanos. Neste momento de pesar, o Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz) envia condolências às famílias dessas vítimas.

Prestamos também nossa solidariedade aos haitianos — um povo que, há mais de dois séculos, está em luta permanente contra a dominação. Em 1804, o Haiti se tornou o primeiro país da América Latina a proclamar sua independência, numa histórica insurreição de negros e mulatos, sob a liderança dos ex-escravos Toussaint l’Ouverture e Jean-Jacques Dessalines. Desde então, sobressai o exemplo da resistência haitiana ante o imperialismo.

Apelamos para que autoridades do mundo inteiro não poupem esforços para ajudar a reconstruir o Haiti e ajudar as vítimas do terremoto e suas famílias, bem como o conjunto do povo. Nesse sentido, sobressaem os gestos da comunidade internacional, como o do governo brasileiro, que anunciou o envio ao Haiti de US$ 15 milhões e 28 toneladas de alimentos, além de oito aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

Socorro Gomes
Presidente do Cebrapaz

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Revendo a história, a razão está com os palestinos – Por Antonio Barreto

Publicado por Márcia Silva em 01/12/2010

do portal do CEBRAPAZ

S<em>íntese da história da Palestina e da luta do seu povo que nos últimos 50 anos viu sua pátria ser invadida e dominada pelo império colonial Israel/Estados Unidos.</em>

            A questão palestina precisa ser entendida não apenas pelas pendências religiosas e limites territoriais geográficos, mas principalmente pela trajetória histórica do seu povo. Vista por esse ângulo, caem por terra todas as justificativas israelenses para a invasão do território e o massacre dos palestinos. 

Com 27 mil quilômetros quadrados incrustados no cruzamento de três continentes  – Europa, Ásia e África – a Palestina é um ponto estratégico do ponto de vista militar, comercial e político.
Apesar de vários povos terem passado pela Palestina em seus 10 mil anos de história, apenas três povos  se destacaram nessa região e deixaram as marcas da sua cultura. Foram os cananeus, os filisteus e os israelitas.

Os cananeus são os mais antigos na Palestina, tendo ali se instalado  há cerca de 3.000 anos  a..C. Foram eles que deram ao país o nome histórico de “terra de Canaã”. Entre suas cidades, encontra-se Jerusalém, nascida há 1800 a.C.

Os israelitas que vagaram pelo deserto depois do seu êxodo do Egito, chegaram à parte oriental de Canaã cerca de 1.200 a.C. e iniciaram o processo de colonização com as 12 tribos de Israel, unidas por Saul que fundou o primeiro reino israelita na Palestina em 1030 a.C., que durou até 587 a.C., quando o reino de Judá foi destruído pelos babilônios. A partir daí, sai de cena o governo israelita na Palestina, situação essa que durou até meados do século XX. Leia o resto deste post »

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O Regresso da Gandhi do Saara (BRASIL DE FATO)

Publicado por Márcia Silva em 01/08/2010

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Persiste clima de tensão entre Venezuela e Colômbia

Publicado por Márcia Silva em 12/24/2009

do site prensa latina

24 de diciembre de 2009, 07:12Caracas, 24 dez (Prensa Latina)

O clima de tensão entre Venezuela e Colômbia persiste hoje depois de quase cinco meses que Caracas decidiu congelar suas relações bilaterais com o país vizinho.

Neste contexto o ministro venezuelano de Interior e Justiça, Tareck El Aissami, informou ontem a captura do paramilitar neogranadino Oscar José Ospina, a quem a justiça de seu país busca por sua participação em pelo menos 300 assassinatos.

Por sua vez, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, denunciou no domingo passado a violação do espaço aéreo nacional por um avião não tripulado de uns dois ou três metros de comprimento que penetrou até Forte Mara (zona fronteiriça).

Essas aeronaves, explicou o líder, manejam-se por controle remoto, vão filmando tudo, inclusive, algumas atiram bombas e vão embora, essa é a tecnologia ianque (estadunidense) que agora está na Colômbia.

Chavez advertiu que tinha ordenado “tombar qualquer aviãozinho desses que apareça, porque não vamos permitir que violem o espaço aéreo”.

Em resposta às declarações de Chávez, o ministro de Defesa colombiano, Gabriel Silva, disse na última segunda-feira em tom de deboche que os soldados venezuelanos confundiram o trenó de Papai Noel com os aviões espiões.

A respeito, o vice-chanceler venezuelano, Francisco Arias, disse que as palavras de Silva vão contra os objetivos de normalização dos vínculos bilaterais que seu presidente Álvaro Uribe diz perseguir.

Durante uma visita a guarnições militares na fronteira com o vizinho país, Arias manifestou estar surpreso pelo fato de que Silva esteja fazendo declarações que correspondam ao Ministério de Relações Exteriores.

Há uns dias, precisou, a chancelaria venezuelana chamou os representantes da embaixada colombiana em Caracas para fazer-lhes entrega de um “protesto formal, bem sério e franco,” pelas expressões de Silva.

O governo venezuelano congelou suas relações econômicas no último dia 28 de julho com Bogotá por considerar uma ameaça de guerra para a região instalar sete novas bases militares estadunidenses em solo colombiano.

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CTB celebra Direitos Humanos e 5 anos do Cebrapaz em lançamento de campanha contra bases militares

Publicado por Márcia Silva em 12/11/2009

do portal da CTB

 A CTB participou nesta quinta-feira (10), em São Paulo, de um ato que celebrou os 61 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o aniversário de cinco anos do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Luta pela Paz) e o lançamento da campanha “América Latina é de Paz — Fora Bases Militares Estrangeiras”.

 Joaquim Pinheiro (MST), Socorro Gomes (Cebrapaz) e João Batista Lemos (CTB)

O ato, realizado na sede do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, contou com diversas entidades unidas na luta pela paz e deu o tom para uma série de atividades e protestos que serão realizados ao longo de 2010, a partir do Fórum Social Mundial, em janeiro, contra a instalação de bases militares estadunidenses em território latino-americano.

“Não podemos encerrar o ano sem protestar contra essa política. Esperamos que as iniciativas de hoje sejam uma caixa de ressonância que se espalhe por todo o continente”, afirmou Joaquim Pinheiro, coordenador internacional do MST, citando também o encontro realizado pela manhã, no Consulado da Colômbia, oportunidade em que diversas entidades entregaram um documento de denúncia da repressão sofrida pelos movimentos sociais colombianos.

Para João Batista Lemos, secretário internacional adjunto da CTB, também é papel dos trabalhadores de todo o continente difundir e defender a campanha de paz da América Latina. Recém chegado da Cumbre Sindical realizada em Montevidéu, no Uruguai, o dirigente sindical informou que a CTB relatou às outras centrais sindicais da região a importância de lutar também contra a instalação de bases estrangeiras no continente. “Se quisermos ver a América Latina livre da ingerência dos Estados Unidos, precisamos da força de todos os movimentos sociais da região nessa batalha”, afirmou.

Celebrações em todo o continente

Atos como o realizado em São Paulo, em celebração aos 61 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, também foram organizados em diversos países latino-americanos. Segundo Pinheiro, do MST, manifestantes em diferentes cidades da Argentina, do Uruguai, da Venezuela, do Peru, da Bolívia, da Guatemala, do Panamá e da Colômbia se somavam aos brasileiros na luta pela paz.

Socorro Gomes, presidente do Cebrapaz, disse que no Brasil as forças comprometidas pela paz não poderiam deixar passar tal data em aberto. Em rápida entrevista ao Portal da CTB, ela falou sobre o aniversário de cinco anos da entidade, da luta contra o imperialismo e de como os povos de todo o mundo têm conseguido se organizar cada vez mais em prol de nações soberanas. 

Portal CTB: Socorro, após cinco anos de lutas no Cebrapaz, o mundo é um lugar melhor ou pior para se viver?
O mundo é o lugar em que nós vivermos e felizmente há muitos avanços, muitas lutas, especialmente aqui na América Latina, onde diversos governos buscam construir uma integração solidária, de cunho antiimperialista. Esses governos têm dados muito interessantes, pois além de lutar contra a hegemonia dos Estados Unidos, também apresentam dados sociais muito interessantes.

Nesses cinco anos houve também uma condenação à política do maior criminoso das últimas décadas, George W. Bush, cujo legado pode ser comparado só ao de Hitler. Obama foi a resposta a isso, mas ocorre que ele, desde sua eleição, tem tido conversar muito boas, mas suas atitudes têm sido muito diferentes.

Por aí fica difícil entender seu prêmio de Nobel da Paz…
Sem dúvida, foi um acinte. Compreendemos que, para o imperialismo, a guerra é um instrumento de domínio. Assim, é preciso a luta pela paz, algo essencial no mundo de hoje.

Você acha que, em nível mundial, é possível ver entre os movimentos sociais um comprometimento maior e mais organização nessa luta pela paz?
O que eu vejo hoje é o povo de cada país tomando consciência, condenando as guerras que existem no mundo e a posição dos Estados Unidos. Há uma grande indignação, uma grande revolta em todo o mundo. O povo sabe que o imperialismo estadunidense é inimigo do progresso e da paz. Na América Latina isso é mais frequente, por todo o histórico da região: primeiro com as ditaduras, depois com o Consenso de Washington e o neoliberalismo. Nossos países foram destruídos, assim como a economia da região. Mas hoje temos nosso continente mostrando que o caminho a ser seguido é o da soberania e da integração solidaria.

Fernando Damasceno – Portal CTB

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