CEBRAPAZ NÚCLEO RIO

Centro Brasileiro de Solidariedade aos povos e luta pela Paz

Sobre o Cebrapaz

Publicado por Márcia Silva em 07/10/2009

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 O que é o Cebrapaz ?

 Entidade da sociedade civil, plural, democrática, patriótica, solidária e humanista,

CEBRAPAZ – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz -

Adota estes princípios e assume os seguintes compromissos:

- Lutar pela paz mundial, contra as guerras de ocupação, em defesa da soberania de todos os povos e nações;

- Denunciar os crimes de guerra, os massacres de populações civis, a abominável prática da tortura e defender os Direitos Humanos;

- Prestar solidariedade a todos os povos que lutam por seus direitos sociais e políticos pela autodeterminação.

Em nome destes princípios e compromissos, o Cebrapaz convida todos a unirem os seus esforços pela paz como condição de liberdade, de combate à miséria, de proteção à natureza, de desenvolvimento nacional, de democracia e independência, no reforço ao espírito de solidariedade com toda a humanidade .

PARA ENTRAR EM CONTATO CONOSCO DO CEBRAPAZ NÚCLEO RIO:

EMAIL:  cebrapazrio@gmail.com

Acesse aqui o site do CEBRAPAZ - (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz)

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BRASIL APOIA CHAVEZ !!!

Publicado por Márcia Silva em 09/18/2012

http://brasilcomchavez.wordpress.com/

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Cebrapaz debate violação dos Direitos Internacionais

Publicado por Márcia Silva em 06/16/2011

Prestigiada por diversas personalidades internacionais, a conferência A
Integração Latino Americano: a importância da cultura da paz num mundo
militarizado, organizada pelo Centro Brasileiro de Luta pela Paz (Cebrapaz)
ocorre nesta sexta (17) e sábado (18) em São Paulo.

Reprodução

cebrapazO evento terá como temas: Fortalecer a cultura da paz em um mundo
militarizado; Ameaças à Paz no Atlântico Sul (4ª Frota e OTAN); Investidas do
Imperialismo na América Latina; e Luta dos Povos em Defesa da Soberania e da
Paz.

O objetivo desta conferência é debater os desafios da luta
pela paz, “para aprofundar e ter mais elementos para fortalecer e qualificar
essa luta”, explica Socorro Gomes, presidente do Cebrapaz.

Socorro
apresenta exemplos de agressões os quais considera gravíssimos, que segundo ela
têm se intensificado, como os ataques a países no norte da África. “Libia,
Síria, Irã, uma guerra que se extende no Paquistão, além de agressões na
península coreana”, lista a presidente.

Para o Cebrapaz, um obstáculo
importante à paz é a cultura guerreira reforçada pelas potências imperialistas:
“a maior potência bélica, que são os Estados Unidos, tem uma política
imperialista, neocolonialista, com um arsenal de guerra monstruoso, cujo poder
de ataque aumenta com a nova configuração da OTAN. Esses ataques ocorrem a todo
momento onde quer os interesses das potências sejam colocados em cheque, ou
mesmo por interesse de saquear as riquezas de outras nações. Isso representa
inúmeras violações dos Direitos Internacionais, dos principios mais importantes
da Organização das Nações Unidas, da razão de ser da ONU, que é
a autodeterminação e soberania das nações, a igualdade entre países e povos e o
diálogo para dirimir conflitos”.

Para ela, o papel fundamental da
conferência é o fortalecimento da luta pela paz.

O público-alvo são
militantes de organizações sociais, estudantes, acadêmicos, professores, “todas
as pessoas que lutam por uma nova ordem internacional, contra a guerra, pela
paz”, define Socorro.

Além da mobilização que ocorre no Brasil,
participará da conferência uma delegação do Vietnã. Nas mesas de debate,
haverá ainda representantes de países latinos, árabes e asiáticos, que debaterão
as ações desenvolvidas em prol de uma cultura da paz.

As inscrições podem
ser feitas neste
link
. Mais informações podem ser obtidas por meio do endereço eletrônico
cebrapaz@uol.com.br ou pelo telefone (11) 3223-3469.

Confira a
programação da Conferência:

17/06 – Sexta-feira
19h
- Mesa de Abertura – Fortalecer a cultura da paz em um mundo
militarizado
Palestrantes:
Socorro Gomes – Cebrapaz
Carlos Rafael
Zamora Rodriguez – Embaixador de Cuba
Maximilien Arvelaiz – Embaixador da
Venezuela
Duong Nguyen Tuong – Embaixador do Vietnã
Mediador: Denis Veiga
Jr

18/06 – Sábado
9h – Mesa 1 – Ameaças à Paz no
Atlântico Sul-4ª. Frota e OTAN
Palestrantes:
Rina Bertaccini -
Argentina
Guillermo Borneu – Peru
Prof. Igor Fuser – Brasil
Mediador:
Rubens Diniz

11h30 – Mesa 2 – Atual política dos EUA para América Latina
e Caribe
Palestrantes:
Enrique Daza – Colômbia
Bertha Oliva -
Honduras
Guillermo De La Paz Velez – Porto Rico
Ricardo Abreu -
Brasil
Mediador: Ronaldo Carmona

15h – Mesa 3 – Luta dos povos contra
as agressões
Palestrantes:
José Ramón – Cuba
J.K. Suleiman Rashid -
Palestina
Majd Al Shara – Síria
José Reinaldo Carvalho -

Brasil
Mediador: Alexandre Braga

18h – Coquetel de
encerramento

Da redação, Luana Bonone

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Batalha de Praia Girón: Cuba celebra 50 anos de socialismo

Publicado por Márcia Silva em 04/16/2011

DA TV VERMELHO

Em 16 de abril de 1961 a revolução cubana declara seu caráter socialista. A data marca momentos de grande tensão entre imperialistas dos EUA e vitoriosos revolucionários, como Fidel Castro, de 1º de janeiro de 1959. Já em 17 de abril americanos abrem fogo contra a ilha pela praia Girón, mas são fragorosamente derrotados em menos de 72 horas. Após 50 anos, a TV Vermelho busca o significado desta vitória e quais são os atuais desafios do socialismo cubano.

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Contra a Ingerência

Publicado por Márcia Silva em 04/12/2011

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Obama vem aí; para movimentos sociais é “persona non grata”

Publicado por Márcia Silva em 03/15/2011

do portal vermelho

Os movimentos sociais brasileiros consideram o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, persona non grata no Brasil e repudiam a sua presença no país. Durante sua primeira visita ao Brasil, Obama fará um discurso na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, no próximo domingo (20). O evento terá início a partir das 11h30. O discurso do presidente americano será traduzido.

Obama chegou à presidência dos Estados Unidos em 2008 depois de uma propaganda eleitoral que pregava “mudanças”, em oposição ao belicismo e à desastrosa administração na economia realizada por seu antecessor, George W. Bush.

De acordo com o consulado americano, durante sua visita, Obama passeará pelo Cristo Redentor e na favela Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. Obama deve se reunir, em Brasília, com a presidente Dilma Rousseff, participará de um almoço no Itamaraty e de um jantar no Palácio do Planalto, acompanhado da mulher, Michelle, e das filhas Malia e Sasha.

O voo que traz Obama ao Brasil está programado para aterrissar na Base Aérea de Brasília às 8h de sábado (19). Após desembarcar, o primeiro compromisso de Obama será um encontro com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, às 10h.

Em entrevista ao Portal Vermelho, a ativista Socorro Gomes, presidente do Conselho Mundial da Paz e do Centro Brasileiro de Solidariedade e Luta pela Paz (Cebrapaz), disse que a visita do mandatário estadunidense será marcada pelo enérgico repúdio que os movimentos sociais manifestarão à presença de Obama no Brasil.

Segundo ela, “os movimentos sociais como o Cebrapaz e as entidades que integram a Coordenação dos Movimentos Sociais [CMS) devem manifestar o repúdio à visita de Obama ao Brasil. A nossa mídia diz que Obama vai fazer e acontecer no Brasil, mas na realidade ele vem para cá para impor a agenda do imperialismo na região”.

Leia a seguir a íntegra da entrevista:

Portal Vermelho: O que o Cebrapaz pretende fazer durante a visita de Obama ao Brasil?
Socorro Gomes: Os movimentos sociais, como o Cebrapaz e as entidades que integram a Coordenação dos Movimentos Sociais [CMS) devem manifestar o repúdio à visita de Obama ao Brasil. O que os Estados Unidos têm feito na América Latina é um mau exemplo. A nossa experiência mostra que os EUA não nos veem como amigos, mas como terra para explorar, dominar e saquear. Querem saquear recursos naturais, controlar os nossos mercados e dominar nossos povos [da América Latina].

Por isso os povos latino-americanos buscaram outro caminho de independência e soberania. Nossa história foi escrita com muito sangue e sofrimento, com ditaduras, invasões militares, complôs patrocinados pela CIA, assassinatos de presidentes. Nossa história testemunha a truculência e a força bruta do imperialismo americano em nosso território.

Quais são os verdadeiros motivos da viagem?
Socorro: Obama fala em paz, em Direitos Humanos. Mas sua administração não cumpriu com as promessas feitas em sua campanha eleitoral, que dizia serem “sagradas”. O desmantelamento da prisão de Guantânamo é promessa não cumprida e que não vai se cumprir em seu mandato. Ele tem total descompromisso com a paz. Não se discute sequer a situação de Guantânamo, uma área militar ocupada contra a vontade do povo cubano.

Obama vem ao Brasil para falar de Direitos Humanos e Paz, mas ao mesmo tempo dá total apoio ao regime israelense quando invade, ocupa e promove a colonização de territórios palestinos.

Hoje, os Estados Unidos articulam uma intervenção militar contra a Líbia, demonstrando completo desrespeito à soberania dos povos.

Na América Latina, aprofundou a ingerência militar. Honduras, Panamá e Colômbia são exemplos gritantes disso. A manutenção da Quarta Frota da Marinha de Guerra americana, criada por Bush em junho de 2008, também desmente Obama e configura-se numa grande ameaça à soberania e à paz no continente latino-americano.

O que Obama vem fazer aqui é discurso retórico, descompromissado com suas atitudes, que têm ido no rumo contrário à paz e ao Direito Internacional. O regime americano mantém 50 mil soldados na ocupação do Iraque, além da ocupação do Afeganistão, que Obama declarou ser a “sua guerra”. O Nobel da Paz caminha no sentido contrário ao da paz e da amizade entre os povos.

Entre outros assuntos, Obama deve abordar as relações que o Brasil tem com Venezuela e Cuba de forma a pressionar por outro caminho…
Socorro: As nossas relações com outros povos são relações de países soberanos, que prezamos muito, e não aceitamos ingerências sobre elas. Com a Venezuela temos interesses comuns, como o Mercosul, como a Unasul. Participamos de uma serie de foros conjuntos e procuramos construir um caminho comum soberano, sob um novo paradigma. De respeito e de complementaridade, diferente das relações de força dos EUA com as nações do nosso continente.

Um fato curioso e que desperta o interesse da nossa mídia, desviando a atenção dos assuntos importantes, é que a embaixada dos Estados Unidos vai dar gadgets eletrônicos àqueles que fizerem as melhores frases de boas vindas ao presidente Obama. Você vê nisso alguma semelhança com o que os colonizadores fizeram no descobrimento do Brasil?
Socorro: Esse é o tipo de relação que o imperialismo tem com os nossos povos, é uma tentativa de humilhar o nosso povo, repete a estratégia dos colonizadores, que davam miçangas, vidros coloridos e espelhos, ao mesmo tempo em que levavam em troca as nossas riquezas, como o ouro, o diamante e o pau-brasil.

Da redação

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Imagens de um massacre no reino do Bahrein

Publicado por Márcia Silva em 02/19/2011

Para ler sobre  Bahrein click AQUI

do carta maior

A violenta repressão militar aos protestos no reino do Golfo Pérsico deixou dezenas de mortos na capital. A insatisfação chegou aos reinos petroleiros e absolutistas, mas a resposta foi contundente. O exército de Bahrein tomou as ruas e abriu fogo com armas de guerra contra os manifestantes pacíficos. Os sheiks da região fizeram acordo para endurecer suas políticas contra os protestos. Há muita coisa em jogo aqui. Esta é a primeira insurreição séria nos ricos estados do Golfo, mais perigosa para os sauditas que os islamistas que tomaram o centro de Meca há mais de 30 anos. O artigo é de Robert Fisk.

Robert Fisk

“Massacre, é um massacre”, gritavam os médicos. Três mortos. Quatro mortos. Um homem passou pela minha frente em uma maca na sala de emergências, com o sangue escorrendo no piso, resultado de um ferimento de bala na perna. A poucos metros dali, seis enfermeiros lutavam pela vida de um homem pálido, barbudo, com sangue saindo do peito. “Tenho que leva-lo para a sala de cirurgia agora”, gritava um médico. “Não há tempo, ele está morrendo!”

Outros estavam ainda mais perto da morte. Um pobre jovem – 18, 19 anos, talvez – tinha um terrível ferimento na cabeça, um buraco de bala na perna e sangue no peito. O médico ao seu lado voltou-se para mim, com as lágrimas caindo sobre o avental manchado de sangue. “Tem fragmentos de bala no cérebro e não consegui tirar os pedaços, os ossos do lado esquerdo do crânio estão totalmente destroçados. Suas artérias estão todas rompidas. Não posso ajudar”. O sangue caía como uma cascata no solo. Era doloroso, vergonhoso e indignante. As vítimas não estavam armadas, mas acompanhavam o cortejo voltando de um funeral. Muçulmanos xiitas mortos por seu próprio exército bahreini na tarde de sexta-feira.

Um maqueiro estava regressando junto com milhares de homens e mulheres do funeral em Daih de um dos manifestantes mortos na Praça Pearl nas primeiras horas do dia anterior. “Decidimos caminhar até o hospital porque sabíamos que havia uma manifestação. Alguns de nós levávamos ramos como presentes de paz que queríamos dar aos soldados perto da praça, e estávamos gritando ‘paz, paz’. Não foi uma provocação – nada contra o governo. Mas os soldados começaram a disparar. Um deles disparou uma metralhadora de cima de um veículo blindado. Havia policiais, mas eles se foram quando os soldados começaram a disparar. Mas, sabe, o povo em Bahrein mudou. Não queriam sair correndo. Decidiram enfrentar as balas com seus corpos”.

A manifestação no hospital havia atraído milhares de manifestantes xiitas – incluindo centenas de médicos e enfermeiras de toda Manama, ainda com seus aventais brancos, que exigiam a renúncia do ministro da Saúde de Bahrein, Faisal Mohamed al Homor, por não permitir que as ambulâncias buscassem os mortos e feridos do ataque da polícia contra os manifestantes da Praça Pearl.

Mas sua fúria se tornou quase histeria ontem, quando trouxeram os primeiros feridos. Até cem médicos se aglomeraram nas salas de emergência, gritando e maldizendo o rei e o governo enquanto os paramédicos lutavam para empurrar as macas carregadas com as últimas vítimas através da multidão que gritava. Um homem tinha um grande curativo no peito, mas o sangue já estava manchando seu torso, pingando da maca. “Ele tem balas em seu peito e agora há ar e sangue em seus pulmões”, me disse a enfermeira ao seu lado. “Creio que o perdemos”. Assim chegou ao centro médico de Sulmaniya a ira do exército de Bahrein e, imagino, a ira da família Al Khalifa, incluindo rei.

O pessoal sentia que eles também eram vítimas. E tinham razão. Cinco ambulâncias enviadas para a rua – as vítimas de sexta-feira receberam os disparos em frente a uma estação de bombeiros, perto da Praça Pearl -, mas foram detidas pelo exército. Momentos mais tarde, o hospital descobriu que todos seus celulares estavam fora do ar. Dentro do hospital havia um médico, Sadeq al Aberi, ferido pela polícia quando foi ajudar os feridos na manhã de quinta.

Os rumores corriam como um rastilho de pólvora em Bahrein e o pessoal médico insistia em que até 60 cadáveres tinha sido retirados da Praça Pearl na quinta pela manhã e que a multidão viu a polícia carregar corpos em três caminhões refrigerados. Um homem me mostrou uma foto em seu celular na qual podia-se ver claramente os três caminhões estacionados atrás de vários veículos blindados do exército. Segundo outros manifestantes, os veículos, que tinham placas da Arábia Saudita, foram vistos mais tarde na estrada para aquele país. É fácil descartar essas histórias macabras, mas encontrei um homem – outro enfermeiro no hospital que trabalha para as Nações Unidas – que me disse que um colega estadunidense chamado “Jarrod” tinha filmado os corpos quando estavam sendo carregados nos caminhões, mas foi preso pela polícia e não foi mais visto.

Por que a família real do Bahrein permitiu que seus soldados abrissem fogo contra manifestantes pacíficos? Atacar civis com armas de fogo a menos de 24 horas das mortes anteriores parece um ato de loucura. Mas a pesada mão da Arábia Saudita pode não estar muito longe. Os sauditas temem que as manifestações em Manama e nas cidades do Bahrein acendam focos igualmente provocadores no leste de seu reino, onde uma significativa minoria xiita vive ao redor de Dhahran e outras cidades perto da fronteira com o Kuwait. Seu desejo de ver os xiitas de Bahrein sufocados tão rápido seja possível ficou claro quinta-feira, na cúpula do Golfo, com todos os sheiks e príncipes concordando que não deveria haver uma revolução ao estilo egípcio em um reino com uma maioria xiita de cerca de 70% e uma pequena minoria sunita que inclui a família real.

No entanto, a revolução do Egito está na boca de todos em Bahrein. Fora do hospital, estavam gritando: “O povo quer derrubar o ministro”, uma ligeira variação dos cantos dos egípcios que se libertaram de Mubarak, “O povo quer derrubar o governo”. E muitos na multidão disseram – como disseram os egípcios – que tinham perdido o medo das autoridades, da polícia e do exército.

A polícia e os soldados em relação aos quais agora expressam tamanho desgosto eram bastante visíveis ontem nas ruas de Manama, olhando com ressentimento desde seus veículos blindados azuis e tanques fabricados nos Estados Unidos. Parecia não haver armas britânicas à vista – ainda que estes sejam os primeiros dias de protesto e tenham aparecido blindados feitos na Rússia ao lado dos tanques M-60. No passado, as pequenas revoltas xiitas eram cruelmente reprimidas no Bahrein com a ajuda de um torturador jordaniano e um alto funcionário da inteligência, um ex-oficial da Divisão Especial Britânica.

Há muita coisa em jogo aqui. Esta é a primeira insurreição séria nos ricos estados do Golfo, mais perigosa para os sauditas que os islamistas que tomaram o centro de Meca há mais de 30 anos. A família de Al Khalifa sabe que os próximos dias serão muito perigosos para ela. Uma fonte confiável me disse que na quarta-feira à noite um membro da família Al Khalifa – que seria o príncipe herdeiro – manteve uma série de conversações telefônicas com um proeminente clérigo xiita, o líder do partido Wifaq, Ali Salman, que estava acampando na Praça Pearl. O príncipe aparentemente ofereceu uma série de reformas e mudanças no governo que ele pensou que o clérigo tinha aprovado. Mas os manifestantes permaneceram na praça. Exigiam a dissolução do Parlamento. E logo veio a polícia.

Nas primeiras horas da tarde, cerca de 3 mil pessoas se concentraram em apoio à família real e muitas bandeiras nacionais apareceram nas janelas de automóveis. Esta pode ser a capa da imprensa bahreini neste sábado, mas não terminará com o levante xiita. E o caos da noite no maior hospital de Manama – o sangue escorrendo dos feridos, os gritos pedindo ajuda nas macas, os médicos que nunca tinham visto tantos feridos à bala; um deles simplesmente sacudiu a cabeça incrédulo quando uma mulher teve um ataque ao lado de um homem empapado em sangue – somente irritou ainda mais os xiitas desta nação.

Um médico que disse se chamar Hussein me deteve quando saía da sala de emergência porque queria me explicar sua revolta. “Os israelenses fazem esse tipo de coisa com os palestinos, mas aqui são árabes disparando contra árabes”, bradou em meio à gritaria. “Este é o governo bahreiní fazendo isso com seu próprio povo. Estive no Egito há duas semanas, trabalhando no hospital Qasr el Aini, mas as coisas aqui estão muito pior”.

(*) Publicado originalmente no The Independent (Inglaterra), Especial para Página/12 (Argentina).

Tradução: Katarina Peixoto

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Dia de Mobilização Mundial de Solidariedade à Venezuela

Publicado por Márcia Silva em 02/01/2011

Dia de Mobilização Mundial de Solidariedade à Venezuela

 

 02 de Fevereiro de 2011

18hs

Auditório do Instituto Cultural Brasil- Argentina

   Edifício Argentina,Praia de Botafogo, nº228, Botafogo, RJ

No ato será entregue o Manifesto Continental ao Consul no Rio de Janeiro, como forma de solidariedade ao povo venezuelano e que será levado a todas as representações diplomáticas no continente.

 Após a entrega, acontecerá a  projeção do Documentário “Al Sur de la Frontera” de Olivier Stone.

Envie sua adesao, com nome, e/ou entidade e cidade, para o correio eletronico 
solidariedadelatina@gmail.com
MANIFESTO DE APOIO AO PROCESSO BOLIVARIANO NA VENEZUELA
Brasil, 2 de fevereiro de 2011.Ao povo da Venezuela,Ao Governo do Presidente Hugo Chavez,Aos movimentos sociais da Venezuela.

Estimados companheiros e companheiras,

Há doze anos o povo venezuelano decidiu mudar o rumo da história de seu país, romper com a longa noite neoliberal e décadas  de exploração de uma oligarquia que selocupletava com os recursos do petroleo, sem nada beneficiar o povo.O povo venezuelano pagou o preço da pobreza e das desigualdades sociais.

No dia dois de fevereiro de 1999, resultado de muitas mobilizações populares e de um massacre em Caracas que custou a vida de milhares de cidadãos, finalmente tivemos uma eleição democratica e o presidente venezuelano Hugo Chávez assumiu a  Presidência da Venezuela com o compromisso de refundar o país por meio de um processo de transformação social baseado na participação popular e no resgate dopapel do Estado como gestor de políticas públicas em pró da maioria da população.

A partir de então, iniciou-se um programa que erradicou o analfabetismo, universalizou o sistema de  saude pública, garantiu acesso à universidade aos jovense iniciou a democratização da propriedade da terra no campo e na cidade.   Um novo projeto economico de desenvolvimento nacional passou a ser construido baseado nautilização dos recursos do petroleo para resolver os problemas fundamentais do povo,como: emprego, moradia, educação, saude,terra e acesso a energia.  

 E o governo assumiu a vocação  internacionalista do pensamento de Simon Bolívar e estimulou aintegração com outros países e povos da America Latina, contribuindo para processosregionais  como o projeto ALBA, entre outros. Seguindo as regras da democracia representativa, o presidente Chávez e seu projeto de governo realizaram nesse periodo 15 processos eleitorais, sendo vitoriosos em 14, e assumindo publicamente a autocritica da derrota de 2008, como uma lição popular. 

 Mesmo assim, as empresas transnacionais, as classes dominantes locais e  os interesses economicos e militares do império dos Estados unidos  não se conformamcom a perca do controle do petroleo Venezuelano e com a perca do poder politico.   

 Por isso,  durante esses anos todos, tem organizado uma campanha permanente, sistemática, para desqualificar o processo bolivariano, agredindo o povo venezuelanoe a seu presidente, como nunca aconteceu antes na historia do país.  usando todas as armadas possiveis, desde a tentativa de golpe de estado, sabotagens e mnaipluçaões mediáticas. E ainda ousam denunciar de que não há liberdade de imprensa naVenezuela.

Essas forças direitistas, que  mantiveram o continente latinoamericano a serviço dos interesses do capital dos Estados Unidos,como agora, perderam o poder politico em muitos países,  se articulam então atravé do controle que tem dos meios decomunicação.   E usam os meios de comunicação de massa, como sua arma permanente para  mentir, manipular e atacar.   Isso vem ocorrendo não só na Venezuela, mas tambem no Brasil, na Argentina e em todos os países da america latina. No ano de  bicentenário da Independência politica de vários paises da americalatina, reiteramos que apesar da campanha de ódio orquestrada a partir dos meios massivos de comunicação contra a Venezuela,nosso compromisso de realizar todos osesforços para construir  a verdadeira integração de nossos povos,  e apoiar  oexemplo do povo venezuelano, que inspirados em Simom Bolivar, General Abreu e Lima, Jose Martí,  Che Guevara,  e tantos outros,  nos acena para a necessidade de  nosunirmos na america latina, para juntos nos  ajudarmos a resolver os problemas fundamentais de nosso povo.

Por confiar no caráter popular e democrático da revolução bolivariana, por defender o direito soberano do povo venezuelano e de todos os povos do mundo a decidir seudestino, sem ingerencia do capital e das forças do império, por considerar defundamental importância o processo de integração regional que vem sendo impulsado na america latina nos ultimos dez anos,  e que se concretiza, atraves da Unasul,  do CELAEC  e  de um projeto de integração popular  da ALBA,  saímos a público à manifestar nossa solidariedade com o povo venezuelano, ao seu governo e ao projeto de mudanças sociais em curso naquele país.

Defendemos que haja um processo de democratização de todos os meios de comunicaçãode massa em todos nossos paises, para livrar nossos povos, da manipulação  e do seu uso, apenas em defesa dos interesses da burguesia e das empresas que querem controlar  nossa economia e nossas riquezas.

Os povos da America Latina  precisam caminhar com suas proprias pernas,  trilhandoum mesmo caminho, de soberania politica, economica, de controle de seus recursos naturais, para construir sociedades  justas, democráticas e igualitárias.

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Lutar pela paz e denunciar os crimes de guerra do imperialismo

Publicado por Márcia Silva em 01/25/2011

do portal vermelho

A solidariedade internacional e a luta dos povos contra o avanço das forças imperialistas são os temas da entrevista da presidente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) e do Conselho Mundial da Paz (CMP), Socorro Gomes, ao Vermelho.

Socorro destacou, entre o conjunto de atividades realizados em 2010 por ambas as entidades, a atuação pelo desarmamento nuclear e a campanha pela retirada das bases militares dos EUA de territórios espalhados pelos cinco continentes.

Ela falou ainda da atuação do governo brasileiro na busca da paz e no processo de integração da América Latina. E da importância do fortalecimento do diálogo e da defesa da soberania de cada povo no processo de construção da paz.

Vermelho: O que você ressaltaria do conjunto de atividades realizadas pelo Cebrapaz em 2010?
Socorro Gomes: Além de encaminhar diversas lutas contra a militarização e as guerras, nós lançamos no mês de janeiro, no Fórum Social Mundial — em articulação com organizações de luta pela paz de todo o continente americano —, a campanha contra as bases militares no continente. Ao longo do ano, foram realizadas atividades na Colômbia, Argentina e Cuba contra as bases militares. Entendemos como fundamental o lançamento dessa campanha porque a questão das bases militares está ligada a um projeto maior do imperialismo.

O mundo tem hoje cerca de 800 bases militares dos EUA espalhadas em todos os continentes. Isso faz parte de um objetivo central do imperialismo estadunidense: o controle de todos os continentes, especialmente de países com recursos naturais ou que não se submetem à política deles. Essas bases são uma ameaça real e concreta. Do ponto de vista da ameaça bélica, o imperialismo controla os mares e oceanos (através das frotas navais), os continentes (com as bases militares) e o espaço aéreo (através de mísseis, escudos e satélites).

Na luta pela paz, é fundamental denunciar a máquina de guerra, seus crimes e responsáveis. Apenas na América Latina, desde a Segunda Guerra, são centenas de milhares de pessoas assassinadas por influência direta de golpes promovidos e coordenados pelos Estados Unidos, são quase 900 mil vítimas.

Também promovemos campanhas de solidariedade aos povos do mundo que estão em luta pelos seus direitos, soberania, defesa de seus territórios e contra as agressões imperialistas.

Vermelho: E em relação ao Conselho Mundial da Paz, quais foram as principais atividades do ano passado?
SG: Em 2010 participamos da campanha contra a Otan – que é um grande aparato de destruição e de guerra comandado pelos EUA. Participamos de conferências e manifestações de rua denunciando o que representa a Otan e exigindo seu desmantelamento imediato. Estivemos presentes em atividades em Estrasburgo e Lisboa, por motivo da realização na capital portuguesa da Cúpula da Otan, quando o Conselho Português Pela Paz e a Cooperação, com o apoio co Conselho Mundial da Paz, realizou um seminário e uma grande manifestação. Foi uma jornada de luta em que denunciamos a Otan como um instrumento do imperialismo que cometeu inúmeros crimes contra a humanidade.

Outra campanha do Conselho Mundial da Paz — e de que o Cebrapaz participou com muita força — foi pela destruição das armas nucleares. Essa é uma luta histórica do CMP porque as armas nucleares colocam em risco a própria existência da espécie humana. Realizamos no Senado brasileiro uma conferência sobre o Tratado de Não Proliferação Nuclear. Também realizamos em Nova Iorque passeatas e conferências sobre esse tema. Um dos pontos fundamentais do Conselho Mundial da Paz, desde o seu nascimento, é a luta contra as armas nucleares e de destruição em massa.

Para nós essa luta continua essencial. Ela denuncia a hipocrisia e a falácia dos EUA — que foi o único país que atacou e destruiu duas cidades com bombas nucleares e continua impune. Ao mesmo tempo os EUA tentam impedir que outros países utilizem a tecnologia nuclear para fins pacíficos.

Sabemos que a questão da paz é garantida com a soberania, com a auto determinação e um outro sistema de relações internacionais justo, mas temos que buscar desmantelar esse poder bélico porque vivemos sempre sujeitos a uma tragédia, seja na Península Coreana, no Oriente Médio ou no Irã.

Vermelho: O agravamento da crise econômica dos EUA pode acentuar ainda mais as investidas imperialistas ao redor do mundo?
SG: Penso que à medida que eles estão em crise e têm que realizar os seus lucros — que é a lógica do capital —, mais avançam contra os direitos dos trabalhadores. O imperialismo e as grandes potências avançam contra os países impondo medidas extremamente duras e fascistas — principalmente na perseguição aos imigrantes. Podemos ver aí a hipocrisia do sistema que fala de liberdade total, mas é uma liberdade que existe para impor sua própria vontade.

Nesse quadro, o risco de agressões contra as nações tem que ser encarado como uma ameaça de fato. Se o imperialismo está armado até os dentes, se está espalhado por mar, terra e ar, e tem essa política de ataque aos direitos dos povos, temos que encarar como um risco.

Vermelho: Como você vê a conjuntura internacional neste começo de ano?
SG: Quando o povo americano votou em Obama apostou na paralisação desta política de guerra — que leva os EUA a um isolamento, por semear o medo e o terror entre povos e nações. Obama foi essa tentativa, mas ele continua — apesar de um discurso mais suave — com as mesmas medidas de Bush. Do ponto de vista da ameaça aos povos e da atitude dos Estados Unidos de ataque à democracia e aos direitos dos países, Obama continua e aprofunda a mesma política.

O que temos este ano é a continuidade da intimidação ao Irã, várias escaramuças e ameaças contra a Coreia do Norte e o cerco da África pelo Africom [Comando Africano dos Estados Unidos] que tem o objetivo de controlar o continente, que é riquíssimo. No nosso continente as medidas também continuam. Cuba permanece sob bloqueio e os cinco patriotas cubanos continuam presos.

Por outro lado, há um avanço significativo em vitórias importantes, e nesse sentido o Brasil joga um papel destacado. Nós, do Cebrapaz, encaramos com alegria a eleição da presidente Dilma Rousseff, porque é a continuidade de um projeto de independência e de integração. Observamos a Venezuela, o Equador e a Bolívia darem grandes saltos. A Venezuela conseguiu combater as desigualdades e hoje está em primeiro lugar na América Latina nesse aspecto, o combate à pobreza foi um dos mais significativos avanços — fruto de um governo que utilizou os recursos naturais para garantir a melhoria de vida do seu povo. O Cebrapaz manifesta de maneira militante a solidariedade aos povos que estão nessa luta.

Vermelho: Diante dessas perspectivas de avanço, principalmente na América Latina, como se dão as reações imperialistas?
SG: As reações buscam sempre desestabilizar esses governos progressistas. A oposição oligárquica, que é muitas vezes ligada ao passado ditatorial e neocolonial, busca o retrocesso, pois sem democracia é mais fácil explorar e dominar o povo.

Vermelho: O que você destacaria da resistência latino-americana contra as forças imperialistas?
SG: No continente americano, as bases militares e a 4ª Frota da Marinha de Guerra dos EUA estão se intensificando com o acordo assinado pelo ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, para a instalação de mais bases militares. O objetivo dessas bases é cercar a região e fazê-la servir aos EUA. Busca-se cercar países como a Venezuela, a Bolívia e o Equador. No Caribe, o objetivo dos EUA é dominar Cuba, ameaçado-a com a base de Guantânamo. No Panamá, que havia conseguido avançar no processo de maior soberania, o imperialismo busca a instalação de novas bases. Estes são apenas alguns exemplos do intervencionismo norte-americano no continente.

Além disso, temos a questão da Amazônia, a mais rica região do mundo em biodiversidade e água. Trata-se de uma questão estratégica porque os recursos energéticos aí são gigantescos. Além do mais, existe a questão do Pré-Sal brasileiro que passou a ser um dos alvos da 4a Frota.

Desde 1998 a luta dos povos vem crescendo e o imperialismo não se conforma. Tenta sabotar e impedir os avanços. Basta observarmos o golpe em Honduras; a tentativa fracassada de golpe no Equador e as constantes investidas para desestabilizar a situação na Venezuela e na Bolívia.

Ainda podemos considerar no exame da situação da América Latina a manutenção do bloqueio a Cuba, que é o meio pelo qual o imperialismo norte-americano tenta estrangular a ilha e derrotar a Revolução.

Vermelho: Quais são os eixos de trabalho do Cebrapaz em 2011?
SG: As perspectivas são de muitas lutas. Vamos avançar na questão da luta contra a guerra, da solidariedade e da resistência contra as bases militares e a 4ª Frota e temos também o grande desafio de fortalecer o Cebrapaz nos estados. Temos muitos desafios a enfrentar. Com certeza as organizações pacifistas estarão à altura. Este é um ano de fortalecimento do Cebrapaz — com planejamento e campanhas específicas, que envolvem as necessidades de cada estado integradas aos movimentos sociais. Em junho vamos realizar uma conferência nacional com convidados internacionais, o que faz parte do projeto de fortalecimento da cultura da paz.

Outra questão fundamental é a solidariedade. Vivemos, em épocas passadas, de costas para a América Latina. No Brasil, os governantes e as classes dominantes falavam apenas sobre a Europa e os EUA. Hoje os governos da América Latina possuem vários fóruns de integração: o Mercosul, a Unasul, o Conselho de Defesa da América do Sul, a Alba, o Parlasul, o Parlatino. Todos esses mecanismos são passos importantes para a integração. Precisamos intensificar esse movimento de solidariedade.

Vermelho: A recente reunião entre os presidentes da China e dos EUA indica uma transição de hegemonias?
SG: Ainda não tenho todos os elementos, mas a questão da crise econômica — que tem seu epicentro nos EUA — chama a atenção. Com a moeda e a economia americana em decadência, vemos que o imperialismo norte-americano está em declínio. Não quero dizer com isso que este imperialismo esteja morrendo e basta uma pá de cal para enterrá-lo. É preciso combatê-lo cada vez com maior força, mas a hegemonia americana está sofrendo abalos. Os EUA ainda têm o maior poder bélico, ao passo que a China é uma potência emergente.

Vermelho: Em novembro último você participou na Espanha de uma conferência sobre a questão palestina. Que opinião tem sobre o tema?
SG: O Estado de Israel foi criado com todo o apoio do imperialismo, mas o Estado da Palestina, que também era uma determinação da ONU, não foi criado. Pelo contrário, o território palestino foi sendo invadido e ocupado através de ações militares. Atualmente Israel possui armamento nuclear e a chamada “comunidade internacional” sabe disso, mas nada faz no sentido contrário. Israel já deu claras demonstrações de que não permitirá a criação do Estado palestino.

O povo palestino vem sofrendo um martírio, e mesmo com várias resoluções da ONU determinando a retirada de Israel dos territórios ocupados, a suspensão da instalação de colônias e declarações de que o muro é ilegal, nada é feito. O povo palestino, apesar de martirizado, é um povo heróico porque continua resistindo e lutando por seu Estado, sua autonomia, sua autodeterminação e seu direito de viver. A própria ONU e os países do mundo devem muito ao povo palestino. Ele é um exemplo de como lutar contra os horrores do imperialismo.

O CMP está examinando a proposta de enviar uma delegação à Palestina ainda este ano. O Cebrapaz e os movimentos sociais no Brasil também estão propondo organizar uma delegação para visitar a Palestina em 2011. Além disso, queremos discutir e levar a mensagem ao Parlamento brasileiro para que nosso país não tenha negociações, especialmente sobre assuntos militares com um estado terrorista que cometeu genocídios, crimes de guerra e contra a humanidade.

Vermelho: Como o Cebrapaz e o CMP atuam na questão da luta do povo saharauí?
SG: Esta é uma questão importante. O Marrocos de forma alguma aceita a autodeterminação do povo saharauí, posicionando-se e agindo de forma truculenta. As coisas que acontecem lá são realmente escabrosas, muito parecidas com as torturas estadunidenses em Guantânamo. O povo saharauí só quer o direito à sua autodeterminação, o direito de ter a sua própria cultura. Dessa forma entendemos que é essencial a solidariedade ao povo saharauí e o CMP tem feito visitas e mantido laços importantes pela independência desse povo.

Vermelho: É possível afirmar que a política externa brasileira possui elementos progressistas e de construção da paz?
SG: Podemos dizer que a política externa brasileira desde o primeiro mandato do ex-presidente Lula teve inúmeros avanços. A primeira mostra disso foi a recusa do governo brasileiro em atender o apelo do ex-presidente, George W. Bush, para invadir o Iraque. Lula então dizia: “A nossa guerra é contra fome”. O Itamaraty e o governo brasileiro buscaram sempre a construção de um caminho de paz e diálogo. Essa atuação aconteceu tanto em questões como a do Oriente Médio, no caso da crise energética nuclear com o Irã, como as relacionadas com nossa região. Até mesmo quando os interesses de empresas brasileiras estavam envolvidos, que foi o caso do gás com a Bolívia, nós procuramos o diálogo. Foi nesse momento que a direita brasileira, que em nenhum momento se importou com a soberania do Brasil, gritou dizendo que o país tinha que se armar e ameaçar a Bolívia, a Venezuela e o Paraguai. O que fez o governo Lula? Sentou-se à mesa, tratou dos contenciosos de forma respeitosa, defendendo os interesses do Brasil e os direitos dos países irmãos. Tudo isso através do diálogo.

Em meu entendimento o governo Lula colocou como ponto alto a questão da paz, ao mesmo tempo em que se posicionou de forma firme quando precisou. Um exemplo é o golpe de Honduras. O Brasil não reconheceu os golpistas e deu todo o apoio a Zelaya.

A política externa brasileira atuou marcando o seu posicionamento, negociando e respeitando os demais países.

Durante os oito anos do governo de Lula, o Brasil também ampliou suas relações com todo o mundo. Fomos ao Oriente Médio várias vezes, à África e à Ásia. O Brasil hoje é respeitado no mundo inteiro pelos avanços na diplomacia e política externa. A eleição de Dilma é uma sinalização de continuidade dessa política soberana, altaneira e de integração.

Da redação,
Mariana Viel

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América latina e a questão palestina

Publicado por Márcia Silva em 01/18/2011

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Crean condiciones en Cuba para recibir cable submarino

Publicado por Márcia Silva em 01/12/2011

de cuba debate

cable-submarino-cuba-venezuela-cubadebate-presEn la ciudad de Santiago de Cuba se crean las condiciones para recibir el cable submarino que comenzará a tenderse entre Venezuela y la Isla, en la materialización del más importante proyecto de las telecomunicaciones entre los dos países.

En la playa santiaguera de Siboney, un grupo de técnicos intensifica las labores para iniciar la instalación e infraestructura imprescindibles, incluido un centro de comunicaciones.

Se prevé que del 18 al 20 próximos comience el tendido del cable de fibra óptica desde Camurí, en el norte venezolano, para que arribe a Santiago de Cuba en la primera quincena de febrero.

También se recibió el 70 por ciento de los equipos y accesorios que conlleva esa inversión del gobierno cubano, mientras el personal técnico se prepara para las operaciones del sistema a partir de julio del 2011. (Con información de Radio Habana Cuba)

Infografía: Cable submarino Cuba-Venezuela

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